Os idosos nos lares, o grupo de maior risco, vão ser os beneficiários da proteção vacinal mais robusta contra a gripe alguma vez utilizada em Portugal – a nova supervacina, garantiu esta sexta-feira o jornal ‘Expresso’, tem uma composição antigénica quatro vezes superior à fórmula-padrão — 60 microgramas, em vez de 15 por cada uma das quatro estirpes que previsivelmente vão estar em circulação — e uma eficácia 24,2% superior. Traduz-se em menos 8,4% de hospitalizações por qualquer causa de doença, menos 17,9% por problemas cardiorrespiratórios e menos 13,4% por gripe ou pneumonia.
A supervacina deveria ter chegado a Portugal no passado inverno mas o país atrasou-se, revelou o semanário. Agora, a encomenda portuguesa ficou limitada a pouco mais de 100 mil unidades e por isso exclusivas aos idosos residentes em lares. As primeiras doses vão ser administradas a partir da próxima 2ª feira.
Para a restante população, já estão a chegar as vacinas, num esquema repetido de anos anteriores: residentes, utentes e profissionais de lares e instituições similares, profissionais de saúde do SNS, grávidas e população de risco e pessoas com mais de 65 anos, por faixas etárias decrescentes. A calendarização e o total de doses, incluindo as que serão administradas e vendidas nas farmácias, só estarão fechadas no final desta semana, quando será apresentado o plano global com a Covid-19. Sempre que possível, as vacinas gripais e pandémicas devem ser dadas em simultâneo.








