Nova flotilha para Gaza sai de Barcelona após atraso por mau tempo

Cerca de 30 barcos zarpam hoje de Barcelona e outros vão juntar-se em França e Itália, com a saída da flotilha completa (70 embarcações) prevista para 24 de abril desde o porto italiano de Siracusa, na ilha da Sicília

Executive Digest com Lusa

A nova Flotilha Global Sumud, que quer chegar a Gaza, sai hoje de Barcelona, em Espanha, três dias depois do inicialmente previsto por causa de condições meteorológicas adversas, disse hoje a organização.

Segundo um comunicado, cerca de 30 barcos zarpam hoje de Barcelona e outros vão juntar-se em França e Itália, com a saída da flotilha completa (70 embarcações) prevista para 24 de abril desde o porto italiano de Siracusa, na ilha da Sicília.

De Barcelona saem hoje também os barcos “Arctic Sunrise”, da organização não-governamental (ONG) Greenpeace, e “Open Arms”, da ONG espanhola com o mesmo nome, conhecida por, entre outras iniciativas, resgatar migrantes no Mediterrâneo.

Os barcos das duas ONG vão prestar apoio técnico e logístico às embarcações da flotilha.

A nova Flotilha Global Sumud devia ter deixado Barcelona no domingo, mas nesse dia fez apenas uma despedida simbólica do porto da cidade e o início da viagem pelo Mediterrâneo foi adiada devido a condições atmosféricas adversas.

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Esta flotilha vai levar cerca de mil pessoas oriundas de mais de 70 países a bordo de cerca de 70 barcos e, segundo anunciou a organização, pretende ser “a maior missão marítima em defesa da Palestina” da história.

A nova Flotilha Global Sumud integra mais 20 barcos do que a anterior, a que partiu em outubro passado de Barcelona e acabou intercetada pela marinha israelita, sem que nenhuma embarcação tenha conseguido aproximar-se do território palestiniano de Gaza.

Perto de cinco centenas de ativistas foram então detidos por Israel, antes de serem deportados para os respetivos países.

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Os organizadores sublinharam na semana passada que apesar de a atenção internacional se ter desviado de Gaza, Israel mantém o bloqueio ao território, assim como ataques, que se intensificaram também na Cisjordânia.

A iniciativa tem quatro reivindicações, a primeira das quais a abertura de um corredor permanente por mar e outro por terra de acesso a Gaza que garanta a passagem segura de ajuda humanitária, pessoal médico e materiais de reconstrução.

A Flotilha Global Sumud pede ainda “o embargo imediato de armas” a Israel e que a reconstrução e o governo de Gaza sejam liderados pelos palestinianos, a par do levantamento do bloqueio e da garantia do direito de regresso para todos os palestinianos.

A Faixa de Gaza, governada pelo grupo radical Hamas, está sob bloqueio israelita desde 2007.

Israel e o Hamas acusam-se mutuamente de violarem o cessar-fogo que entrou em vigor a 10 de outubro de 2025, após dois anos de guerra.

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As acusações de genocídio cometido por Israel contra palestinianos na Faixa de Gaza multiplicaram-se, mas Telavive rejeita-as.

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