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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 13 May 2026 06:56:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>IGCP realiza hoje leilões de dívida para angariar até 1.500 milhões de euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 07:15:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Obrigações do Tesouro]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Procura do anterior leilão cifrou-se em 1.342 milhões de euros, 1,80 vezes o montante colocado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O IGCP anunciou que vai realizar esta quarta-feira dois leilões de Obrigações do Tesouro (OT) a quatro e a 10 anos com um montante indicativo global entre 1.250 milhões de euros e 1.500 milhões de euros.</p>
<p>Em comunicado, o IGCP &#8211; Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública indicou que as OT a serem leiloadas &#8211; &#8216;OT 0,475% 18Out 2030&#8217; e &#8216;OT 3,25% 13Jun2036&#8217; &#8211; são em 18 de outubro de 2030 (quatro anos e cinco meses) e em 13 de junho de 2036 (10 anos e um mês).</p>
<p>No anterior leilão comparável a 10 anos, em 08 de abril, o IGCP colocou 745 milhões de euros em &#8216;OT 3,25% 13Jun2036&#8217; à taxa de 3,304% e a procura cifrou-se em 1.342 milhões de euros, 1,80 vezes o montante colocado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761781]]></sapo:autor>
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		<title>“É uma paz armada económica”: especialista explica o que Trump procura na China — e porque Xi chega mais forte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 07:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[geopolítico]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Xi Jinping]]></category>
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					<description><![CDATA[André Pereira Matos, especialista em relações internacionais, falou em exclusivo à 'Executive Digest' sobre a tão aguardada visita do presidente americano ao rival]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump chega a Pequim com urgência política. Precisa de resultados que possa apresentar antes das eleições intercalares de novembro, procura ganhos comerciais visíveis para agricultores, empresas e indústria americana, e quer margem de manobra num contexto internacional marcado pela guerra no Irão e pela crise no Estreito de Ormuz.</p>
<p>Xi Jinping chega à mesma mesa noutra posição. Controla cartas estratégicas como as terras raras, a refinação de minerais críticos e os ímanes permanentes, tem influência sobre Teerão e sabe que Washington dificilmente pode escalar a rivalidade económica com Pequim sem também se ferir.</p>
<p>A cimeira entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, marcada para Pequim, dificilmente produzirá uma viragem histórica nas relações entre as duas maiores potências mundiais. Mas pode servir para algo igualmente relevante: impedir que uma rivalidade cada vez mais perigosa entre em rutura.</p>
<p>Para André Pereira Matos, especialista em relações internacionais, a reunião não deve ser lida como uma tentativa de regressar a uma relação estável entre Washington e Pequim, nem como uma nova Guerra Fria clássica.</p>
<p>“O que temos é uma rivalidade estrutural gerida de forma pragmática, através de tréguas sucessivas e num registo de elevada volatilidade, muito por conta do caráter errático da política externa de Trump”, afirma em exclusivo à &#8216;Executive Digest&#8217;.</p>
<p>E acrescenta: “Esta visita a Pequim não será tanto para afirmar uma eventual rutura total, mas antes para tentar perceber que entendimento se consolidará para gerir a coexistência e a competição que são factuais e reconhecidas por ambos.”</p>
<p><strong>Não é uma nova Guerra Fria</strong></p>
<p>A comparação com a Guerra Fria é tentadora. De um lado, os Estados Unidos. Do outro, a China. Entre ambos, uma disputa tecnológica, militar, comercial e ideológica que condiciona o sistema internacional.</p>
<p>André Pereira Matos admite que há razões para olhar para este confronto através dessa lente.</p>
<p>“Compreendo que se possa olhar para este confronto através de uma perspetiva dicotómica que remete para esse sistema bipolar”, afirma. “A fratura ideológica entre os dois sistemas é, de facto, profunda e talvez mais nítida hoje do que há uns anos.”</p>
<p>Mas, para o especialista, há diferenças decisivas face à Guerra Fria do século XX.</p>
<p>A primeira é económica. Estados Unidos e China competem em praticamente todos os domínios estratégicos, mas continuam profundamente ligados por comércio, investimento, tecnologia, cadeias de abastecimento e consumo.</p>
<p>“A interligação económica entre os dois países é hoje de tal ordem que nenhum dos dois consegue desacoplar-se no curto prazo sem se ferir gravemente”, sublinha.</p>
<p>A segunda diferença está no próprio sistema internacional. O mundo de hoje já não é o mundo bipolar do pós-II Guerra Mundial. Potências médias como Brasil, Índia, Turquia ou Arábia Saudita recusam alinhamentos automáticos e procuram margem própria entre Washington e Pequim.</p>
<p>A terceira diferença está em Trump.</p>
<p>Para André Pereira Matos, a atual Administração americana não conduz a política externa a partir de uma base ideológica clássica.</p>
<p>“Donald Trump tem repetido publicamente que ‘respeita’ Xi Jinping, descreve-o como ‘um grande líder’ e nunca escondeu uma certa empatia pessoal por dirigentes autoritários, da Rússia à Coreia do Norte”, recorda.</p>
<p>Essa postura, combinada com a interdependência económica entre as duas potências, retira à rivalidade uma moldura puramente ideológica e transforma-a numa competição sobretudo transacional e geoeconómica.</p>
<p><strong>Xi chega mais forte à mesa</strong></p>
<p>A pergunta decisiva é saber quem chega mais forte à cimeira.</p>
<p>Para André Pereira Matos, a resposta é clara: “Xi Jinping chega visivelmente mais forte.”</p>
<p>A vantagem chinesa resulta, em parte, de uma estratégia acumulada ao longo de anos.</p>
<p>“A China goza hoje de uma certa superioridade por mérito próprio do retorno do investimento político, diplomático e económico da Iniciativa Belt and Road e por sorte, porque o Ocidente tem-se fragmentado com guerras e tensões comerciais que elevam a China”, explica.</p>
<p>Trump, pelo contrário, chega a Pequim pressionado por várias frentes.</p>
<p>A guerra no Irão, o choque petrolífero associado ao Estreito de Ormuz e o desgaste nas sondagens tornam mais urgente a procura de resultados concretos. Num ano de eleições intercalares, o preço dos combustíveis é especialmente sensível para o eleitorado americano.</p>
<p>Mas a vantagem chinesa não é apenas conjuntural. É também industrial.</p>
<p>Pequim aprendeu a usar a sua posição nas cadeias de valor como instrumento diplomático. A China controla cerca de 90% do processamento mundial de terras raras e dos ímanes permanentes, materiais essenciais para automóveis, telemóveis, aviões, mísseis e tecnologia avançada.</p>
<p>Quando esse domínio é usado como pressão, o impacto sente-se rapidamente no Ocidente.</p>
<p>“Ao controlar cerca de 90% do processamento mundial de terras raras e dos ímanes permanentes, o Ocidente fica paralisado, como aconteceu no ano passado, incapaz de fabricar automóveis, telemóveis, aviões e mísseis”, afirma André Pereira Matos.</p>
<p>A conclusão é política e simbólica.</p>
<p>“Não é um acaso que não é Xi a ir a Washington, mas Trump a deslocar-se a Pequim.”</p>
<p><strong>Uma pausa estratégica, não uma solução</strong></p>
<p>A cimeira deverá produzir imagens úteis para os dois líderes. Mas, para André Pereira Matos, não será apenas uma fotografia diplomática.</p>
<p>“A cimeira será, antes de mais, uma fotografia útil para ambos, mas é mais do que isso”, afirma.</p>
<p>O mais provável é que os anúncios concretos sejam modestos: extensão da trégua comercial assinada em outubro, possíveis compras chinesas de produtos americanos e pouco mais.</p>
<p>Mas a moderação dos resultados não significa irrelevância.</p>
<p>“Esta moderação dos resultados não é, contudo, irrelevante”, sublinha o especialista. “A estabilização provisória da relação económica permite a ambos os lados ganhar tempo.”</p>
<p>Esse tempo interessa aos dois lados.</p>
<p>Os Estados Unidos precisam de reduzir a dependência das terras raras chinesas e de reforçar a segurança das cadeias de abastecimento. A China quer consolidar o avanço tecnológico em inteligência artificial e manter o domínio das cadeias de minerais críticos.</p>
<p>Por isso, a cimeira pode não resolver a rivalidade, mas pode adiar a próxima escalada.</p>
<p>“A cimeira é uma pausa estratégica precisamente porque adia o próximo choque, e cada um utilizará esse adiamento para se rearmar economicamente para o confronto seguinte”, resume André Pereira Matos.</p>
<p><strong>As vitórias que Trump quer vender em casa</strong></p>
<p>Do lado americano, a cimeira tem uma dimensão interna evidente.</p>
<p>Trump precisa de resultados visíveis antes das intercalares de novembro. Compras chinesas de produtos agrícolas, compromissos no setor energético ou um eventual acordo de grande dimensão com a Boeing poderiam ser apresentados em Washington como vitórias para agricultores, trabalhadores industriais e empresas americanas.</p>
<p>“Trump precisa desesperadamente de resultados que consiga vender mediaticamente como grandes sucessos e a China consegue vender-lhe esses resultados a preços calculados”, afirma André Pereira Matos.</p>
<p>A possibilidade de Pequim assumir compras de soja, carne, aves, carvão, petróleo ou gás natural daria à Casa Branca material político imediato. O mesmo aconteceria com um contrato envolvendo aviões Boeing, há muito condicionado pelas tensões entre os dois países.</p>
<p>A delegação empresarial que acompanha Trump, na qual poderá estar Elon Musk, foi desenhada precisamente para criar anúncios com impacto económico e mediático.</p>
<p>Mas Pequim não oferece vitórias gratuitamente.</p>
<p>“O preço paga-se em concessões mais discretas, como o alívio adicional sobre exportações de chips, recuo na publicação de empresas chinesas em listas negras, suspensão de taxas portuárias e, sobretudo, uma ambiguidade reforçada sobre Taiwan”, alerta o especialista.</p>
<p>É aqui que a lógica transacional de Trump pode tornar-se particularmente sensível. O que em Washington pode ser apresentado como vitória comercial pode, para Pequim, significar espaço estratégico conquistado em dossiês muito mais profundos.</p>
<p><strong>Chips contra terras raras</strong></p>
<p>A relação entre Estados Unidos e China está cada vez mais assente numa troca de vulnerabilidades.</p>
<p>Washington controla tecnologia avançada, semicondutores de ponta, equipamentos de fabrico de chips e componentes essenciais para o desenvolvimento da inteligência artificial. Pequim domina grande parte da mineração, refinação e processamento de terras raras e ímanes críticos.</p>
<p>Este equilíbrio cria espaço para negociação, mas também aumenta o risco.</p>
<p>“É um equilíbrio que cria espaço para negociação precisamente porque é perigoso”, explica André Pereira Matos.</p>
<p>A lógica recorda, em termos económicos, a doutrina da destruição mútua assegurada que marcou a Guerra Fria nuclear. A diferença é que, agora, a arma principal não é um arsenal atómico, mas a capacidade de bloquear setores inteiros da economia adversária.</p>
<p>“A doutrina da destruição mútua assegurada, que dominou a Guerra Fria nuclear, foi substituída pelo equivalente económico”, afirma. “Nenhum dos dois pode atacar o outro sem se ferir gravemente a si próprio.”</p>
<p>O perigo está na ilusão de que uma escalada económica é sempre reversível.</p>
<p>O episódio das terras raras de outubro mostrou, segundo André Pereira Matos, que o impacto de uma retaliação pode ser rápido e brutal. Ao restringir exportações de materiais críticos, Pequim mostrou que conseguia paralisar setores ocidentais altamente dependentes das cadeias chinesas.</p>
<p>“A negociação existe porque ambos compreenderam, em outubro, que estavam à beira de uma rutura mutuamente destrutiva”, sublinha.</p>
<p>E resume a nova lógica entre Washington e Pequim numa frase: “É uma espécie de paz armada económica.”</p>
<p><strong>Irão e Ormuz entram na mesa</strong></p>
<p>A guerra no Irão transformou a visita a Pequim numa cimeira também sobre energia e segurança global.</p>
<p>O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo, tornou-se um ponto crítico para a economia internacional. Para a China, que depende fortemente de importações energéticas, a estabilidade daquela rota é essencial.</p>
<p>Mas Pequim não quer aparecer como executora da estratégia americana contra Teerão.</p>
<p>“A China quer o Estreito de Ormuz reaberto, mas nos seus termos, não nos americanos”, explica André Pereira Matos.</p>
<p>Segundo o especialista, Pequim já rejeitou pedidos americanos de mediação para travar a guerra e instruiu recentemente as suas refinarias a ignorar sanções secundárias dos Estados Unidos sobre o petróleo iraniano. Ao mesmo tempo, ameaçou punir empresas chinesas que cumprissem essas sanções.</p>
<p>A mensagem é clara: a China quer estabilidade energética, mas recusa subordinar-se à política de pressão americana sobre o Irão.</p>
<p>A receção do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano em Pequim, antes da chegada de Trump, foi um sinal deliberado nesse sentido.</p>
<p>Há, ainda assim, desconforto chinês com Teerão. O recente ataque iraniano a um petroleiro chinês no Estreito de Ormuz mostrou que a relação não está isenta de riscos.</p>
<p>Mas Pequim só usará a sua influência sobre o Irão se isso fortalecer a sua posição negocial perante os Estados Unidos.</p>
<p>“A China tem uma capacidade real de influência sobre o Irão, mas só a usará se isso fortalecer a sua posição negocial face aos Estados Unidos, nunca para fazer um favor a Trump”, afirma.</p>
<p><strong>Taiwan: o perigo pode estar no silêncio</strong></p>
<p>Taiwan continua a ser o ponto mais sensível da relação entre Washington e Pequim.</p>
<p>A China quer que os Estados Unidos passem de uma posição de não apoio à independência de Taiwan para uma oposição formal a essa independência. Pretende também que Washington apoie a ideia de “reunificação pacífica” e reduza o pacote de armamento autorizado, mas ainda não entregue, a Taipé.</p>
<p>Do lado americano, Trump já mostrou ambivalência em relação à ilha. Uma das decisões citadas por André Pereira Matos é a recusa de uma escala do presidente taiwanês Lai Ching-te em território americano.</p>
<p>Por isso, o risco mais importante pode não estar numa declaração pública de Trump. Pode estar precisamente na ausência dela.</p>
<p>“O sinal mais perigoso para Taiwan não seria uma declaração formal de Trump, seria precisamente o silêncio”, afirma o especialista.</p>
<p>A razão é simples. Se Trump optar por não abordar Taiwan de forma clara, Pequim poderá interpretar esse silêncio como espaço para pressão adicional. E os aliados americanos na Ásia poderão lê-lo como sinal de que a garantia americana se tornou mais transacional.</p>
<p>André Pereira Matos suspeita que o tema possa ser contornado publicamente.</p>
<p>“Suspeito que possa haver silêncio em relação a esta matéria, porque o risco de um desentendimento poderia ser demasiado elevado”, explica.</p>
<p>O perigo, acrescenta, é que Trump transforme esta ambiguidade em mais uma relação transacional.</p>
<p>“Taiwan deixa de ser um princípio para passar a ser uma moeda de troca.”</p>
<p><strong>Europa fora da sala</strong></p>
<p>A cimeira de Pequim também expõe a fragilidade europeia.</p>
<p>A União Europeia depende da China em matérias-primas críticas, dos Estados Unidos em segurança e de ambos em comércio. Se Trump e Xi chegarem a entendimentos sobre tecnologia, minerais, exportações ou regras comerciais sem Bruxelas à mesa, a margem europeia fica reduzida.</p>
<p>“A Europa não está à mesa porque deixou de ter lugar próprio, e essa é a verdade dura que esta cimeira voltará a expor”, afirma André Pereira Matos.</p>
<p>A dependência é particularmente evidente nas terras raras. A União Europeia depende em mais de 90% das importações chinesas de ímanes de terras raras, uma vulnerabilidade construída ao longo de duas décadas.</p>
<p>Depois do acordo de Busan, Bruxelas foi informada por negociadores chineses de que a trégua sobre terras raras seria estendida à Europa. Mas, segundo o especialista, as licenças de exportação concedidas avançaram a um ritmo muito inferior ao prometido.</p>
<p>Para sair da posição de mera espectadora, a União Europeia teria de seguir três caminhos.</p>
<p>O primeiro é acelerar a capacidade interna de refinação e produção de ímanes. Sem isso, qualquer negociação será feita a partir de uma posição de fragilidade.</p>
<p>O segundo é construir alavancagem própria em áreas onde a Europa ainda lidera.</p>
<p>O terceiro, e mais difícil, é assumir uma voz política única.</p>
<p>É neste ponto que André Pereira Matos vê o maior bloqueio europeu: a União continua dividida, lenta e incapaz de transformar peso económico em poder geopolítico.</p>
<p>“Enquanto a União Europeia for, simultaneamente, dependente da China em matérias-primas, dos EUA em segurança e de ambos em comércio, vai continuar apenas a assistir às cimeiras a dois”, conclui.</p>
<p><strong>O que está em jogo</strong></p>
<p>A reunião entre Trump e Xi dificilmente resolverá a rivalidade entre Estados Unidos e China.</p>
<p>O mais provável é que produza uma extensão da trégua comercial, anúncios económicos úteis para ambos e algum grau de estabilização temporária nos mercados.</p>
<p>Mas os temas estruturais continuarão em aberto: Taiwan, supremacia tecnológica, controlo de minerais críticos, guerra no Irão, segurança energética e regras da ordem global.</p>
<p>A verdadeira importância da cimeira pode estar menos no que for anunciado e mais no que for evitado.</p>
<p>Se impedir uma escalada imediata, já terá cumprido um objetivo. Se criar canais mínimos de gestão da rivalidade, poderá reduzir o risco de erro de cálculo. Se permitir que os dois lados comprem tempo, será vista como uma pausa estratégica.</p>
<p>Mas essa pausa não deve ser confundida com paz.</p>
<p>Na leitura de André Pereira Matos, Washington e Pequim já aceitaram que são rivais. A questão agora é saber se conseguem gerir essa rivalidade sem a transformar numa rutura aberta.</p>
<p>Entre chips, terras raras, petróleo, Taiwan e eleições americanas, a cimeira de Pequim não promete uma solução. Promete apenas uma tentativa de contenção.</p>
<p>E, numa relação que se tornou uma “paz armada económica”, até uma pausa pode ser decisiva.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761620]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ucrânia: Rússia volta a atacar com 139 drones durante a noite e madrugada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 06:56:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As forças armadas da Federação Russa lançaram um total de 139 drones de longo alcance sobre território ucraniano durante a noite de terça-feira e a madrugada de hoje, incluindo várias aeronaves desarmadas usadas para confundir as defesas antiaéreas inimigas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As forças armadas da Federação Russa lançaram um total de 139 drones de longo alcance sobre território ucraniano durante a noite de terça-feira e a madrugada de hoje, incluindo várias aeronaves desarmadas usadas para confundir as defesas antiaéreas inimigas.</P><br />
<P>Segundo a força aérea da Ucrânia, foram abatidos ou neutralizados 111 dos referidos aparelhos telepilotados, com interferências eletrónicas em diversas regiões do país &#8211; norte, leste e sul.</P><br />
<P>Outros 20 drones, todos de ataque, atingiram 13 locais diferentes na Ucrânia, sem que tenham sido especificados. As autoridades ucranianas também registaram a queda de destroços de drones noutros quatro locais.</P><br />
<P>A Presidência da Rússia (Kremlin) declarou na terça-feira que o cessar-fogo humanitário terminou e que a &#8220;operação militar especial&#8221; continua, referindo-se à guerra desencadeada pela invasão à vizinha e ex-república soviética, em 24 de fevereiro de 2022.</P><br />
<P>O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que é prematuro discutir os &#8220;pormenores concretos&#8221; do processo de paz entre a Rússia e a Ucrânia, após as declarações do presidente russo, Vladimir Putin, no sábado, que falou sobre um &#8220;fim iminente&#8221; da guerra.</P><br />
<P>No sábado, 09 de maio, a Rússia assinalou a vitória das forças da ex-União Soviética sobre o regime da Alemanha nazi, em 1945, com um desfile militar que este ano não contou com a presença de armamento pesado.</P><br />
<P>No quadro das celebrações do 09 de maio, um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia, mediado pelos Estados Unidos, expirou &#8220;de facto&#8221; na segunda-feira, com ambos os lados a acusarem-se mutuamente de violar o acordo de 72 horas.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762015]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Governo de Timor-Leste reforça policiamento em todo o país devido a violência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 06:54:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo de Timor-Leste aprovou hoje, em reunião do Conselho de Ministros, uma resolução a reforçar o patrulhamento da polícia em todo o território nacional, na sequência do registo de violência em vários locais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo de Timor-Leste aprovou hoje, em reunião do Conselho de Ministros, uma resolução a reforçar o patrulhamento da polícia em todo o território nacional, na sequência do registo de violência em vários locais.</P><br />
<P>&#8220;Esta decisão surge na sequência dos incidentes de violência registados nas últimas semanas em diversas partes do país, envolvendo grupos de jovens e com consequências graves para a integridade física de cidadãos, para a propriedade privada e para a estabilidade das comunidades afetadas&#8221;, pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros.</P><br />
<P>O último incidente registado ocorreu no município de Lautém (leste), no domingo, onde um confronto envolvendo um grupo de jovens poderá ter provocado a morte de um cidadão.</P><br />
<P>&#8220;O Governo condena, de forma inequívoca e veemente, todos os atos de violência e de destruição de bens que tenham resultado em perda de vidas humanas, em ofensa à integridade física de cidadãos ou em danos no património privado, independentemente dos seus autores ou da sua motivação&#8221;, salienta o executivo, liderado por Xanana Gusmão.</P><br />
<P>Segundo a resolução, o reforço do patrulhamento policial deve ser feito em todo o território timorense, principalmente em zonas e horários com maior concentração de jovens.</P><br />
<P>As autoridades apelam também à colaboração dos líderes comunitários na comunicação de situações abrangidas pela suspensão das atividades ligadas às artes marciais e rituais.</P><br />
<P>&#8220;As autoridades municipais, a região administrativa especial de Oecussi a autoridade administrativa de Ataúro devem assegurar a transmissão imediata destas informações às autoridades policiais competentes&#8221;, salienta o comunicado.</P><br />
<P>O Governo reiterou também a suspensão temporária, em todo o território nacional, das atividades coletivas de ensino, aprendizagem e prática de artes marciais e de artes rituais, bem como o encerramento dos espaços destinados a essas atividades.</P><br />
<P>&#8220;Esta medida tem caráter excecional, proporcional e preventivo, com o objetivo de interromper a utilização instrumentalizada dessas atividades como contexto de organização de atos violentos&#8221;, pode ler-se no comunicado.</P><br />
<P>O executivo timorense já tinha prolongado, em dezembro de 2025, até junho deste ano a suspensão do ensino, aprendizagem e prática de artes marciais, bem como o encerramento dos locais e instalações destinados ao seu ensino.</P><br />
<P>O Governo determinou a suspensão do ensino, aprendizagem e práticas de artes marciais em novembro de 2023, na sequência de graves incidentes registados em todo o território timorense, que provocaram pelo menos quatro mortos e 26 feridos.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762014]]></sapo:autor>
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		<title>Da “semana que mudou o mundo” de Nixon ao regresso de Trump: a China volta hoje ao centro da diplomacia americana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 06:45:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[Xi Jinping]]></category>
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					<description><![CDATA[As expectativas para uma grande viragem nas relações entre as duas potências são baixas. O mais provável é que a cimeira produza entendimentos limitados e táticos, destinados sobretudo a evitar uma nova escalada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump viaja para a China esta quarta-feira &#8211; e até sexta-feira -, a convite de Xi Jinping, numa visita de Estado que assinala o primeiro deslocamento de um presidente americano ao país desde 2017. A reunião chega num momento de tensão crescente entre Washington e Pequim, com comércio, tecnologia, energia, guerra no Irão e Taiwan a dominarem a agenda.</p>
<p>As expectativas para uma grande viragem nas relações entre as duas potências são baixas. O mais provável é que a cimeira produza entendimentos limitados e táticos, destinados sobretudo a evitar uma nova escalada.</p>
<p>Para os Estados Unidos, a prioridade passa por obter vitórias económicas antes das eleições intercalares de novembro, garantir maior segurança nas cadeias de abastecimento de minerais críticos e tentar envolver Pequim, ainda que indiretamente, na resposta à guerra no Irão.</p>
<p>Para a China, os objetivos são outros: aliviar restrições tecnológicas, proteger os seus interesses económicos, manter controlo sobre as terras raras e procurar limites mais claros ao apoio americano a Taiwan.</p>
<p><strong>O que se espera da cimeira?</strong></p>
<p>O resultado mais provável é a extensão da trégua comercial assinada em outubro de 2025, na Coreia do Sul, que travou temporariamente uma nova fase da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.</p>
<p>O comércio será um dos temas centrais.</p>
<p>Trump quer concessões económicas visíveis de Pequim. A China está a estudar compras em larga escala de produtos agrícolas americanos, incluindo aves, carne bovina e culturas agrícolas que vão além da soja.</p>
<p>Também foram discutidos compromissos chineses para comprar 25 milhões de toneladas métricas de soja por ano durante três anos.</p>
<p>Washington quer ainda que Pequim compre mais produtos energéticos americanos, incluindo carvão, petróleo e gás natural.</p>
<p>Estes anúncios teriam valor económico, mas também político. Trump precisa de mostrar resultados a agricultores, trabalhadores industriais e eleitores sensíveis ao preço da energia antes das intercalares.</p>
<p><strong>Boeing pode entrar no pacote</strong></p>
<p>Outro dossiê comercial relevante envolve a Boeing.</p>
<p>A China tem estado a negociar uma encomenda potencialmente muito elevada, que poderá envolver até 500 aviões Boeing 737 MAX, além de aeronaves de longo curso.</p>
<p>O acordo tem sido adiado há anos devido às tensões políticas entre Washington e Pequim e às ameaças americanas de limitar o acesso chinês a componentes essenciais, incluindo peças para motores.</p>
<p>Se for fechado, um acordo com a Boeing teria valor simbólico e económico para os dois lados.</p>
<p>Para Trump, seria uma vitória industrial facilmente comunicável em casa.</p>
<p>Para Xi, poderia ser usado como moeda de troca em temas mais sensíveis, como semicondutores, tarifas ou Taiwan.</p>
<p><strong>Chips contra terras raras</strong></p>
<p>A rivalidade tecnológica é o núcleo duro da tensão entre Estados Unidos e China.</p>
<p>Pequim quer que Washington alivie as restrições à exportação de semicondutores avançados e de equipamentos usados no fabrico de chips para inteligência artificial.</p>
<p>A China vê estes controlos como uma tentativa americana de travar a sua ascensão tecnológica.</p>
<p>A política americana tem sido uma combinação de restrição seletiva e alívio controlado. Em janeiro de 2026, o Departamento do Comércio dos EUA alterou a política de licenciamento para determinados chips avançados exportados diretamente para a China, o que pode abrir espaço à venda de componentes como o NVIDIA H200, usado em aplicações comerciais de inteligência artificial.</p>
<p>Mas Pequim quer acesso muito mais amplo à tecnologia americana.</p>
<p>Do outro lado, os Estados Unidos pressionam a China a aliviar os controlos sobre as exportações de terras raras.</p>
<p>A China representa cerca de 70% da mineração mundial de terras raras e uma parcela ainda maior da refinação e processamento de ímanes permanentes.</p>
<p>As restrições chinesas, impostas em abril de 2025 e parcialmente aliviadas em outubro, depois da reunião entre Trump e Xi na Coreia do Sul, afetaram setores como a indústria automóvel e aeroespacial americana.</p>
<p>A dinâmica negocial é clara: os Estados Unidos controlam chips avançados; a China domina minerais críticos.</p>
<p><strong>Irão e Estreito de Ormuz entram na agenda</strong></p>
<p>A guerra no Irão transforma esta cimeira também num encontro sobre energia e segurança global.</p>
<p>Washington quer que Pequim apoie esforços internacionais para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.</p>
<p>A China, porém, vê o conflito sobretudo como consequência da política externa americana e não quer aparecer alinhada com Washington, nem militar nem diplomaticamente.</p>
<p>Pequim tem interesse em estabilidade, porque a guerra ameaça as suas importações energéticas e as relações com os Estados do Golfo. Mas também quer preservar influência própria junto de Teerão.</p>
<p>Nos últimos dias, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, esteve em Pequim para informar as autoridades chinesas sobre as negociações com Washington.</p>
<p>A China tenta, assim, manter um equilíbrio delicado: proteger os seus interesses económicos e regionais sem parecer subordinada aos objetivos estratégicos dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Taiwan é o ponto mais sensível</strong></p>
<p>Taiwan poderá ser o tema mais delicado da cimeira.</p>
<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, terá descrito Taiwan como “o maior ponto de risco” nas relações entre os Estados Unidos e a China, numa conversa com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.</p>
<p>Desde os anos 70, Washington mantém a política de “uma só China”, ao mesmo tempo que continua a apoiar militarmente Taiwan.</p>
<p>Esta ambiguidade estratégica foi desenhada para impedir uma escalada militar: por um lado, os EUA não reconhecem Taiwan como Estado independente; por outro, mantêm capacidade para dissuadir uma ação militar chinesa contra a ilha.</p>
<p>Em fevereiro de 2025, o Departamento de Estado americano retirou de uma ficha oficial sobre Taiwan a formulação segundo a qual Washington não apoia a independência da ilha.</p>
<p>A alteração pode parecer semântica, mas tem peso estratégico. Para Pequim, qualquer mudança de linguagem pode ser lida como alteração do compromisso americano. Para Taipé, pode ser vista como sinal de maior margem política.</p>
<p>Como a China considera Taiwan parte do seu território e não exclui o uso da força, qualquer ambiguidade ou mudança de formulação pode alterar cálculos de risco na Ásia.</p>
<p><strong>O encontro atual: crise gerida, não reconciliação</strong></p>
<p>A visita de Trump à China dificilmente produzirá uma reinicialização das relações entre Washington e Pequim.</p>
<p>O objetivo principal parece ser a gestão de crises.</p>
<p>Estados Unidos e China querem impedir que a competição económica, o desacoplamento tecnológico e a rivalidade geopolítica se transformem em confronto aberto.</p>
<p>Mesmo acordos limitados — em compras agrícolas, exportações de terras raras, acesso a semicondutores ou segurança marítima — podem estabilizar mercados e reduzir tensões de curto prazo.</p>
<p>Mas os problemas estruturais continuam.</p>
<p>Taiwan, supremacia tecnológica, minerais críticos, energia, comércio e visões concorrentes da ordem global continuam a dividir as duas potências.</p>
<p>A importância da cimeira pode estar menos no que conseguir anunciar e mais nas barreiras que conseguir criar para impedir que a rivalidade entre Washington e Pequim entre numa fase mais perigosa.</p>
<p><strong>Os encontros anteriores entre Trump e Xi</strong></p>
<p>Esta será a sétima reunião presencial entre Donald Trump e Xi Jinping.</p>
<p>A primeira aconteceu em abril de 2017, em Mar-a-Lago, na Florida, poucos meses depois do início do primeiro mandato de Trump.</p>
<p>Durante a campanha, Trump tinha criticado duramente as práticas comerciais chinesas e irritado Pequim ao aceitar uma chamada telefónica da então Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, quebrando décadas de precedente diplomático americano.</p>
<p>Em Mar-a-Lago, porém, Trump procurou construir uma relação pessoal com Xi e disse que os dois lados tinham feito “progressos tremendos”. A reunião acabou por ser ofuscada pelo ataque americano à Síria, lançado durante a visita do líder chinês.</p>
<p>O segundo encontro ocorreu em julho de 2017, à margem da cimeira do G20, em Hamburgo.</p>
<p>A conversa centrou-se no programa nuclear da Coreia do Norte e nas relações económicas. Um mês depois, a Administração Trump lançou a primeira grande ofensiva da guerra comercial com a China, ao abrir uma investigação sobre alegado roubo de propriedade intelectual.</p>
<p>Em novembro de 2017, Trump fez a sua primeira visita oficial à China. Foi recebido com pompa, incluindo passagem pela Cidade Proibida, cerimónias oficiais e banquete de Estado.</p>
<p>Saiu de Pequim a anunciar acordos empresariais no valor de 250 mil milhões de dólares, equivalentes a cerca de 232 mil milhões de euros, em energia, agricultura e tecnologia. Muitos desses compromissos eram, porém, preliminares ou relacionados com projetos já em curso.</p>
<p>O tom positivo da visita não impediu Trump de impor tarifas à China poucos meses depois.</p>
<p>Em dezembro de 2018, Trump e Xi voltaram a reunir-se em Buenos Aires, à margem do G20.</p>
<p>A guerra comercial já estava em curso. Os EUA tinham imposto tarifas sobre 250 mil milhões de dólares em produtos chineses, cerca de 232 mil milhões de euros, e proibido agências governamentais de usarem equipamentos da Huawei e da ZTE. Pequim respondeu com tarifas sobre 110 mil milhões de dólares em produtos americanos, cerca de 102 mil milhões de euros.</p>
<p>Apesar da tensão, a Casa Branca classificou o encontro como “altamente bem-sucedido” e os dois lados concordaram em iniciar negociações sobre temas como propriedade intelectual e ciberespionagem.</p>
<p>Em junho de 2019, Trump e Xi encontraram-se novamente no G20 de Osaka, no Japão.</p>
<p>Aí concordaram em medidas para travar a escalada: suspensão de novas tarifas americanas, reabertura de negociações comerciais, alívio de restrições à Huawei e promessa chinesa de aumentar compras agrícolas aos Estados Unidos.</p>
<p>Meses depois, os dois países assinaram o chamado acordo comercial de “fase um”. Washington aceitou reduzir algumas tarifas e Pequim comprometeu-se a comprar mais 200 mil milhões de dólares em bens e serviços americanos, cerca de 186 mil milhões de euros.</p>
<p>A China acabou por não cumprir integralmente essas metas, num período que coincidiu com a queda do comércio global durante a pandemia.</p>
<p>O encontro mais recente aconteceu em outubro de 2025, em Busan, na Coreia do Sul, à margem da cimeira da APEC.</p>
<p>Foi a primeira reunião presencial entre ambos em seis anos.</p>
<p>Os dois líderes prolongaram uma trégua numa guerra tarifária que tinha chegado a níveis extremos, com tarifas de 145% impostas pelos Estados Unidos e 125% pela China.</p>
<p>Depois das conversações, anunciaram uma pausa de um ano na guerra comercial. Os EUA aliviaram algumas tarifas e a China aceitou reduzir determinadas restrições às exportações de terras raras e retomar compras de produtos agrícolas americanos.</p>
<p><strong>Da “semana que mudou o mundo” ao regresso de Trump</strong></p>
<p>A visita de Trump a Pequim inscreve-se numa longa história de diplomacia presidencial americana com a China.</p>
<p>O ponto de viragem aconteceu em fevereiro de 1972, quando Richard Nixon se tornou o primeiro Presidente dos Estados Unidos a visitar Pequim depois da vitória comunista na guerra civil chinesa.</p>
<p>A viagem ocorreu antes mesmo de Washington reconhecer formalmente a República Popular da China.</p>
<p>Ao receber Nixon, o primeiro-ministro Zhou En-lai disse que o aperto de mão entre ambos atravessava “25 anos sem comunicação”.</p>
<p>Durante a visita, Nixon encontrou-se com Mao Zedong e passou horas em conversações com Zhou. Num encontro fechado, disse que “há apenas uma China, e Taiwan é parte da China”, antecipando a mudança da política externa americana.</p>
<p>O resultado foi o Comunicado de Xangai, no qual os dois países afirmaram que a normalização das relações era do interesse de todos e que nenhum deveria procurar hegemonia na região da Ásia-Pacífico.</p>
<p>No brinde da última noite, Nixon resumiu a dimensão da viagem: “Foi a semana que mudou o mundo.”</p>
<p><strong>De Ford a Reagan: continuidade e abertura</strong></p>
<p>Gerald Ford visitou a China em 1975, num momento de transição. Zhou En-lai estava doente e as principais conversas foram conduzidas por Deng Xiaoping.</p>
<p>Os temas incluíram a União Soviética, Taiwan, comércio e estabilidade internacional.</p>
<p>Ford regressou da China a dizer que a relação se estava a tornar “uma característica permanente do panorama político internacional”.</p>
<p>Ronald Reagan visitou Pequim em 1984 e foi recebido com uma cerimónia formal na Praça de Tiananmen.</p>
<p>Durante a visita, foram assinados acordos sobre intercâmbios culturais e científicos, cooperação económica e desenvolvimento de energia nuclear.</p>
<p>Reagan falou também a estudantes na Universidade de Fudan e insistiu que Estados Unidos e China não estavam condenados a ser inimigos.</p>
<p><strong>Bush, Clinton e o pós-Tiananmen</strong></p>
<p>George H. W. Bush viajou para Pequim em fevereiro de 1989, pouco depois de tomar posse.</p>
<p>Conhecia bem a cidade: tinha chefiado o gabinete de ligação dos EUA em Pequim entre 1974 e 1975.</p>
<p>Na visita, destacou a expansão dos contactos familiares, viagens e comércio no estreito de Taiwan, e defendeu que a relação entre os dois países iria crescer.</p>
<p>Poucos meses depois, o massacre de Tiananmen alteraria profundamente o clima político da relação.</p>
<p>Bill Clinton foi o primeiro presidente americano a visitar a China depois de Tiananmen, em 1998.</p>
<p>A visita ficou marcada por divergências sobre direitos humanos. Clinton afirmou que o uso da força e a perda de vidas tinham sido errados, enquanto Jiang Zemin defendeu que a atuação chinesa tinha sido necessária para assegurar estabilidade.</p>
<p>Apesar das diferenças, os dois países chegaram a entendimentos políticos e económicos e discutiram a entrada da China na Organização Mundial do Comércio.</p>
<p><strong>George W. Bush e Obama: segurança, comércio e clima</strong></p>
<p>George W. Bush foi o Presidente americano que mais visitas oficiais fez à China.</p>
<p>Esteve no país em 2001, 2002, 2005 e 2008, incluindo na abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.</p>
<p>A visita de 2002 ocorreu no contexto pós-11 de Setembro e marcou 30 anos desde a viagem histórica de Nixon. Bush destacou a cooperação chinesa na luta contra o terrorismo e afirmou que os Estados Unidos acolhiam positivamente “uma China forte, pacífica e próspera”.</p>
<p>Barack Obama visitou a China em 2009, 2014 e 2016.</p>
<p>A sua presidência atravessou a transição entre Hu Jintao e Xi Jinping e ficou marcada por avanços e tensões.</p>
<p>Houve incidentes protocolares, restrições a jornalistas e diferenças sobre direitos humanos e segurança. Mas também houve cooperação relevante, em especial no clima.</p>
<p>O acordo climático entre Washington e Pequim foi um dos momentos mais importantes da relação, com os Estados Unidos a comprometerem-se a reduzir emissões e a China a aceitar atingir o pico das suas emissões por volta de 2030.</p>
<p><strong>Trump em 2017: da crítica ao deslumbramento</strong></p>
<p>Donald Trump visitou a China pela primeira vez como presidente em novembro de 2017.</p>
<p>Durante a campanha, tinha acusado Pequim de prejudicar a economia americana e descrito a China como adversária comercial. Em Pequim, porém, adotou um tom muito diferente.</p>
<p>Foi recebido numa “visita de Estado reforçada”, com guarda de honra, passagem pela Cidade Proibida e jantar inédito naquele espaço histórico.</p>
<p>Trump elogiou Xi Jinping, falou numa “grande química” entre ambos e disse ter um “sentimento caloroso” pelo líder chinês.</p>
<p>Chegou mesmo a afirmar que não culpava a China pelo desequilíbrio comercial, responsabilizando antes administrações americanas anteriores.</p>
<p>A Coreia do Norte foi então um dos temas centrais. Trump pediu a Xi que pressionasse Pyongyang, mas a China não deu sinais de estar disposta a ir muito além.</p>
<p>Nove anos depois, Trump regressa a Pequim num contexto muito mais tenso.</p>
<p>A diferença é que, agora, a agenda já não se resume a comércio e Coreia do Norte. Inclui guerra no Irão, terras raras, inteligência artificial, Taiwan, sanções, energia e a tentativa de impedir que a rivalidade entre as duas potências se torne incontrolável.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761382]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Irão: Cidadão iraniano enforcado no Irão por alegadas ligações a Israel</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/irao-cidadao-iraniano-enforcado-no-irao-por-alegadas-ligacoes-a-israel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 06:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um homem foi enforcado hoje no Irão depois de ter sido condenado por ligações aos serviços de informações israelitas, anunciou agência de notícias oficial do poder judicial, Mizan.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um homem foi enforcado hoje no Irão depois de ter sido condenado por ligações aos serviços de informações israelitas, anunciou agência de notícias oficial do poder judicial, Mizan.</P><br />
<P>Tratou-se da mais recente execução desde o início da guerra no Médio Oriente, que começou com um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, a 28 de Fevereiro. </P><br />
<P>Desde o início da guerra, as detenções e execuções têm aumentado no Irão.</P><br />
<P>&#8220;Ehsan Afreshteh, espião treinado pelo Mossad no Nepal vendeu informações confidenciais a Israel, foi executado&#8221;, informou a Mizan.</P><br />
<P>De acordo com organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, o Irão é o país que mais frequentemente aplica a pena de morte depois da República Popular da China.</P><br />
<P>Na segunda-feira, o Irão anunciou a execução de um estudante de engenharia aeroespacial suspeito de espionagem para os serviços de informação israelitas e norte-americanos.</P><br />
<P>Na terça-feira um cidadão iraniano foi executado por envolvimento em atos considerados terroristas pelo regime de Teerão.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762013]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Índia quase triplica tarifa sobre ouro e prata para conter impacto da guerra</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/irao-india-quase-triplica-tarifa-sobre-ouro-e-prata-para-conter-impacto-da-guerra/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 06:41:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo da Índia aumentou hoje as tarifas sobre as importações de ouro e prata de 6% para 15%, uma medida de emergência para conter a desvalorização da rupia e a drenagem das reservas cambiais, agravadas pelo conflito no Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo da Índia aumentou hoje as tarifas sobre as importações de ouro e prata de 6% para 15%, uma medida de emergência para conter a desvalorização da rupia e a drenagem das reservas cambiais, agravadas pelo conflito no Irão.</P><br />
<P>A decisão, anunciada na noite de terça-feira, responde à preocupação de Nova Deli com a queda das reservas devido à subida global dos preços do petróleo, consequência direta da guerra e das perturbações logísticas no estreito de Ormuz.</P><br />
<P>No domingo, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi já tinha pedido à população, que, no seu conjunto, constitui o segundo maior consumidor mundial de metais preciosos, que suspendesse as compras de ouro durante um ano para proteger a balança de pagamentos do país.</P><br />
<P>Na terça-feira, a moeda indiana caiu brevemente para o nível histórico mais baixo em relação ao dólar norte-americano &#8212; 95,73 rupias por dólar &#8212; antes de recuperar.</P><br />
<P>A rupia perdeu quase 5% desde os primeiros ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, um dos piores desempenhos entre as moedas asiáticas. </P><br />
<P>O anúncio, juntamente com a restrição tarifária, aprofundou a queda das ações do setor da joalharia, que estão a ser negociadas em terreno negativo desde o início da semana.</P><br />
<P>Às 11:00 (06:30 em Lisboa), os gigantes do setor ampliavam as perdas na Bolsa Nacional de Valores da Índia. A Kalyan Jewellers liderava as quedas com um recuo de 5,5%, enquanto a Titan caía 0,81% e a Senco Gold, 0,48%.</P><br />
<P>A Índia representa 22% da procura global de joias. O ouro é particularmente valorizado para casamentos e celebrações religiosas no país, onde ocupa o segundo lugar em termos de importações, apenas atrás do petróleo e gás natural.</P><br />
<P>Segundo o Conselho Mundial do Ouro, os gastos neste setor atingiram um recorde de 11 mil milhões de dólares (9,38 mil milhões de euros) no primeiro trimestre de 2026, um número impulsionado pela subida dos preços internacionais, apesar de uma queda de 19% no volume de compras físicas face ao ano anterior.</P><br />
<P>De acordo com os dados do Observatório da Complexidade Económica, em 2024 a Índia importou ouro principalmente da Suíça (19,6 mil milhões de dólares ou 16,7 mil miilhões de euros) e Emirados Árabes Unidos (16,1 mil milhões de dólares ou 13,7 mil milhões de euros).</P><br />
<P>Sendo o terceiro maior importador mundial de hidrocarbonetos, a Índia enfrenta sérias dificuldades no fornecimento de petróleo e gás devido ao conflito no Médio Oriente.</P><br />
<P>As persistentes dificuldades de navegação no estreito de Ormuz, por onde transitam o petróleo e o gás importados pela Índia, estão a aumentar a pressão sobre os preços dos combustíveis, que Nova Deli se tem recusado terminantemente aumentar.</P><br />
<P>Também no domingo, Modi tinha pedido aos indianos que reduzissem o consumo de gasolina, promovendo a partilha de automóveis e a utilização dos transportes públicos.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762012]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Bolsa de Tóquio fecha com Nikkei a ganhar 0,84%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-toquio-fecha-com-nikkei-a-ganhar-084/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 06:38:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio fechou hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a subir 0,84% para 63.272,11 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio fechou hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a subir 0,84% para 63.272,11 pontos.</P><br />
<P>O segundo indicador, o Topix, encerrou a sessão a ganhar 1,2% para 3.919,48 pontos.</P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P><br />
<P></P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762011]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>13 de maio em Fátima: milhares de peregrinos esperados hoje entre apelos à paz, chuva e trovoada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 06:30:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Celebrações começaram já na noite desta terça-feira, com a recitação do Rosário na Capelinha das Aparições, seguida da tradicional Procissão das Velas e da Celebração da Palavra no Recinto de Oração]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Milhares de fiéis são esperados esta quarta-feira em Fátima para a peregrinação internacional aniversária de maio, que assinala os 109 anos da primeira aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos, na Cova da Iria.</p>
<p>As celebrações começaram já na noite desta terça-feira, com a recitação do Rosário na Capelinha das Aparições, seguida da tradicional Procissão das Velas e da Celebração da Palavra no Recinto de Oração.</p>
<p>Esta quarta-feira, o programa prossegue com a recitação do Rosário, às 9h00, na Capelinha das Aparições, seguindo-se a Missa Internacional Aniversária, no altar do Recinto de Oração, com a bênção dos doentes. A peregrinação termina com a Procissão do Adeus.</p>
<p>A celebração deste ano será presidida pelo patriarca de Lisboa, D. Rui Valério. Segundo o Santuário de Fátima, é a primeira vez que o responsável preside a uma peregrinação aniversária desde que assumiu o Patriarcado de Lisboa, em 2023.</p>
<p>A peregrinação internacional aniversária de maio é uma das maiores celebrações religiosas do calendário de Fátima e recorda a primeira aparição da Virgem Maria a Lúcia, Francisco e Jacinta, em 13 de maio de 1917.</p>
<p><strong>Paz mundial no centro da mensagem</strong></p>
<p>A mensagem desta peregrinação deverá estar centrada na paz mundial e na solidariedade entre os povos.</p>
<p>O tema ganha particular significado num contexto internacional marcado por guerras, tensão geopolítica e crises humanitárias.</p>
<p>O assistente nacional do Movimento da Mensagem de Fátima, padre Daniel Mendes, defende que a peregrinação à Cova da Iria mantém plena atualidade nos dias de hoje.</p>
<p>“O peregrinar a Fátima continua a estar atual, porque no coração humano existe sempre esta necessidade de oração, de conversão, de viver a paz”, afirmou o sacerdote ao Programa ECCLESIA, transmitido pela RTP2.</p>
<p>Para o responsável, a caminhada até Fátima não deve ser vista apenas como tradição cultural ou turismo religioso, mas como uma experiência espiritual.</p>
<p>“A peregrinação Fátima é uma experiência muito profunda”, sublinhou.</p>
<p><strong>“Rezamos com os pés”</strong></p>
<p>Todos os anos, milhares de pessoas fazem o caminho a pé até ao Santuário de Fátima, motivadas por promessas, agradecimentos, intenções pessoais ou procura de sentido.</p>
<p>O padre Daniel Mendes resume essa experiência numa expressão: “Nós rezamos com os pés.”</p>
<p>Segundo o sacerdote, a peregrinação tem uma dimensão pedagógica, quase como uma escola, que ajuda os peregrinos a compreender a própria vida através do esforço, do silêncio, do cansaço e da relação com os outros.</p>
<p>“Nós ao longo da peregrinação somos convidados, e os peregrinos relatam mesmo isso, a ir transformando este caminho exterior num caminho mais interior”, afirmou.</p>
<p>O responsável destaca também a presença de muitos jovens que deixam o conforto de casa, enfrentam noites difíceis e chegam cansados, mas felizes e satisfeitos.</p>
<p>“Muitos estão cansados, têm muitas dificuldades, mas raros são aqueles que desistem”, disse, sublinhando que os peregrinos acabam por encontrar forças que muitas vezes desconheciam ter.</p>
<p><strong>Aguaceiros e trovoada em Fátima</strong></p>
<p>As celebrações do 13 de maio deverão decorrer sob tempo instável.</p>
<p>O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê aguaceiros e possibilidade de trovoada em Portugal continental, sobretudo nas regiões Norte e Centro, incluindo a zona de Fátima.</p>
<p>Segundo o IPMA, até esta quarta-feira o estado do tempo continuará condicionado por uma região depressionária centrada a oeste da Península Ibérica.</p>
<p>Para Fátima, nos dias 12 e 13 de maio, está prevista a ocorrência de aguaceiros, que poderão ser acompanhados de trovoada, sobretudo durante a tarde.</p>
<p>Ainda assim, na noite de terça para quarta-feira, a probabilidade de precipitação na região deverá ser baixa.</p>
<p>As temperaturas deverão variar entre uma mínima próxima dos 10 graus e uma máxima que poderá chegar aos 19 graus.</p>
<p><strong>Segurança e apoio aos peregrinos reforçados</strong></p>
<p>A dimensão da peregrinação levou à mobilização de meios de segurança, proteção civil e apoio aos peregrinos.</p>
<p>A Proteção Civil mobilizou cerca de 300 operacionais para acompanhar a peregrinação e responder a eventuais ocorrências.</p>
<p>A Guarda Nacional Republicana deverá ter no terreno cerca de 200 militares por dia.</p>
<p>O Movimento da Mensagem de Fátima coordena a Comissão de Apoio aos Peregrinos a Pé, que envolve várias entidades, incluindo a Ordem Soberana e Militar de Malta, os Servitas de Nossa Senhora de Fátima, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Associação Caminhos de Fátima, a GNR, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a VOST Portugal, a Infraestruturas de Portugal e o Corpo Nacional de Escutas.</p>
<p>O objetivo é garantir acompanhamento, segurança e assistência aos peregrinos que chegam a Fátima a pé, muitos depois de vários dias de caminhada.</p>
<p><strong>Fátima como ponto de chegada e de partida</strong></p>
<p>Para muitos peregrinos, Fátima é o ponto final de uma caminhada física. Mas, para o padre Daniel Mendes, é também um ponto de partida.</p>
<p>O sacerdote conta que muitos peregrinos começam por caminhar por uma promessa de um familiar, vizinho ou amigo, mas acabam por regressar mesmo quando essa promessa já não existe.</p>
<p>“Quando não tiver promessa venho na mesma, porque estes momentos fazem bem ao coração, ajudam na minha vida, no meu peregrinar”, relatou, citando testemunhos de peregrinos.</p>
<p>Nesta quarta-feira, a Cova da Iria volta assim a juntar fé, tradição, oração, promessa, cansaço e esperança.</p>
<p>Num ano em que a guerra e a instabilidade internacional voltam a dar força ao apelo à paz, o 13 de maio em Fátima será vivido entre milhares de peregrinos, segurança reforçada e um céu que poderá trazer chuva e trovoada, mas que dificilmente afastará os fiéis do recinto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761380]]></sapo:autor>
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		<title>Vendas de gás russo para a UE atingem nível mais elevado desde 2022 &#8211; estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 06:20:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As exportações de gás natural liquefeito da Rússia para a União Europeia (UE) atingiram no primeiro trimestre o nível mais elevado desde 2022, quando começou a guerra na Ucrânia, segundo um estudo publicado hoje.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As exportações de gás natural liquefeito da Rússia para a União Europeia (UE) atingiram no primeiro trimestre o nível mais elevado desde 2022, quando começou a guerra na Ucrânia, segundo um estudo publicado hoje.</P><br />
<P>O relatório do grupo de reflexão Instituto de Economia Energética e Análise Financeira (IEEFA) destaca a dependência do continente europeu do gás natural liquefeito (GNL) russo, numa altura em que o conflito no Médio Oriente está a interromper o fornecimento global de hidrocarbonetos.</P><br />
<P>Impulsionadas por França, Espanha e Bélgica, as compras de GNL russo pela UE aumentaram 16% em termos homólogos no primeiro trimestre de 2026, atingindo 6,9 mil milhões de metros cúbicos.</P><br />
<P>A tendência foi semelhante em abril, quando as importações europeias de GNL russo aumentaram 17% em relação ao mesmo mês de 2025.</P><br />
<P>Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, a UE, procurando diversificação, aumentou as importações de GNL para reduzir a dependência histórica do gás russo transportado por gasodutos.</P><br />
<P>Estas importações representaram 45% das compras de gás da UE em 2025, sendo o restante transportado por gasoduto, segundo a Comissão Europeia.</P><br />
<P>Mas o gás russo continuou a fluir: a Rússia continua a ser o segundo maior fornecedor de GNL da UE, mesmo que a Comissão Europeia tenha aprovado a proibição de todas as importações de gás russo até ao outono de 2027, a fim de privar Moscovo dos recursos que financiam a guerra na Ucrânia.</P><br />
<P>A França, em particular, &#8220;importou mais GNL russo do que qualquer outro país europeu no primeiro trimestre de 2026&#8221;, tendo sido atingido um recorde em janeiro, de acordo com o grupo de reflexão.</P><br />
<P>Entretanto, a Europa aumentou as importações de GNL dos Estados Unidos (EUA) desde a guerra na Ucrânia, e ainda mais desde o conflito no Médio Oriente, ao ponto de os EUA estarem &#8220;a caminho de se tornarem o principal fornecedor de gás do continente até 2026&#8221;, segundo a IEEFA.</P><br />
<P>No primeiro trimestre, a Noruega manteve-se como o principal fornecedor da União Europeia, com uma quota de 31%, seguida de perto pelos EUA (28%) e pela Rússia (14%), considerando todas as suas importações (gasodutos e GNL), de acordo com os dados da Comissão Europeia.</P><br />
<P>&#8220;A mudança da Europa do gás natural por gasoduto para o GNL deveria garantir a segurança do abastecimento e a diversificação. No entanto, as perturbações causadas pela guerra no Médio Oriente e a excessiva dependência do GNL dos EUA mostram que o plano europeu falhou em ambas as frentes&#8221;, afirmou Ana Maria Jaller-Makarewicz, analista do IEEFA, citada no comunicado de imprensa.</P><br />
<P>&#8220;O GNL tornou-se o calcanhar de Aquiles da estratégia de segurança energética da Europa&#8221;, acrescentou Jaller-Makarewicz, expondo o bloco a &#8220;preços elevados e novas formas de interrupção do fornecimento&#8221;.</P><br />
<P>De acordo com o grupo de reflexão, em 2028 a UE poderá estar a depender dos EUA para 80% das importações de GNL.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762010]]></sapo:autor>
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		<title>Universidade Nova tenta eleger reitor esta quarta-feira após dois adiamentos e batalha judicial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 06:15:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Universidade Nova de Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[Eleição chega depois de vários processos que procuraram impedir que fosse o atual Conselho Geral a escolher o reitor]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Universidade Nova de Lisboa volta esta quarta-feira a tentar eleger o novo reitor, depois de o ato eleitoral ter falhado por duas vezes, nos dias 24 e 30 de abril, devido à falta de quórum no Conselho Geral. A nova data foi marcada para 13 de maio, num processo que continua envolvido em contestação judicial e que decorre antes das eleições para o novo Conselho Geral, previstas apenas para 21 de maio.</p>
<p>A eleição chega depois de vários processos que procuraram impedir que fosse o atual Conselho Geral a escolher o reitor. Quatro professores catedráticos da Nova SBE — Maria Antonieta Cunha e Sá, Pedro Santa Clara Gomes, José Ferreira de Machado e António Nogueira Leite — contestaram a marcação da eleição no último dia do mandato daquele órgão, alegando que a escolha poderia ser feita por conselheiros já sem funções efetivas. O Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa chegou a suspender o processo, mas a universidade contestou a decisão, permitindo que o ato eleitoral avançasse — embora acabasse por não se realizar por falta de quórum.</p>
<p>Na origem da repetição do procedimento está a impugnação das eleições de setembro de 2025, que tinham elegido Paulo Pereira, investigador coordenador na Faculdade de Ciências Médicas. O processo foi contestado por Pedro Maló, professor auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia, depois de a sua candidatura ter sido excluída ao abrigo dos regulamentos da Nova, que limitavam a corrida a professores catedráticos e investigadores coordenadores com experiência relevante de gestão. O tribunal deu-lhe razão e ordenou a repetição de “todos os atos do procedimento eleitoral”, incluindo a admissão da sua candidatura.</p>
<p>A corrida começou com seis candidatos: Paulo Pereira, Elvira Fortunato, investigadora e antiga ministra da Ciência, João Amaro de Matos, professor da Nova SBE, José Júlio Alferes, diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia, Duilia de Mello, professora de Física e Astronomia na The Catholic University of America, e Pedro Maló. A audição pública dos candidatos decorre esta quarta-feira, a partir das 8h50, com sessões de uma hora: 15 minutos de apresentação, 15 minutos para perguntas e 30 minutos para respostas e comentários.</p>
<p>A eleição desta quarta-feira será, por isso, mais do que uma escolha de liderança académica. Depois de impugnações, providências cautelares, decisões judiciais e duas reuniões sem quórum, a Universidade Nova tenta encerrar um processo que se arrasta desde o ano passado e que tem colocado sob pressão a governação interna da instituição.</p>
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		<title>Explicador. TAP tem até esta quarta-feira para responder à Azul: em causa estão 189 milhões e a privatização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 06:00:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[TAP]]></category>
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					<description><![CDATA[A ação foi apresentada pela Azul a 13 de março de 2026 no Tribunal Cível de Lisboa. A companhia brasileira, fundada por David Neeleman, reclama o reembolso de um empréstimo obrigacionista inicialmente no valor de 90 milhões de euros, que, com juros, ascende agora a cerca de 189 milhões]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A TAP tem até esta quarta-feira para contestar a ação judicial movida pela companhia brasileira Azul, que exige o pagamento de 189 milhões de euros relacionados com uma emissão obrigacionista subscrita em 2016. O caso, que se arrasta há vários anos, volta a ganhar relevância numa altura em que o Governo prepara a privatização de 44,9% da transportadora portuguesa.</p>
<p>A ação foi apresentada pela Azul a 13 de março de 2026 no Tribunal Cível de Lisboa. A companhia brasileira, fundada por David Neeleman, reclama o reembolso de um empréstimo obrigacionista inicialmente no valor de 90 milhões de euros, que, com juros, ascende agora a cerca de 189 milhões.</p>
<p>A TAP tinha até ao final desta quarta-feira para apresentar contestação. Até ao final da semana passada, a resposta ainda não tinha sido entregue, embora seja habitual que este tipo de contestação só chegue perto do fim do prazo.</p>
<p>O histórico do processo indica que a TAP deverá contestar a ação, uma vez que desde 2024 se opõe ao pagamento reclamado pela Azul.</p>
<p><strong>De onde vem a dívida?</strong></p>
<p>O conflito remonta a 2016, quando a Azul subscreveu uma emissão obrigacionista da então TAP SGPS no valor de 90 milhões de euros.</p>
<p>Na altura, David Neeleman estava ligado às duas companhias: era dono da Azul e acionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway.</p>
<p>A Azul entende que se tratava de uma dívida obrigacionista que deve ser reembolsada. A TAP, pelo contrário, sustenta que o financiamento deve ser tratado como um suprimento, isto é, um apoio feito por um acionista à sociedade.</p>
<p>A diferença é decisiva.</p>
<p>Se o tribunal aceitar a tese da TAP, o crédito da Azul perde prioridade no pagamento face a outros credores comuns. Se der razão à Azul, a transportadora brasileira poderá reclamar uma indemnização até ao montante que diz estar em dívida.</p>
<p><strong>O que a Azul alega?</strong></p>
<p>A Azul acusa a TAP de violação da responsabilidade civil contratual.</p>
<p>O principal argumento prende-se com o facto de, segundo a companhia brasileira, a TAP não ter constituído o pacote de garantias previsto no contrato da emissão obrigacionista, conhecido como Security Agreement.</p>
<p>A Azul pede por isso uma compensação até ao limite do montante que deveria estar garantido.</p>
<p>Mas a ação vai além desse ponto.</p>
<p>A companhia brasileira pede também ao tribunal que desconsidere a separação formal entre a antiga TAP SGPS e a TAP SA. Na prática, quer que a TAP SA possa ser responsabilizada pelo pagamento da dívida, alegando que as duas entidades funcionavam como uma única realidade económica.</p>
<p>Na petição, a Azul sustenta que a antiga TAP SGPS, entretanto renomeada Siavilo SGPS, estava dependente da atividade e do crédito da TAP SA, tinha capitais próprios negativos e era gerida por administradores que, em larga medida, coincidiam com os da TAP operacional.</p>
<p>A companhia brasileira argumenta que existia, na prática, uma “single business enterprise”.</p>
<p><strong>A acusação da TAP “boa” e TAP “má”</strong></p>
<p>Outro ponto central da tese da Azul é a ideia de que terá sido criado um plano para separar uma TAP “boa” de uma TAP “má”.</p>
<p>Segundo a companhia brasileira, os ativos viáveis da antiga TAP SGPS — incluindo Portugália, Cateringpor e UCS — foram transferidos para a TAP SA, enquanto a dívida à Azul ficou concentrada na estrutura que viria a tornar-se insolvente.</p>
<p>A Azul entende que esta reorganização teve como efeito destruir a solvência da TAP SGPS e isolar os credores na sociedade que acabaria por ser liquidada.</p>
<p>Na petição citada pelo Jornal de Negócios, a companhia brasileira alega que a TAP e o acionista Estado começaram a “engendrar um plano” para evitar o pagamento da dívida.</p>
<p>A TAP contesta esta leitura e já tinha recorrido a tribunal antes da ação da Azul.</p>
<p><strong>O que diz a TAP?</strong></p>
<p>A primeira companhia a avançar judicialmente foi a própria TAP.</p>
<p>Em novembro de 2024, a TAP SA e a antiga TAP SGPS apresentaram uma ação contra a Azul, pedindo que o empréstimo fosse considerado um contrato de suprimento.</p>
<p>A TAP pediu também ao tribunal que considere nulo o pacote de garantias associado ao Security Agreement.</p>
<p>A Azul contestou essa ação.</p>
<p>Segundo o Relatório e Contas de 2025 da TAP, esse processo encontra-se em fase de saneamento, aguardando impulso do tribunal.</p>
<p><strong>A insolvência da antiga TAP SGPS</strong></p>
<p>A antiga TAP SGPS, depois renomeada Siavilo SGPS, entrou em processo de insolvência.</p>
<p>A TAP reclamou nesse processo um crédito comum superior a 1.100 milhões de euros, que, segundo a sua posição, teria prioridade face ao crédito da Azul.</p>
<p>Os credores aprovaram em outubro de 2025 a liquidação da sociedade.</p>
<p>No mês seguinte, a Azul apresentou no Tribunal da Comarca de Lisboa um pedido de qualificação da insolvência como culposa, requerendo que a TAP fosse uma das entidades visadas.</p>
<p>A juíza mandou apurar as causas da insolvência.</p>
<p>Este ponto é relevante porque, se a insolvência vier a ser considerada culposa, podem ser apuradas responsabilidades adicionais na forma como a antiga estrutura societária da TAP foi conduzida.</p>
<p><strong>Quem paga se a TAP perder?</strong></p>
<p>A questão é particularmente sensível por causa da privatização.</p>
<p>O Governo está a preparar a venda de 44,9% da TAP, com grupos como Air France-KLM e Lufthansa apontados como interessados no processo.</p>
<p>O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou no Parlamento que, se a TAP vier a ser condenada a pagar os 189 milhões de euros à Azul, essa fatura “caberá ao Estado”.</p>
<p>Ou seja, o montante não deverá ser uma contingência a assumir pelo investidor que vencer a privatização.</p>
<p>Esta garantia tem um objetivo evidente: proteger o processo de venda da TAP de um risco judicial que poderia afastar ou pressionar potenciais compradores.</p>
<p>Na prática, o Estado sinaliza que a eventual condenação não será transferida para o futuro acionista privado.</p>
<p><strong>Porque é que isto importa para a privatização?</strong></p>
<p>A ação da Azul surge num momento particularmente delicado.</p>
<p>A TAP está a caminho de uma nova fase acionista, mas qualquer contingência judicial relevante pode afetar a perceção de risco dos investidores.</p>
<p>Um litígio de 189 milhões de euros não é apenas um conflito entre duas companhias aéreas. É também um passivo potencial que pode pesar na avaliação da empresa, nas garantias exigidas pelos compradores e na negociação com o Estado.</p>
<p>Ao afirmar que uma eventual condenação será assumida pelo Estado, o Governo procura separar o litígio da operação de privatização.</p>
<p>Mas isso também significa que, se a Azul vencer em tribunal, a fatura poderá acabar por recair sobre o erário público.</p>
<p><strong>O que pode acontecer agora?</strong></p>
<p>A TAP deverá apresentar contestação à ação da Azul.</p>
<p>Depois disso, o processo seguirá os seus trâmites judiciais, com análise dos argumentos das duas partes.</p>
<p>Em causa estarão várias questões: a natureza do financiamento de 2016, a validade das garantias, a separação entre TAP SGPS e TAP SA, a eventual responsabilidade da TAP operacional e o impacto da insolvência da antiga estrutura acionista.</p>
<p>O processo pode prolongar-se, sobretudo porque existe já outro litígio em sentido inverso, iniciado pela TAP contra a Azul, e porque corre também o pedido de qualificação da insolvência como culposa.</p>
<p>Para já, o dado imediato é o prazo desta quarta-feira.</p>
<p>A TAP tem de responder em tribunal a uma ação que pode custar 189 milhões de euros e que entra diretamente no dossiê mais sensível da companhia: a privatização.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761800]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Gás dispara 60% investimento estrangeiro em Moçambique para 4.829 ME em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 06:00:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Moçambique aumentou 60,2% em 2025, para 5.693 milhões de dólares (4.829 milhões de euros), continuando a ser impulsionado pelos Grandes Projetos (GP) e pela indústria extrativa, segundo dados oficiais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Moçambique aumentou 60,2% em 2025, para 5.693 milhões de dólares (4.829 milhões de euros), continuando a ser impulsionado pelos Grandes Projetos (GP) e pela indústria extrativa, segundo dados oficiais.</P><br />
<P>&#8220;A evolução crescente do IDE dos GP, que se observa nos últimos anos, é justificada, essencialmente, pelo aumento do influxo de capitais associados aos projetos da indústria de petróleo e gás, com enfoque nas atividades de prospeção e pesquisa de hidrocarbonetos na bacia do Rovuma, além da revitalização da indústria de carvão e de areias pesadas&#8221;, refere um relatório do Banco de Moçambique.</P><br />
<P>O documento acrescenta que ao longo dos últimos anos, o fluxo de empresas que não fazem parte da categoria dos GP &#8220;apresentou um comportamento misto, tendo registado, em 2021, o seu ponto mais alto como reflexo dos investimentos efetuados&#8221; por estas entidades, &#8220;para responder à procura dos GP, na componente de transportes, armazenagem e comunicações&#8221;.</P><br />
<P>Em 2024, o IDE total em Moçambique foi de 3.553 milhões de dólares (3.014 milhões de euros), segundo o histórico do relatório do banco central. O investimento direto estrangeiro em Moçambique tinha crescido 41,5% em 2024 e 2% em 2023.</P><br />
<P>Em termos de distribuição setorial do IDE, acrescenta o documento, a indústria extrativa &#8220;manteve a sua posição de maior recetora de fluxos de investimento&#8221;, somando 5.211 milhões de dólares (4.421 milhões de euros), representando 91,5 % do total do IDE e mais 68,2% face a 2024.</P><br />
<P>Seguiu-se a indústria transformadora, com 120,9 milhões de dólares (102,5 milhões de euros), equivalentes a 2,1 % do total do IDE, menos 10,4% num ano.</P><br />
<P>Já as atividades imobiliárias, de aluguer e serviços às empresas registaram um influxo de 66,4 milhões de dólares (56,4 milhões de euros), equivalente a 1,2 %, do total do IDE, aumentando 17,9%.</P><br />
<P>Moçambique prevê um recorde de IDE em 2026, de 5.880 milhões de dólares (4.988 milhões de euros), impulsionado pelos projetos de gás natural.</P><br />
<P>Esse crescimento será &#8220;influenciado pela implementação de projetos estruturantes na bacia do Rovuma&#8221;, de produção de gás natural liquefeito (GNL), referem os documentos de suporte ao Plano Social e Económico e Orçamento do Estado (PESOE) para 2026.</P><br />
<P>Moçambique tem três megaprojetos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de GNL da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo de Cabo Delgado.</P><br />
<P>Um desses projetos é da TotalEnergies e outro da ExxonMobil (18 mtpa), de 30 mil milhões de dólares (26,1 mil milhões de euros), que aguarda decisão final de investimento, ambos em Afungi.</P><br />
<P>Soma-se o da italiana Eni, que já produz desde 2022 cerca de sete mtpa, a partir da plataforma flutuante Coral Sul, que será duplicada a partir de 2028 com a plataforma Coral Norte, num investimento de 7,2 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros).</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762009]]></sapo:autor>
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		<title>China e Estados Unidos iniciam discussões comerciais na Coreia do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 05:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Delegações chinesa e norte-americana iniciaram hoje discussões económicas e comerciais na Coreia do Sul, antes da chegada do Presidente norte-americano Donald Trump à China, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Delegações chinesa e norte-americana iniciaram hoje discussões económicas e comerciais na Coreia do Sul, antes da chegada do Presidente norte-americano Donald Trump à China, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.</P><br />
<P>As conversações decorreram no aeroporto de Incheon, perto de Seul, segundo a mesma fonte, e antecedem os encontros entre os líderes dos dois países, agendados para quinta e sexta-feira em Pequim.</P><br />
<P>A presença do vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e do secretário norte-americano do Tesouro Scott Bessent foi confirmada na Coreia do Sul.</P><br />
<P>As relações comerciais deverão dominar as reuniões em Pequim entre os dirigentes das duas maiores economias mundiais.</P><br />
<P>Em 2025, Estados Unidos e China envolveram-se numa intensa guerra comercial com repercussões globais, marcada pela imposição de tarifas alfandegárias elevadas e múltiplas restrições, após o regresso de Trump à Casa Branca.</P><br />
<P>Trump e o homólogo chinês Xi Jinping concluíram em outubro uma trégua temporária, cujos desenvolvimentos deverão estar em destaque nas próximas discussões.</P><br />
<P>A cimeira entre os Presidentes dos Estados Unidos e da China, na quinta e sexta-feira, em Pequim, visa estabilizar a relação entre as duas maiores potências mundiais, marcada por rivalidades e tensões persistentes.</P><br />
<P>Apesar de uma trégua tarifária em vigor, várias questões e problemas sensíveis continuam por resolver, num contexto de interdependência económica e competição geopolítica crescente.</P><br />
<P>O comércio deverá dominar as discussões, com a delegação norte-americana a procurar acordos que beneficiem setores como a aeronáutica, a energia e a agricultura.</P><br />
<P>Vários analistas apontaram igualmente para a possibilidade de criação de um comité bilateral de comércio, destinado a facilitar trocas em áreas consideradas não sensíveis, como a eletrónica de consumo.</P><br />
<P>O domínio da China na produção de terras raras, essenciais para indústrias tecnológicas e de defesa, deverá ser um dos pontos mais sensíveis das negociações.</P><br />
<P>Estes recursos são fundamentais para cadeias de abastecimento globais, desde a eletrónica de consumo até aos sistemas militares avançados.</P><br />
<P></P><br />
<P>NCM (JPI/RJP) // VQ</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762008]]></sapo:autor>
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		<title>“A guerra não nos serve”: estudantes promovem hoje encontro pela paz na Faculdade de Letras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 05:45:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro Nacional de Estudantes pela Paz]]></category>
		<category><![CDATA[ensino superior]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Encontro é promovido pela Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e pelo Comité Nacional Preparatório de Portugal do 20º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa recebe esta quarta-feira o Encontro Nacional de Estudantes pela Paz, uma iniciativa dedicada ao debate sobre direito internacional, lutas de libertação, conflitos mundiais e a posição de Portugal no atual contexto geopolítico.</p>
<p>O encontro é promovido pela Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e pelo Comité Nacional Preparatório de Portugal do 20º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes.</p>
<p>“A guerra não nos serve, queremos construir a paz”, declara a organização, que pretende juntar estudantes de diferentes níveis de ensino num dia de debate, testemunhos, solidariedade internacional e convívio.</p>
<p>A iniciativa decorre entre as 9h30 e as 18h00, no Anfiteatro III, sala A201, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A participação é livre, embora a organização recomende inscrição prévia através do formulário disponibilizado para o efeito.</p>
<p><strong>Direito internacional abre os debates</strong></p>
<p>Depois da sessão de abertura, que contará com a intervenção de Hermenegildo Fernandes, diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o primeiro painel será dedicado ao tema “O Direito Internacional – entre os princípios e a realidade”.</p>
<p>A sessão contará com a participação do major-general Agostinho Costa, especialista em geopolítica, Eduardo Vera Cruz, diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Gonçalo Vinhas, da direção da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, Guilherme Vaz, estudante de Ciências Políticas e Relações Internacionais e antigo dirigente associativo estudantil, e Mariana Metelo, do Projeto Ruído – Associação Juvenil.</p>
<p>A moderação ficará a cargo de Gonçalo Veiga, responsável pelo Comité Nacional Preparatório de Portugal do 20.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes.</p>
<p><strong>Lutas de libertação em debate</strong></p>
<p>O segundo painel, marcado para as 11h30, será dedicado ao tema “Lutas de Libertação Nacional: Memória, Presente e Futuro”.</p>
<p>A discussão reunirá várias associações de estudos e estudantes africanos em Portugal, com a presença de Emanuel Simba, do Núcleo de Estudantes Africanos da Faculdade de Direito, Beatriz Pires, da Federação Académica Africana de Portugal, Julie Neves, do Conselho Português para a Paz e Cooperação, Aisha Sylla, da União de Estudantes Cabo-Verdianos em Lisboa, Ayrton Pahula, da Associação de Estudantes Angolanos em Portugal, Dinis Silveira, mestre e docente de Economia Política no Instituto Politécnico de Setúbal, e Trindade Gomes Nanque, do Núcleo de Estudos Africanos e Lusófonos da NOVA FCSH.</p>
<p>A moderação será feita por Vasco Josué, membro da direção da Associação de Estudantes da NOVA FCSH.</p>
<p><strong>Portugal, guerra e direitos</strong></p>
<p>Durante a tarde, às 14h30, o terceiro painel terá como tema “Portugal, guerra ou direitos?”.</p>
<p>A sessão abordará a política portuguesa no contexto dos conflitos internacionais e as suas consequências internas para a população.</p>
<p>Participam neste debate Margarida Davim, jornalista da Visão e comentadora na CNN Portugal, Bianca Castro, ativista ambiental da ONG Roots, e Pedro Esteves, membro da Equipa Nacional da Juventude Operária Católica.</p>
<p>A moderação estará a cargo de Beatriz Rocha, membro da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.</p>
<p><strong>Tribuna e “Sunset pela Paz”</strong></p>
<p>Além dos três painéis, o programa inclui uma “Tribuna Anti-Imperialista”, apresentada pela organização como um espaço de testemunhos de estudantes internacionais oriundos de países afetados por agressões e ameaças.</p>
<p>A condução da tribuna ficará a cargo de Gonçalo Lopes, presidente da Federação Mundial da Juventude Democrática, e David Talete, da direção da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras.</p>
<p>No final do encontro, a organização promove ainda um “Sunset pela Paz”, no Jardim D. Pedro V, a partir das 18h00, com música e apelo à solidariedade internacional.</p>
<p>O encontro surge num momento em que a guerra, o papel das instituições internacionais e a posição de Portugal perante os principais conflitos mundiais continuam a marcar o debate político e académico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761806]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Falham negociações entre Samsung e sindicatos da Coreia do Sul para evitar greve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 05:35:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A fabricante de semicondutores Samsung Electronics anunciou hoje que não chegou a acordo com os sindicatos da Coreia do Sul, após dias de conversações salariais para tentar evitar uma greve prevista para 21 de maio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A fabricante de semicondutores Samsung Electronics anunciou hoje que não chegou a acordo com os sindicatos da Coreia do Sul, após dias de conversações salariais para tentar evitar uma greve prevista para 21 de maio.</P><br />
<P>A mediação governamental &#8220;infelizmente falhou, depois de o sindicato ter declarado que as negociações tinham terminado&#8221;, afirmou a empresa, num comunicado citado pela Yonhap.</P><br />
<P>De acordo com a agência de notícias sul-coreana, a Samsung Electronics afirmou que fará &#8220;esforços sinceros até ao fim para evitar que o pior cenário se concretize&#8221;.</P><br />
<P>Após dois dias de negociações mediadas pelo Governo, o sindicato e a administração da empresa continuam divididos sobre os bónus por desempenho, aumentando as preocupações de que uma greve possa perturbar a cadeia de fornecimento de semicondutores.</P><br />
<P>Após uma reunião no escritório da Comissão Nacional de Relações Laborais, na cidade de Sejong, o líder sindical Choi Seung-ho disse que, como as diferenças entre os trabalhadores e a empresa &#8220;não diminuíram&#8221;, solicitaram a mediação do governo, &#8220;mas a proposta só veio piorar as coisas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É inútil continuar à espera&#8221;, disse Choi, citado pela Yonhap. &#8220;Não temos qualquer intenção de iniciar uma greve ilegal, mas procederemos pela via legal&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O ministro das Finanças, Koo Yun-cheol, disse na rede social X que &#8220;lamenta profundamente&#8221; a notícia e confirmou que &#8220;dará todo o apoio para garantir que o problema é resolvido através do diálogo&#8221;.</P><br />
<P>Koo defendeu que &#8220;tanto os trabalhadores como a administração devem continuar a esforçar-se&#8221; para chegar a um acordo, tendo em conta a situação da Samsung Electronics e o impacto da fabricante na economia global.</P><br />
<P>&#8220;É uma grande empresa, que o mundo está a observar atentamente&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>À falta de acordo, a greve deverá ocorrer entre 21 de maio e 07 de junho.</P><br />
<P>Os trabalhadores exigem a eliminação atual do limite para o bónus de desempenho, fixado em até 50% do salário anual, e pedem a substituição por um sistema que reserve 15% do lucro operacional para incentivos.</P><br />
<P>O jornal local JoongAng Daily aponta que, se a empresa obtivesse este ano um lucro operacional de 300 biliões de wons (173,4 mil milhões de euros), o fundo para bónus seria de 45 biliões de wons (26 mil milhões de euros).</P><br />
<P>Choi Seung-ho alertou que, se a produção for interrompida durante 18 dias, tal terá um impacto para a empresa próximo de 18 biliões de wons (10,4 mil milhões de euros).</P><br />
<P>De acordo com analistas, as perdas para a economia da Coreia do Sul poderão ultrapassar 40 biliões de won (22,7 mil milhões de euros).</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_762007]]></sapo:autor>
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		<title>Quando volta o sol? Quarta-feira ainda traz aguaceiros antes da melhoria do tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 05:30:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[estado do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Anticiclone dos Açores começa a tentar repor um padrão mais habitual para maio, mas ainda sem força suficiente para afastar totalmente a chuva]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O tempo esta quarta-feira continuará marcado por nuvens, aguaceiros e possibilidade de trovoada em várias regiões do continente, prolongando um mês de maio invulgarmente húmido e instável. De acordo com a previsão da &#8216;Luso Meteo&#8217;, o sol poderá estar mais perto de regressar, mas ainda não será este o dia de viragem total.</p>
<p>A instabilidade deverá manter-se devido à influência de uma perturbação em altitude, uma “cut-off low” posicionada entre a Madeira e Portugal continental. Trata-se dos restos da depressão que tem condicionado o estado do tempo nos últimos dias, agora envolvida pela alta pressão que começa a evoluir a norte do país.</p>
<p>O anticiclone dos Açores começa a tentar repor um padrão mais habitual para maio, mas ainda sem força suficiente para afastar totalmente a chuva. O resultado será um dia de transição: menos precipitação generalizada, temperaturas ligeiramente mais altas, mas ainda com aguaceiros e trovoada em algumas zonas.</p>
<p><strong>Continente com nuvens, abertas e aguaceiros</strong></p>
<p>Em Portugal continental, esta quarta-feira deverá ter períodos de céu muito nublado, alternando com abertas.</p>
<p>As abertas deverão ser mais prolongadas na região Sul, em especial no interior e durante a tarde, onde a influência da circulação atlântica será menor.</p>
<p>Durante a madrugada e a manhã, poderá ocorrer chuvisco ou chuva fraca no litoral. À tarde, a instabilidade deverá ganhar expressão no interior, com aguaceiros e possibilidade de trovoadas, sobretudo em zonas montanhosas.</p>
<p>As regiões Norte e Centro continuarão a ser as mais expostas à precipitação, em particular Minho, Douro Litoral, Beiras e áreas montanhosas do interior.</p>
<p><strong>Temperaturas sobem, mas continuam abaixo do normal</strong></p>
<p>As temperaturas deverão subir ligeiramente esta quarta-feira, entre 1 e 3 graus, mas continuarão abaixo do que é habitual para a época do ano em várias regiões.</p>
<p>No Norte e Centro, as máximas deverão manter-se relativamente contidas, em muitos casos entre 16 e 19 graus. No Sul, o ambiente será mais ameno, com valores próximos dos 20 a 22 graus.</p>
<p>A &#8216;Luso Meteo&#8217; destaca que este 13 de maio será bastante diferente de outros anos recentes, em que a data ficou muitas vezes marcada por calor intenso. Desta vez, as temperaturas estarão longe dos valores extremos já registados em maio em Portugal, ficando cerca de 20 graus abaixo dos picos próximos dos 40 graus observados noutros anos.</p>
<p>O vento deverá soprar fraco, de oeste, inferior a 15 km/h, tornando-se moderado de noroeste a partir da tarde, com 15 a 25 km/h. No litoral e nas terras altas, poderão ocorrer rajadas até 35 km/h.</p>
<p><strong>Quando regressa o sol?</strong></p>
<p>A mudança poderá começar a notar-se a partir de quinta-feira.</p>
<p>A circulação depressionária deverá perder influência, permitindo uma expansão mais clara do anticiclone dos Açores em direção à Península Ibérica. Isso deverá traduzir-se numa diminuição dos aguaceiros e num aumento dos períodos de céu pouco nublado.</p>
<p>Ainda assim, poderão persistir episódios pontuais de instabilidade no interior durante a tarde, sobretudo em zonas montanhosas.</p>
<p>A melhoria virá acompanhada de uma subida gradual das temperaturas, mais evidente nas regiões do interior e do Sul. Durante a segunda metade da semana, as máximas poderão chegar aos 22 a 24 graus em várias localidades, mas não se prevê calor significativo.</p>
<p><strong>Atenção ao vento na quinta-feira</strong></p>
<p>A partir de quinta-feira, o vento deverá ganhar intensidade.</p>
<p>O reforço do gradiente de pressão entre o anticiclone dos Açores e a circulação depressionária sobre a Europa poderá provocar rajadas entre 50 e 70 km/h no litoral ocidental e nas terras altas, especialmente ao final da tarde.</p>
<p>Ou seja, a chuva deverá começar a perder terreno, mas a melhoria do tempo poderá chegar acompanhada de vento mais forte em algumas regiões.</p>
<p><strong>Açores com estabilidade, mas ainda com aguaceiros</strong></p>
<p>Nos Açores, a quarta-feira deverá ser marcada por alguma estabilidade, embora não de forma uniforme em todo o arquipélago.</p>
<p>As ilhas do Grupo Ocidental, como Flores e Corvo, deverão sentir maior influência anticiclónica e poderão ter mais períodos de sol.</p>
<p>Nas ilhas dos grupos Central e Oriental, a probabilidade de aguaceiros será maior, embora devam ser, em geral, fracos e pouco frequentes.</p>
<p>O vento deverá soprar moderado de nordeste, entre 15 e 25 km/h, podendo ser temporariamente mais intenso, com rajadas até 40 km/h, sobretudo em encostas voltadas a norte e zonas montanhosas.</p>
<p>As temperaturas não deverão registar alterações relevantes e a água do mar deverá rondar os 17 graus.</p>
<p><strong>Madeira ainda com alguma chuva</strong></p>
<p>Na Madeira, a proximidade de uma pequena perturbação continuará a favorecer alguma instabilidade.</p>
<p>O dia deverá ter períodos de céu muito nublado, com abertas mais prováveis nas vertentes voltadas a sul da ilha da Madeira.</p>
<p>Aguaceiros ou períodos de chuva fraca serão mais prováveis e frequentes nas encostas voltadas a norte e em Porto Santo.</p>
<p>O vento será geralmente fraco, de noroeste, inferior a 15 km/h, sem alterações significativas nas temperaturas.</p>
<p>A ondulação deverá variar entre 1 e 2 metros na costa norte das ilhas e ficar, em geral, até 1 metro na costa sul. A temperatura da água deverá rondar os 19 a 20 graus.</p>
<p><strong>Maio continua fora do padrão habitual</strong></p>
<p>Este mês de maio tem sido mais húmido e instável do que é habitual, com sucessivas perturbações a impedirem uma estabilização duradoura do tempo.</p>
<p>A pergunta sobre “quando vem o sol” continua sem resposta definitiva, porque os modelos meteorológicos apresentam cenários diferentes para o final da semana.</p>
<p>Ainda assim, o sinal dominante aponta para uma melhoria gradual a partir de quinta-feira, com menos aguaceiros, mais abertas e temperaturas em subida.</p>
<p>Para esta quarta-feira, porém, o conselho mantém-se simples: o guarda-chuva ainda pode ser necessário, sobretudo no Norte e Centro, e a trovoada poderá marcar presença durante a tarde em zonas do interior.+++++++</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761376]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Explicador. Keir Starmer pode cair? O que está a abalar o Governo britânico e quem pode suceder ao primeiro-ministro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/explicador-keir-starmer-pode-cair-o-que-esta-a-abalar-o-governo-britanico-e-quem-pode-suceder-ao-primeiro-ministro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 05:15:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Keir Starmer]]></category>
		<category><![CDATA[político]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Keir Starmer enfrenta a maior crise desde que chegou ao poder no Reino Unido]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Keir Starmer enfrenta a maior crise desde que chegou ao poder no Reino Unido. Menos de dois anos depois de ter levado o Partido Trabalhista a uma maioria absoluta no Parlamento britânico, o primeiro-ministro está sob pressão crescente dentro do próprio partido, com dezenas de deputados a pedirem a sua saída, ministros a defenderem uma transição organizada e três membros do Governo a apresentarem demissão.</p>
<p>A crise foi agravada pelos resultados eleitorais considerados desastrosos para os trabalhistas nas recentes eleições locais e regionais. Segundo a imprensa britânica, mais de 70 deputados do Labour já terão perdido confiança na capacidade de Starmer liderar o partido até às próximas legislativas.</p>
<p>O &#8216;POLITICO&#8217; aponta mesmo para cerca de 89 deputados a pedir a sua saída, enquanto aliados do primeiro-ministro tentam organizar uma demonstração de força com mais de 100 assinaturas contra uma disputa imediata pela liderança.</p>
<p>Starmer rejeita, para já, abandonar o cargo. Depois da reunião semanal do gabinete, o primeiro-ministro disse aos ministros que o processo para a sua destituição “não foi iniciado” e que, por isso, continuará em funções. A sua linha pública é clara: abrir agora uma batalha interna mergulharia o país no caos e poderia beneficiar a oposição, incluindo o Reform UK de Nigel Farage.</p>
<p>Mas a pressão aumenta. A ministra do Interior, Shabana Mahmood, terá aconselhado Starmer a preparar uma transição “ordeira” e a considerar um calendário para a sua saída. Três ministros — Miatta Fahnbulleh, Jess Phillips e Alex Davies-Jones — deixaram o Governo, com Davies-Jones a classificar a dimensão das derrotas eleitorais como “catastrófica”.</p>
<p><strong>O que desencadeou a crise?</strong></p>
<p>O ponto de rutura foram os maus resultados eleitorais do Partido Trabalhista.</p>
<p>A escala das derrotas levou vários deputados e membros do Governo a questionarem se Starmer ainda tem condições para liderar o Labour nas próximas legislativas. A preocupação central é simples: muitos trabalhistas temem que o primeiro-ministro, apesar da vitória histórica de 2024, se tenha tornado incapaz de reconquistar o eleitorado que abandonou o partido nas urnas.</p>
<p>A vitória de Starmer em julho de 2024 foi expressiva em número de lugares: 411 deputados num Parlamento de 650. Mas foi menos robusta em termos de voto popular, com 33,7%. Essa fragilidade tornou-se agora politicamente mais visível.</p>
<p>A contestação ganhou força porque a crise não está apenas na bancada parlamentar. Entrou no Governo.</p>
<p>Quando ministros começam a pedir uma transição organizada, a questão deixa de ser apenas uma rebelião de deputados descontentes. Passa a ser uma crise de autoridade no centro do poder.</p>
<p><strong>O que está em cima da mesa?</strong></p>
<p>Há três cenários principais.</p>
<p>O primeiro é Starmer resistir. É, neste momento, a posição oficial de Downing Street. O primeiro-ministro insiste que continuará no cargo, que pretende governar até 2029 e que está disposto a enfrentar qualquer desafio interno.</p>
<p>O segundo é uma saída negociada. Neste cenário, Starmer não cairia de imediato, mas aceitaria definir um calendário para a sucessão, permitindo ao Partido Trabalhista organizar uma transição sem colapso governativo. Esta parece ser a hipótese defendida por alguns membros do Governo que não querem uma rutura abrupta, mas também já não acreditam na continuidade plena do líder.</p>
<p>O terceiro é uma disputa interna. Para que isso aconteça, um candidato à liderança precisaria de reunir apoio suficiente entre os deputados trabalhistas. A POLITICO refere que seriam necessários 80 apoios para lançar formalmente uma disputa. Apesar de o número de críticos de Starmer já ultrapassar esse patamar, ainda não há um candidato assumido com apoios consolidados.</p>
<p>É por isso que Westminster está em suspenso. Muitos querem que Starmer saia, mas ninguém quer avançar cedo demais e falhar.<br />
Porque é que uma mudança de líder não implica necessariamente eleições?</p>
<p>No sistema britânico, o primeiro-ministro não é eleito diretamente pelos eleitores.</p>
<p>É líder do partido que tem maioria na Câmara dos Comuns. Se Starmer sair da liderança trabalhista, o Labour pode escolher um novo líder e esse novo líder pode tornar-se primeiro-ministro sem eleições legislativas imediatas, desde que mantenha o apoio da maioria parlamentar.</p>
<p>Foi isso que aconteceu várias vezes nos últimos anos com os conservadores. O Reino Unido teve sucessivos primeiros-ministros sem eleições gerais imediatas, incluindo Theresa May, Boris Johnson, Liz Truss e Rishi Sunak.</p>
<p>Se Starmer cair, o Reino Unido pode ter o sexto primeiro-ministro em seis anos, ou o sétimo em dez, sem que a solução da crise passe necessariamente por novas legislativas.</p>
<p>A decisão ficaria, em primeiro lugar, nas mãos dos trabalhistas: deputados, estruturas internas e militantes.</p>
<p><strong>Quem pode suceder a Starmer?</strong></p>
<p>Wes Streeting é, neste momento, um dos nomes mais observados.</p>
<p>O ministro da Saúde vem da ala direita do Partido Trabalhista e é associado ao espaço político mais próximo do blairismo. Tem 43 anos, é deputado por Ilford North e tem ambição reconhecida dentro do partido.</p>
<p>Streeting pode partir em vantagem se a disputa for rápida, porque já tem rede parlamentar e visibilidade nacional. Mas também carrega riscos. A proximidade a figuras do blairismo, como Peter Mandelson, pode prejudicá-lo junto de setores mais à esquerda e entre militantes que rejeitam um regresso a essa matriz política.</p>
<p>O silêncio de Streeting depois da reunião de gabinete desta terça-feira está a ser lido em Westminster como um sinal a acompanhar. Para já, não avançou. Mas muitos olham para ele como o potencial desafiante mais preparado para uma corrida imediata.</p>
<p><strong>Angela Rayner: popular, mas condicionada</strong></p>
<p>Angela Rayner foi vice de Starmer no Governo e no Partido Trabalhista até setembro de 2025, quando se demitiu por causa de uma questão fiscal relacionada com uma casa que possuía.</p>
<p>É uma figura da esquerda moderada trabalhista, com forte ligação às origens de classe trabalhadora e boa capacidade de comunicação com o eleitorado tradicional do Labour.</p>
<p>Rayner tem currículo governativo em áreas como habitação e direitos laborais e é vista por muitos como uma política genuína, com ligação às bases do partido.</p>
<p>O problema é o calendário. A questão fiscal ainda pode condicionar uma eventual candidatura. Se a sucessão avançar já, Rayner pode não estar em condições ideais para disputar a liderança. Se houver uma transição mais lenta, ganha tempo.</p>
<p><strong>Andy Burnham: popular, mas fora do Parlamento</strong></p>
<p>Andy Burnham, presidente da Câmara da Grande Manchester, é uma das figuras trabalhistas mais populares no Reino Unido.<br />
Já tentou liderar o partido em 2010 e 2015, e hoje poderia apresentar-se numa posição mais forte, com perfil capaz de fazer ponte entre a esquerda e o centro do Labour.</p>
<p>O problema é institucional: Burnham não é deputado. E, para liderar o Partido Trabalhista e tornar-se primeiro-ministro, teria primeiro de regressar à Câmara dos Comuns.</p>
<p>Isso exigiria uma eleição intercalar, com todos os riscos associados. Teria de haver uma vaga segura, uma candidatura rápida e uma vitória. Numa fase de turbulência e com o Reform UK a crescer em algumas zonas, esse caminho não é isento de perigo.</p>
<p>Por isso, Burnham precisa de tempo. Uma saída imediata de Starmer favorece Streeting. Uma transição mais longa poderia favorecer Burnham.</p>
<p><strong>Ed Miliband: o regresso possível</strong></p>
<p>Ed Miliband, atual ministro do Ambiente, já liderou o Partido Trabalhista entre 2010 e 2015.</p>
<p>Chegou à liderança de forma inesperada, derrotando o irmão David Miliband, então visto como favorito. Acabou por sair depois da derrota nas legislativas de 2015, mas manteve-se no Parlamento e foi recuperado por Starmer para o Governo.</p>
<p>Miliband não anunciou ambições, mas pode surgir como solução se a corrida interna ficar bloqueada entre nomes mais divisivos.</p>
<p>É popular entre muitos militantes, tem experiência de liderança e pode funcionar como figura de continuidade com alguma distância em relação ao núcleo mais impopular de Starmer.</p>
<p>A sua fraqueza é evidente: já perdeu uma eleição geral como líder. Mas, em cenário de crise, essa experiência também pode ser apresentada como vantagem.</p>
<p><strong>Shabana Mahmood: a ministra que pediu uma saída ordenada</strong></p>
<p>Shabana Mahmood ganhou destaque por ter aconselhado Starmer a preparar um calendário para a sua saída.</p>
<p>Ministra do Interior, é uma figura da ala Blue Labour, mais culturalmente conservadora e focada nas preocupações dos trabalhadores. Tem defendido uma linha dura contra a imigração irregular e é vista como uma voz importante no equilíbrio interno do partido.</p>
<p>A grande pergunta é se dará o passo seguinte.</p>
<p>Se Mahmood se demitir, a crise de Starmer pode entrar numa nova fase. Até agora, permanece no Governo. Mas o facto de ter pedido em privado uma transição organizada mostra que a dúvida sobre a liderança chegou ao núcleo do executivo.</p>
<p>Outros nomes possíveis</p>
<p>John Healey, ministro da Defesa, pode surgir como solução de compromisso ou liderança de transição.</p>
<p>Tem experiência parlamentar, prestígio internacional e perfil atlantista, com apoio firme à Ucrânia e uma posição cautelosa em relação a Donald Trump. Aos 66 anos, não seria necessariamente uma aposta geracional, mas poderia oferecer estabilidade.</p>
<p>Catherine West, deputada por Hornsey and Friern Barnet, chegou a admitir que poderia avançar caso ninguém desafiasse Starmer. Mais tarde reconheceu falta de apoios e passou a defender sobretudo um calendário de saída.</p>
<p>Al Carns, secretário de Estado das Forças Armadas, é um nome mais inesperado. Ex-Royal Marine, condecorado pela experiência no Afeganistão e deputado apenas desde 2024, tem perfil militar e biografia distinta, mas pouca implantação parlamentar para uma corrida deste peso.</p>
<p><strong>Porque é que ninguém avança já?</strong></p>
<p>Porque todos estão a medir riscos.</p>
<p>Uma candidatura falhada pode destruir carreiras. Um desafio lançado cedo demais pode permitir a Starmer reorganizar apoios e apresentar-se como vítima de uma manobra interna. Uma transição demasiado agressiva pode dividir o partido e abrir espaço à oposição.</p>
<p>Há também uma questão estratégica: se Starmer cair sem plano, o Labour pode parecer tão caótico como os conservadores nos anos de sucessão entre Boris Johnson, Liz Truss e Rishi Sunak.</p>
<p>É esse o argumento dos leais ao primeiro-ministro.</p>
<p>Um grupo de apoiantes de Starmer recolheu mais de 100 assinaturas numa carta que defende que “não é hora para uma disputa pela liderança”. Para estes deputados, mudar de líder agora seria oferecer a Nigel Farage e aos conservadores uma imagem de desordem.</p>
<p><strong>O que acontece agora?</strong></p>
<p>O momento-chave será perceber se a pressão interna continua a subir nos próximos dias.</p>
<p>Há três sinais a observar.</p>
<p>O primeiro é se mais ministros se demitem.</p>
<p>O segundo é se Shabana Mahmood abandona o Governo depois de ter defendido uma transição organizada.</p>
<p>O terceiro é se Wes Streeting, Andy Burnham ou outro potencial sucessor assume publicamente disponibilidade para disputar a liderança.</p>
<p>Enquanto isso não acontecer, Starmer pode resistir. Mas fica politicamente enfraquecido.</p>
<p>A crise já não é apenas sobre resultados eleitorais. É sobre confiança, autoridade e capacidade de o primeiro-ministro convencer o próprio partido de que ainda pode ganhar de novo.</p>
<p>Para já, Starmer diz que fica. Mas, em Westminster, a pergunta já mudou: não é apenas se ele consegue sobreviver à semana. É se ainda consegue liderar o Labour até 2029.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761814]]></sapo:autor>
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		<title>China diz-se pronta para &#8220;esmagar&#8221; qualquer tentativa de independência de Taiwan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 05:15:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A determinação da China em opor-se à independência de Taiwan é "tão firme como uma rocha" e a sua capacidade de "esmagar" qualquer tentativa de secessão é "inabalável", afirmou hoje uma porta-voz do Governo chinês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A determinação da China em opor-se à independência de Taiwan é &#8220;tão firme como uma rocha&#8221; e a sua capacidade de &#8220;esmagar&#8221; qualquer tentativa de secessão é &#8220;inabalável&#8221;, afirmou hoje uma porta-voz do Governo chinês. </P><br />
<P>&#8220;Taiwan nunca foi um país, não o foi no passado e, de forma alguma, o será no futuro. As mentiras de William Lai [Presidente de Taiwan] continuarão a ser mentiras, mesmo que as repita mil vezes, e nunca se tornarão verdade&#8221;, afirmou Zhang Han, porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan no Conselho de Estado (Executivo chinês), numa conferência de imprensa, antes da chegada do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim.</P><br />
<P>A funcionária chinesa referia-se à recente intervenção de William Lai Ching-te na Cimeira da Democracia de Copenhaga, na qual afirmou que a democracia é o &#8220;bem mais precioso&#8221; de Taiwan e que o povo taiwanês &#8220;sabe muito bem que a democracia se conquista, não se concede&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O povo taiwanês nunca recuou perante os crescentes desafios externos e nunca se submeterá à pressão. Taiwan é uma nação soberana e independente (&#8230;). Nenhuma tentativa de isolar Taiwan alterará a nossa determinação em participar na comunidade internacional&#8221;, sublinhou ainda o líder da ilha, numa mensagem em vídeo.</P><br />
<P>Zhang Han afirmou que as autoridades de Taiwan costumam utilizar a democracia como &#8220;pretexto para se gabarem e enganarem a comunidade internacional&#8221;, tentando &#8220;atrair forças antichinesas de certos países&#8221; e &#8220;incitar ao confronto&#8221; entre os dois lados do estreito.</P><br />
<P>&#8220;Tudo isto constitui uma verdadeira farsa política que há muito já foi claramente percebida pelo mundo e que apenas irá merecer o desprezo de todos os filhos e filhas da nação chinesa&#8221;, afirmou a porta-voz.</P><br />
<P>&#8220;A atuação desajeitada de William Lai não consegue esconder os seus atos desprezíveis de repressão contra os opositores políticos e de restrição da liberdade de expressão dentro da ilha, nem a sua natureza ditatorial. A &#8216;democracia&#8217; é falsa; buscar a &#8216;independência&#8217; é o que é verdadeiro&#8221;, acrescentou Zhang.</P><br />
<P>As declarações ocorreram na véspera da cimeira entre Trump e o homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim, onde está previsto que abordem a situação da ilha autónoma, entre outros temas da agenda bilateral.</P><br />
<P>Há mais de sete décadas que os Estados Unidos são um ator central no contexto das disputas entre as Pequim e Taipé, sendo que Washington está mesmo legalmente comprometida a fornecer a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha laços diplomáticos com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com a China.</P><br />
<P>Para além de abordar a questão da venda de armas, Xi poderá também aproveitar o encontro com Trump para tentar alterar a posição oficial de Washington em relação a Taiwan, seja promovendo uma declaração de oposição à independência de Taiwan, seja procurando uma formulação mais favorável à posição chinesa sobre a chamada &#8216;reunificação&#8217;.</P><br />
<P></P></p>
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		<title>ENTREVISTA: Comandante-geral da GNR espera que reativação da BT aconteça ainda este ano (C/ÁUDIO E FOTO)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 05:02:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Célia Paulo (texto) e José Goulão (foto), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Lisboa, 13 mai 2016 (Lusa) &#8212; O comandante-geral da GNR espera que a reativação da Brigada de Trânsito aconteça ainda este ano e considera que cerca de 1.800 militares serão suficientes para controlar todas as estradas principais e autoestradas do país. </P><br />
<P>&#8220;Agora com as novas tecnologias, com o novo sistema de comando e controlo, eu julgo que, eu não quero aqui adiantar o número poderia ser mal interpretado, mas julgo que a Brigada de Trânsito com cerca de 1.800, 1.900 militares, consegue novamente assumir o controlo total sobre os itinerários principais e as autoestradas do país&#8221;, disse o tenente-general Rui Veloso à agência Lusa, na sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo, em setembro de 2023.</P><br />
<P>A reativação da Brigada de Trânsito (BT), extinta há quase 20 anos, foi anunciada em abril pelo ministro da Administração Interna como uma medida de reduzir a sinistralidade rodoviária no país.</P><br />
<P>O comandante-geral da GNR considerou que &#8220;a segurança rodoviária é um dos maiores problemas de segurança interna no país&#8221;, defendendo que &#8220;tem de ser feito alguma coisa&#8221; para que os números sejam alterados e controlados&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Julgo que a Brigada de Trânsito irá ter a quota parte, precisamente, no controlo dessa sinistralidade&#8221;, salientou, defendendo que tem de haver &#8220;uma maior presença na estrada e maior visibilidade nas patrulhas&#8221;. </P><br />
<P>Com a BT, segundo o responsável, vai passar a existir &#8220;mais fiscalização, mais patrulhamento e mais controlo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;As pessoas vão sentir que está ali uma patrulha, seja para fiscalizar, seja para controlar, seja para ajudar. Acho que as próprias pessoas terão uma mentalidade completamente diferente e esperamos com isso também reduzir a sinistralidade&#8221;, precisou, recusando que este reforço da visibilidade nas estradas seja uma &#8220;caça à multa&#8221;.</P><br />
<P>Rui Veloso considerou que &#8220;mais importante do que levantar um auto é fazer a prevenção e visibilidade porque, se um automobilista olhar para uma patrulha e ver a patrulha, o comportamento muda completamente&#8221;.</P><br />
<P>Apesar de não existir ainda uma data prevista para a entrada em funções da BT, o comandante-geral da GNR confessou que gostaria que a reativação fosse antes de 2027, apesar do trabalho que ainda há para fazer e de ser necessário encontrar um local para a sede da BT.</P><br />
<P>&#8220;Criar novamente uma brigada, ou seja, uma unidade nacional demora o seu tempo, requer mais efetivos, requer aqui também a nível de comando e controlo criar uma sala de situação própria para fazer o controlo do trânsito a nível nacional&#8221;, disse, explicando que com o fim da BT o controlo do trânsito passou a ficar dividido pelos comandos distritais. </P><br />
<P>&#8220;Agora, viu-se que este tempo demonstrou que foi um erro ter acabado com a BT e essa também é a minha opinião, enquanto comandante-geral, e sempre o defendi&#8221;, disse, afirmando que é preciso também formar mais militares nesta área porque &#8220;andar no trânsito requer formação específica&#8221;.</P><br />
<P>Sobre um local para a sede da BT, porque atualmente o trânsito funciona na Escola da Guarda, em Queluz, Rui Veloso acrescentou: &#8220;Há um projeto antigo, que já vem de há muitos anos, que tem a ver com um terreno que temos no Fogueteiro, que era precisamente para criar o comando da BT e também uma escola de trânsito. Um pouco à semelhança ao que existe em Espanha, em Mérida, uma escola de trânsito muito reconhecida a nível mundial. Só que este projeto vai demorar muitos anos&#8221;.</P><br />
<P>No entanto, referiu, que para já a GNR está a tentar encontrar um outro local para instalar o comando da BT, estando a instituição a tentar encontrar esse local.</P><br />
<P>Rui Veloso disse também que é necessário alterar alguma legislação, nomeadamente a lei orgânica da GNR.</P><br />
<P>&#8220;Estamos a fazer estes estudos e esperamos em breve apresentar ao ministro toda esta alteração legislativa e, o quanto antes, tentar voltar a criar a Brigada de Trânsito&#8221;, disse. </P><br />
<P>Questionado sobre se BT vai retirar competências à PSP na área do trânsito, referiu que não, mas realçou que &#8220;não faz sentido haver autoestradas ou itinerários principais partilhados porque a questão do trânsito e os movimentos são nacionais&#8221;.</P><br />
<P>Disse ainda que não faz sentido, que na mesma autoestrada ou itinerário, a PSP seja responsável por alguns quilómetros, nos quilómetros seguintes seja a GNR e depois mais à frente volta a ser a PSP.</P><br />
<P></P></p>
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