Investigadores ganham ‘jackpot’ após descobrir 230.000.000 de toneladas de minerais raros que podem render milhões

Investigadores japoneses revelaram uma descoberta monumental de minerais raros nas águas ao redor da ilha de Minami-Tori-shima, podendo alterar significativamente a paisagem económica global. A Fundação Nippon em colaboração com a Universidade de Tóquio identificou vastos depósitos de cobalto e níquel no fundo do mar, com estimativas iniciais a apontarem para 610.000 toneladas métricas de cobalto e 740.000 toneladas métricas de níquel.

Esses minerais são cruciais para a fabricação de baterias de veículos elétricos, uma indústria em expansão que está cada vez mais dependente desses recursos escassos. A descoberta ocorreu após uma extensa pesquisa realizada entre abril e junho deste ano, abrangendo 100 locais de profundidade marinha que atingiram entre 17.000 e 18.700 pés.

Os investigadores encontraram nódulos de magnésio contendo esses minerais valiosos, acreditando-se que se tenham formado ao longo de milhões de anos. “Esta descoberta representa uma reviravolta significativa para o Japão e potencialmente para a indústria global de veículos elétricos”, disse Yasuhiro Kato, professor especializado em geologia de recursos na Universidade de Tóquio.

Ele destacou os planos de iniciar a exploração comercial desses recursos a partir de 2025, utilizando embarcações de mineração offshore para extrair milhões de toneladas anualmente.

O Japão, que já é um líder em tecnologia e inovação, visa estabelecer uma cadeia de abastecimento doméstica que se estenda desde a mineração até à produção de tecnologias avançadas. A Universidade de Tóquio enfatizou que a pesquisa também abrirá portas para o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias ecológicas, promovendo um futuro sustentável e orientado para a ciência.

Globalmente, essa descoberta tem o potencial de alterar significativamente o panorama geopolítico e económico, com os EUA recentemente a explorarem novas fontes de minerais raros, como óxidos de neodímio e praseodímio. Com a China a dominar a manufatura global com 31% da indústria mundial, especialistas apontam que as novas reservas do Japão podem redefinir o equilíbrio de poder neste setor crucial para o futuro da tecnologia.

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