Gostaria de ver o menu do futuro? IA revela como serão as refeições daqui a 30 anos. E não vai acreditar no que vai comer…

A Inteligência Artifical (IA) criou imagens ultra-realistas de como poderá ser o seu jantar daqui a 30 anos, quando formos forçados a comer ‘de forma sustentável’. De acordo com o tabloide britânico ‘Daily Mail’, os especialistas utilizaram uma ferramenta da IA (‘Midjourney’) para dar vida a um menu em 2054, que apresenta alguns pratos bem bizarros.

Se considerarmos que a indústria de alimentos representa um terço das emissões do planeta, mudar hábitos da nossa alimentação será crucial no combate à emergência climática.

Saladas de grilo ou bifes cultivados em laboratório: há ainda esparguete verde e almôndegas feitas de uma planta subaquática, que parecem saídas diretamente da cozinha de outra galáxia.

Estas criações incomuns poderiam substituir os pratos favoritos da família: têm pegadas de carbono mais baixas do que os clássicos, o que significa que podem ajudar na batalha contra as alterações climáticas – mas será que os comeria? As imagens foram criadas por uma equipa de especialistas do ‘FixOurFood’, um programa de pesquisa liderado pela Universidade de York e pelo retalhista britânico ‘Co-op’.

“Nos últimos 30 anos, assistimos a avanços científicos em direção a produtos mais sustentáveis ​​que eram inimagináveis ​​para a maioria em 1994”, salienta Bob Doherty, diretor da ‘FixOurFood’. “Da carne cultivada em laboratório à agricultura vertical, o futuro da alimentação deverá revolucionar a forma como comemos.”

Insetos

Como os estudos mostram que a carne vermelha e os lacticínios são responsáveis ​​por uma grande proporção das emissões de gases com efeito estufa, os especialistas pensam que os insetos serão uma boa alternativa. Grilos, minhocas e formigas são amigos do ambiente, porque consomem menos recursos naturais do que a criação de gado e são também uma alternativa saudável à carne.

São já apontados como o próximo “superalimento” porque são repletos de proteínas, nutrientes, potássio, magnésio e três vezes mais ácidos graxos do que o ómega-3 do salmão.

Além dos grilos, os especialistas da FixOurFood sugerem que nos deliciaremos com gafanhotos e até térmitas, mais conhecidas pelos danos que provocam aos edifícios.

Carne cultivada em laboratório

A carne cultivada em laboratório ainda enfrenta obstáculos legais e regulatórios – mas em 2054 a equipa acredita que ela estará disponível. Também conhecida como carne “cultivada”, este método futurista oferece uma alternativa à carne de animais reais, com sabor mais ou menos igual.

É necessária uma amostra de células de um animal vivo que é depois cultivada em laboratório para criar uma massa carnuda – utilizando menos recursos e menos espaço.

Embora a carne cultivada em laboratório ainda não tenha chegado às lojas, os cientistas britânicos estão entre os que cultivam produtos à base de carne em laboratório com o objetivo de os comercializar.

Existe até uma chance de que a carne cultivada em laboratório possa ser montada em formatos realistas de hambúrguer ou bife por uma impressora 3D de alimentos. Alguns especialistas do setor consideram que as impressoras 3D serão em breve um equipamento comum de cozinha, junto com a torradeira ou o micro-ondas.

‘Planta de água’

Embora as frutas e os vegetais tenham emissões mais baixas do que a carne, a equipa teme que as alterações climáticas reduzam a disponibilidade de opções populares como o abacate. Por isso há que encontrar alternativas em espécies menos comuns, incluindo a pouco conhecida samambaia aquática conhecida como azolla.

A azolla pode capturar dióxido de carbono, um gás de efeito estufa, do ar, afirmaram especialistas da Universidade de Yale, e pode ser mais resistente ao clima do que os vegetais habituais. Também pode ser impressa em 3D em formatos que conhecemos, desde esparguete e almôndegas ou hambúrgueres, até mesmo liquidificado para fazer uma sopa.

Mas o melhor mesmo é ver as imagens:

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