Nove países europeus pediram que a Convenção Europeia dos Direitos Humanos seja reinterpretada para permitir que migrantes que cometem crimes sejam expulsos mais facilmente.
Itália e Dinamarca querem “abrir um debate político sobre algumas convenções europeias às quais estamos vinculados e sobre a capacidade dessas convenções, algumas décadas depois de terem sido escritas, de abordar as grandes questões do nosso tempo, começando precisamente pela questão do fenómeno migratório”, referiu Giorgia Meloni esta quinta-feira.
Líderes da Áustria, Bélgica, República Checa, Estónia, Letónia, Lituânia e Polónia também assinaram o documento.
Os países pedem ao tribunal de direitos humanos que lhes dê maior liberdade para decidir quando expulsar estrangeiros que cometem crimes e para monitorizar aqueles que não podem ser expulsos. O tribunal também quer que a exploração de migrantes por Estados hostis seja abordada.
A Lituânia, por exemplo, entrou com uma ação contra a Bielorrússia no Tribunal Internacional de Justiça no início desta semana por fomentar a discórdia política na UE ao facilitar travessias ilegais de fronteira.






