Novas regras da UE podem poupar 160 milhões às companhias aéreas em Portugal

As companhias aéreas a operar em Portugal poderão poupar mais de 160 milhões de euros em indemnizações caso entrem em vigor as novas regras europeias sobre direitos dos passageiros.

Executive Digest
Junho 20, 2025
11:34

As companhias aéreas a operar em Portugal poderão poupar mais de 160 milhões de euros em indemnizações caso entrem em vigor as novas regras europeias sobre direitos dos passageiros.

A proposta, aprovada pelo Conselho da União Europeia, prevê o alargamento do tempo mínimo de atraso necessário para compensações: passa de três para quatro horas em voos até 3.500 km e para seis horas nos voos de longo curso. Segundo cálculos da AirHelp, esta alteração reduziria drasticamente o número de passageiros elegíveis a compensações, cortando em mais de metade os atuais montantes pagos, revela o ‘DN’.

A medida gerou forte polémica, com críticas de juristas e associações de defesa dos consumidores, que a classificam como um “retrocesso” e um “marco negro” para os direitos dos passageiros. A proposta inclui também a redução do teto máximo das indemnizações de 600 para 500 euros e a uniformização do prazo de reclamação para apenas seis meses, substituindo os atuais prazos nacionais — três anos, no caso de Portugal.

Outra alteração controversa prende-se com a introdução de novas regras sobre a bagagem de mão, que passa a ser paga, salvo exceções muito restritivas. Juristas recordam que a jurisprudência europeia proíbe a cobrança de malas de cabine dentro de parâmetros razoáveis e alertam que as novas limitações vão contra decisões anteriores do Tribunal de Justiça da UE.

A lista de “circunstâncias extraordinárias” que isentam as companhias de indemnizar foi também alargada de três para 18 situações.

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