Milhões de pessoas em vários países europeus enfrentaram esta quinta-feira uma nova vaga de calor extremo, com França, Itália, Espanha e Reino Unido entre os territórios mais afetados.
Segundo a Euronews, mais de 135 milhões de pessoas enfrentaram temperaturas superiores a 35 graus, enquanto cerca de 340 milhões — quase três em cada cinco residentes na Europa — ficaram expostas a valores acima dos 30 graus ao longo do dia.
A Europa é atualmente o continente que aquece mais rapidamente e vários países continuam pouco preparados para lidar com episódios prolongados de calor intenso. Os cientistas associam a maior frequência e intensidade das vagas de calor às alterações climáticas provocadas pela atividade humana.
França supera os 42 graus
Em França, as temperaturas continuaram a subir. O serviço meteorológico Météo-France registou 42,5 graus em Chateaumeillant, no centro do país, o valor mais elevado observado esta quinta-feira.
Paris chegou aos 38 graus e grande parte do território francês encontrava-se sob alerta devido à vaga de calor.
De acordo com a Euronews, a sucessão de períodos de calor extremo e seca tem contribuído para um verão marcado por incêndios florestais e pela morte de milhares de pessoas.
Itália e Espanha também sob forte calor
Em Itália, temperaturas semelhantes afetaram cerca de 29 milhões de pessoas, sobretudo na costa ocidental, no vale do Pó, no sul do país e nas ilhas.
Na Península Ibérica, cerca de 25 milhões de pessoas foram afetadas em Espanha. A agência meteorológica Aemet registou esta quinta-feira temperaturas de 37 graus em regiões do centro do país.
Reino Unido regista o dia mais quente do ano
No Reino Unido, as temperaturas atingiram 36 graus ou mais em 40 locais do centro e sul de Inglaterra.
O Met Office indicou esta semana que o país está a caminho de registar o verão mais quente de sempre.
Calor alimenta incêndios em vários países
As temperaturas elevadas estão também a agravar o risco de incêndio em várias regiões europeias.
No norte da Grécia, centenas de turistas foram retirados de barco depois de um incêndio florestal se aproximar de duas zonas turísticas.
No centro de Inglaterra, na região de West Midlands, equipas de emergência combateram fogos que causaram danos em habitações, num contexto de seca.
Números podem estar subestimados
A estimativa sobre o número de pessoas expostas ao calor foi calculada através do cruzamento entre dados de densidade populacional e previsões meteorológicas do serviço alemão Deutscher Wetterdienst.
São contabilizados os residentes de zonas onde os modelos apontam para temperaturas acima de 30 ou 35 graus em algum momento do dia.
A metodologia tem, no entanto, limitações. O modelo meteorológico tem uma resolução aproximada de 6,5 quilómetros e não consegue captar totalmente o chamado efeito de ilha de calor urbana, em que as cidades registam temperaturas significativamente superiores às zonas rurais envolventes.
Por esse motivo, a organização austríaca Klimadashboard considera provável que o número real de pessoas afetadas em áreas urbanas densamente povoadas seja superior ao estimado.














