Onze ativistas do Climáximo que bloquearam Av. Duarte Pacheco em Lisboa conhecem hoje a sua sentença

Realiza-se esta manhã, a partir das 9h15, a leitura da sentença dos apoiantes do movimento ambientalista Climáximo: em causa está o julgamento de 11 ativistas acusados pelo bloqueio da Avenida Duarte Pacheco, em Lisboa, em dezembro de 2023.

Os ativistas em julgamento, com idades entre 20 e 58 anos, estão acusados de “desobediência civil” e “interrupção das comunicações” e, em caso de condenação, arriscam penas superiores a um ano de prisão.

Recorde-se que 10 dos 11 ativistas acusados que compareceram no primeiro dia de julgamento alegaram em sua defesa que não ouviram a ordem da PSP para dispersarem do local.

Essa versão foi contrariada por três agentes da PSP, que no entanto tiveram dificuldade em identificar a quem individualmente transmitiram essa ordem de dispersão, sob pena de os ativistas cometerem o crime de desobediência.

No final dessa sessão, a ativista e arguida Maria Mesquita, como porta-voz dos restantes, criticou o facto de o juiz não ter permitido aos acusados fazerem declarações em defesa do clima, alegando que era importante explicar que “a motivação” por detrás do bloqueio de estrada foi lutar e alertar a sociedade para o colapso e a crise climática que coloca em perigo a vida das pessoas e dos seus familiares.

Segundo Maria Mesquita, o que os ativistas fizeram “não foi um ato de vandalismo”, mas uma forma de chamarem a atenção para o problema da crise climática e para a necessidade de haver uma “guerra declarada” contra as empresas que estão a matar o planeta.

A ativista reiterou que o Climáximo vai continuar as suas ações de protesto e que as “Assembleias de Abril” criadas pelo movimento irão debater esta semana quais as prioridades e as medidas a encetar na defesa do ambiente.

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