Rei Felipe VI termina hoje novas consultas aos partidos: Pedro Sánchez tem agora oportunidade de formar Governo em Espanha

O Rei de Espanha volta esta terça-feira a ouvir os partidos que conseguiram representação parlamentar nas eleições de 23 de julho, depois da rejeição pelo plenário dos deputados, no passado dia 29, já em segunda votação, da candidatura a primeiro-ministro do líder do Partido Popular (PP), Alberto Nuñez Feijóo.

O PP foi o partido mais votado nas eleições de julho e o Rei Felipe VI indicou, em agosto, Feijóo, o líder dos populares, como candidato a primeiro-ministro. Com o ‘chumbo’ do Parlamento e a investidura rejeitada pelos deputados, começou a contar um prazo de dois meses, que termina em 27 de novembro, para o Congresso dos Deputados eleger um novo chefe de Governo e não haver repetição das eleições.

Depois da nova ronda de audições com os partidos, esta semana, Felipe VI indicará um novo candidato a liderar o Governo, para ser votado pelo parlamento.

O novo candidato será, previsivelmente, o líder do Partido Socialista (PSOE), Pedro Sánchez, que já disse estar disponível e que acredita ter condições para reunir os apoios necessários no parlamento para ser reconduzido no cargo de primeiro-ministro.

Sánchez diz que já demonstrou isso mesmo em 17 de agosto, quando os socialistas conseguiram ficar com a presidência do parlamento graças ao apoio dos partidos de esquerda e das forças nacionalistas e independentistas da Catalunha, Galiza e País Basco.

O líder do PSOE disse recentemente que haverá novo governo de esquerda em Espanha “dentro de pouco tempo”.

Já os dirigentes do Partido Nacionalista Basco (PNV, na sigla em espanhol) e da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), essenciais para a viabilização do governo de Sánchez, disseram que tudo está “muito em aberto”, que não descartam “em absoluto a repetição das eleições” e que “nada está fechado” com o PSOE.

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