Reservas de sangue dos grupos A negativo, O positivo e O negativo estão em “níveis críticos”

As reservas de sangue dos grupos A negativo, O positivo e O negativo estão “em níveis críticos”, advertiu o presidente da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES).

Alberto Mota revelou em entrevista à Renascença que, enquanto normalmente há reservas suficientes para dez dias ou mais em todos os grupos sanguíneos, atualmente, a quantidade de sangue disponível para esses três grupos é suficiente apenas para quatro a cinco dias.

Alberto Mota sublinha que a questão não reside na falta de dadores, que são entre 280 mil e 290 mil em Portugal, mas na irregularidade das doações. “Precisamos de uma dádiva mais regular e não uma dádiva à espera destes apelos, ou à espera que se diga que há falta de sangue,” disse. Ele apela à população saudável, com mais de 18 e menos de 65 anos e pelo menos 50 quilos, para que doe sangue, especialmente nos próximos dias, aproveitando as várias campanhas de recolha por ocasião do Dia Mundial do Dador de Sangue.

A região de Lisboa e Vale do Tejo enfrenta maiores dificuldades em manter a estabilidade das reservas de sangue, sendo também a mais irregular no número de dádivas. Esta situação é em parte explicada pela presença de cinco grandes hospitais que atendem pacientes de várias partes do país, resultando em maiores necessidades de sangue.

Por outro lado, o Norte do país apresenta um cenário diferente. Segundo Mota, esta região é autossuficiente em termos de doações de sangue e tradicionalmente é uma zona que contribui significativamente para as reservas nacionais. Apesar destas disparidades regionais, o presidente da FEPODABES garante que, até ao momento, “não há qualquer serviço hospitalar que possa ser interrompido por falta de sangue.”

A irregularidade nas doações é um desafio constante para a manutenção dos níveis adequados de reservas de sangue. Alberto Mota enfatiza a necessidade de uma doação contínua e regular, não apenas em resposta a apelos urgentes. A sustentabilidade das reservas de sangue depende da conscientização da população sobre a importância das doações frequentes.

A atual crise nas reservas de sangue dos grupos A negativo, O positivo e O negativo em Portugal sublinha a necessidade urgente de doações regulares e contínuas. A FEPODABES apela à população saudável para que participe nas campanhas de doação, especialmente em momentos críticos como este. A contribuição de cada cidadão é vital para garantir que todos os serviços hospitalares possam continuar a funcionar sem interrupções, salvando vidas diariamente.

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