Maioria dos portugueses prefere carro usado a um novo; mais de 70% pode pagar até 25 mil euros, aponta estudo

73% dos portugueses está disposto a pagar até 25 mil euros na compra de um veículo usado, apontou um inquérito da DS Auto, marca especializada na compra e venda de automóveis do Grupo DS: os dados apontaram que 24% dos inquiridos estaria disposto a gastar entre 10 e 15 mil euros, sendo que 40% poderia avançar com entre 15 e 25 mil euros.

O inquérito mostrou que 67%, em caso de mudança, escolheriam comprar um veículo usado em vez de um novo, dados que revelaram o dinamismo do setor. “Estes dados permitem-nos conhecer as motivações e os padrões de comportamento dos compradores e vendedores de veículos, mas sobretudo dão-nos diversas informações importantes sobre a dinâmica do setor automóvel e sobre o que podemos esperar para este ano”, comentou Luís Rosa, diretor coordenador nacional da DS Auto.

“É evidente que o mercado dos usados continua a ser muito atrativo – a par com o aumento da idade média dos próprios veículos –, e a registar uma forte procura, refletindo o atual contexto económico, mas também o dinamismo que tem vindo a caracterizar o setor. Quando reparamos que uma boa parte dos portugueses está disposto a pagar até 25 mil euros por um carro usado, fica evidente que há uma confiança cada vez maior neste segmento do mercado, e acreditamos que continuará a crescer”, apontou.

Em termos de perspetivas futuras, 32% tem intenção de comprar viatura já em 2025.

Os dados recolhidos pela DS Auto indicaram ainda que a maioria dos inquiridos tem por hábito trocar o seu veículo, no mínimo, a cada 5 anos e, no máximo, a cada 10 anos. Na tipologia, os carros mais comuns em circulação são os de tipologia Citadino (36%), seguindo-se os Sedan ou Berlinas (24%) e os SUV (23%). Apesar de os veículos elétricos terem vindo a ganhar terreno, no tipo de motorização lideram ainda os carros a gasóleo (60%) e a gasolina (16,7%).

“É cada vez mais importante ouvirmos os consumidores neste setor, por isso iremos continuar a realizar este questionário, sendo o próximo já no final de 2025. No caso específico da DS Auto, podermos analisar estes dados dá-nos a vantagem de conhecermos com mais detalhe as preferências dos atuais, e potenciais, clientes, e assim adaptarmos a nossa oferta àquilo que procuram e às suas necessidades”, acrescentou o responsável.

Sobre o futuro do setor automóvel, a maior parte dos inquiridos ainda afastou a ideia de que os elétricos serão uma solução viável a curto prazo. Por sua vez, mais de 40% acredita que estes veículos poderão dominar, mas numa perspetiva de longo prazo.

Por outro lado, 20% não acredita que os carros elétricos façam parte do futuro – sugeriram, em alternativa, o hidrogénio como alternativa mais sustentável –, apontando entre as principais razões a atual insuficiência das infraestruturas de carregamento elétrico, o valor elevado de aquisição e manutenção destes veículos e, ainda, o impacto ambiental da produção das baterias e dos processos de extração de metais como o lítio.