Nova linha de comboio que atravessa Londres abre esta terça-feira

Com mais de 100 quilómetros de distância, coloca mais 1,5 milhões de pessoas dos arredores a 45 minutos do centro da capital britânica.

Executive Digest com Lusa

Com estações de tetos altos como “catedrais” e comboios que viajam ao dobro da velocidade do metro, a Linha Elizabeth abre parcialmente esta terça-feira, 24 de maio, em Londres, três anos atrasada mas com um grande potencial.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

“A chegada desta linha é um momento catalisador para Londres e abre um novo capítulo para a cidade”, afirmou o presidente executivo do Crossrail, Mark Wild.

Com mais de 100 quilómetros de distância, coloca mais 1,5 milhões de pessoas dos arredores a 45 minutos do centro da capital britânica e vai reduzir drasticamente os tempos de viagem entre várias partes da cidade, incluindo o acesso ao aeroporto Heathrow.

As principais paragens na cidade incluem os centros de escritórios de Canary Wharf, Farringdon e Liverpool Street, o parque de eventos e exposições ExCel, e as zonas comerciais Tottenham Court Road e Bond Street.

Mesmo revisto em baixa, o número estimado é de 200 milhões de passageiros anuais, e calcula-se que os negócios e investimento resultantes deverão contribuir com mais 42.000 milhões de libras (cerca de 50.000 milhões de euros) para a economia britânica.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

“Este projeto mostra que Londres continua a inovar e tem capacidade para atrair mais pessoas, incluindo turismo nacional, com uma forma sustentável de viajar”, vincou a diretora de turismo da agência de investimento London & Partners, Tracy Halliwell.

Wild prefere destacar a grandiosidade e elegância de algumas das estações e o conforto das carruagens com ar condicionado em contraste com o funcional, apertado e abafado metropolitano de Londres.

“A velocidade vai ser surpreendente”, garante, cerca de 145 quilómetros por hora, mais do dobro da velocidade do secular ’tube’.

A ideia de um comboio que atravessasse a cidade de este a oeste remonta a 1919, mas só foi aprovado em 2008 e iniciado em 2009, primeiro conhecido por Crossrail, mas entretanto batizado em homenagem à rainha Isabel II.

O resultado é um comboio misto de superfície e subterrâneo, cujo custo totalizou de 19.000 milhões de libras (22.500 milhões de euros), mais 4.000 milhões de libras (5.000 milhões de euros) do que o previsto.

Continue a ler após a publicidade

É o maior projeto de infraestrutura do Reino Unido em décadas, envolvendo a escavação de 42 quilómetros de novos túneis debaixo da maior cidade da Europa, encontrando pelo caminho ossos de mamute, ruínas romanas e esqueletos de vítimas da peste bubónica de 1665.

A inauguração estava programada para o final de 2018, mas os adiamentos sucederam-se perante a dificuldade em acabar novas estações e instalar um sistema de sinalização digital “fiável”.

Durante a construção, Londres passou por uma recessão económica, a saída britânica da União Europeia (‘brexit’) e a pandemia covid-19.

Wild atribuiu o atraso e custo excedente à “complexidade” do projeto, que implicou navegar em áreas densamente construídas, cheias de vestígios arqueológicos, com muitas linhas de metropolitano, arranha céus, esgotos seculares e passar por debaixo do rio.

A secção central, sobretudo a subterrânea, entre a estação de caminhos de ferro de Paddington, no oeste de Londres, até Abbey Wood, no sudeste, abre dias antes das celebrações do Jubileu de Platina da rainha.

Continue a ler após a publicidade

As outras secções de Reading, Heathrow e Shenfield deverão começar a funcionar no outono, em data a anunciar.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.