Com o arranque do próximo semestre ainda por definir, face à incerteza em torno da evolução da pandemia de coronavírus, algumas instituições, nomeadamente as Universidades de Harvard e do Sul da Califórnia, estão a optar pelo ensino maioritariamente à distância. O que significa que os estudantes estrangeiros terão que sair ou ser transferidos, de acordo com as novas regras emitidas, esta segunda-feira, pela Agência de Imigração e Alfândega dos EUA, noticia a ‘Bloomberg’.
Para manter o visto de estudante, os estrangeiros precisam de assistir, presencialmente, às aulas pessoalmente, de acordo com a Agência.
Estas novas diretrizes rapidamente chegaram e despertaram as “emoções” na China que envia mais estudantes para as escolas dos EUA do que qualquer outro país.
Até ao da manhã desta terça-feira, os post’s na rede chinesa Weibo relacionadas com as novas diretrizes já alcançaram 55 milhões de visualizações e muitas expressaram ainda o seu desagrado com as decisões do Presidente dos EUA, podendo ler-se, num dos comentários, que a maior contribuição de Donald Trump nesta época foi “aumentar o patriotismo do povo chinês e erradicar toda a simpatia e esperança para a América”.
“A pandemia já tornou os EUA inseguros o suficiente, e Trump apenas tornou o ambiente para estudantes internacionais ainda pior”, disse Ada Xu, 27 anos, que está a frequentar o mestrado em análise de marketing na Universidade de Rochester. O estudante planeia voltar a casa na China em agosto e terminar os estudos remotamente.
Entre os quase 370 mil estudantes chineses nos EUA, está ainda por apurar quantos terão mesmo de sair. Os responsáveis pelos serviços do Ensino Superior estão a acompanhar os planos de cerca de 1.090 faculdades e, até 6 de julho, apenas 9% avançaram que terão aulas online este outono, em comparação com 60% que esperam estar de portas aberta e a receber os seus alunos.
Outros 24%, incluindo a Universidade da Pensilvânia e a Universidade da Califórnia-Los Angeles, disseram que oferecerão uma mistura de cursos presenciais e online, a fim de maximizar o distanciamento social e acomodar estudantes que não desejam regressar para o campus.













