A Global Media informou que a nova direção da TSF assume hoje funções com a missão de desenvolver mudanças para quebrar o ciclo de prejuízos, sendo “uma última e decisiva tentativa de salvar o projeto”.
O comunicado da Global Media Group (GMG), a que a Lusa teve acesso, surge depois de ter sido conhecido que o Conselho de Redação da TSF rejeitou a nomeação de Rosália Amorim para diretora de informação da rádio após uma reunião decorrida na quarta-feira, tendo levantado dúvidas quanto à sua capacidade de manter uma política editorial independente.
Em comunicado, o Conselho de Administração da Global Media Group informa que, cumpridos todos os procedimentos legais, na próxima segunda-feira, dia 2 de outubro, iniciará as suas funções a nova equipa de direção da TSF constituída por Rui Gomes (diretor-geral), Rosália Amorim (diretora de informação) e Artus Cassiano (subdiretor de informação)”.
“Estamos certos da capacidade desta nova liderança na concretização dos principais objetivos definidos para a TSF, e que passam por um novo ciclo de reforço de investimento em recursos humanos, infraestruturas e inovação, fator essencial para o crescimento e afirmação de uma marca histórica de rádio em Portugal”, refere a administração, no comunicado
“Nos últimos 10 anos, a TSF — Rádio Jornal Notícias acumulou sucessivos passivos, na ordem dos 10 milhões de euros. Só este ano e até setembro o prejuízo cifra-se em 1,3 milhões de euros, valor esse idêntico ao encerramento de contas de 2022, existindo a previsão que até final deste ano possa atingir um valor de cerca de dois milhões de euros“, aponta a administração.
“Apesar desta situação, a atual administração da GMG pretende apostar no forte relançamento da marca e do projeto. É missão da atual equipa de direção desenvolver as necessárias mudanças a todos os níveis para concretizar esta aposta do grupo e assim quebrar este ciclo de anos sucessivos de prejuízos”, prossegue,
Esta “será uma última e decisiva tentativa de salvar um projeto que se encontra insustentável devido ao rumo seguido na última década e em especial nos últimos anos”, lê-se no comunicado.
“Todos os trabalhadores e colaboradores da TSF podem contar com o determinado empenho da administração da GMG para relançarmos e consolidarmos a força da TSF”, remata.
Entretanto, num outro documento a que a Lusa teve acesso, os membros eleitos do Conselho de Redação entendem que não devem “dar o aval” à escolha de Rosália Amorim para o cargo, anunciada em 21 de setembro pela GMG, empresa que detém ainda o Jornal de Notícias (JN) e o Diário de Notícias (DN), órgão que a recém-indigitada diretora de informação da TSF dirigia desde novembro de 2020.
“Os membros eleitos do Conselho de Redação entendem que, sem colocar em causa as qualidades profissionais de Rosália Amorim, a diretora indigitada não se encaixa no perfil necessário para o desempenho de um cargo tão específico como tem sido o de responsável pela informação na TSF”, lê-se.














