Número de profissionais do SNS acompanhados após casos de violência dispara 50% em seis meses

Entre janeiro e final de junho deste ano, o número de profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que estão a ser acompanhados após terem sido vítimas de episódios de violência disparou quase 50%.

O balanço é feito pelo Gabinete de Segurança para a Prevenção e o Combate à Violência contra os Profissionais de Saúde, que, de acordo com os números cedidos à TSF, revela um total de 1204 profissionais do SNS acompanhados após casos de violência no primeiro semestre deste ano. No mesmo período do ano passado eram 830, pelo que este ano se observa um aumento de 45%.

Por outro lado, ainda que mais profissionais do SNS estejam a ser acompanhados, o número de casos de violência reportados diminuiu em 252 nos primeiros seis meses deste ano, face ao mesmo período do ano passado (522 contra 774).

A redução do número de casos reportados poderá não significar uma redução efetiva dos episódios de violência contra estes profissionais, já que o mesmo gabinete adianta que a plataforma onde são feitas as denúncias, a Notifica, está “a sofrer um processo de atualização”, pelo que poderá estar a ocorrer uma “subnotificação de casos neste período”.

São os médicos, os enfermeiros e os assistentes técnicos os profissionais que mais reportaram ter sido vítimas de episódios de violência, sendo que a violência psicológica representou 65% dos casos reportados no primeiro semestre deste ano.

Já 13% dos casos reportados no mesmo período diz respeito a violência física. Segundo o coordenador do Gabinete de Segurança para a Prevenção e Combate à Violência contra os Profissionais de Saúde, Sérgio Barata, “entre 35% a 40% das situações não têm enquadramento criminal”, sendo que os dados revelam que, este ano, apenas 100 situações receberam denuncia criminal pela estrutura nacional e regional do gabinete.

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