Eleições no Brasil: Militares afastam golpe de Estado ou intervenção após vitória de Lula da Silva

Após Lula da Silva sair vencedor nas eleições presidenciais no Brasil, começaram a circular em grupos de WhatsApp e conversas por telefone uma série de conversas entre oficiais militares de baixas-patentes, que manifestavam frustração, medo e preocupação com o destino das Forças Armadas Brasileiras, perante um novo governo.

No entanto, segundo relata O Globo, este sentimento não é partilhado entre generais de alta-patente, que não fazem qualquer ameaça ou planeiam resistência, intervenção militar ou golpe de Estado (como pedido por alguns camionistas). “Os generais de quatro estrelas estão ‘sentados’ na Constituição”, afirma um responsável do Alto Comando do Exército.

Outro membro da mesma força tem posição semelhante: “O clima é de absoluta normalidade. Vida que segue”.

No entanto, abaixo dos generais, o ambiente vivido é diferente: Há quem fale em “falta de consciência”, “ignorância do povo”, perante um eleição que não reconduziu Bolsonaro, ex-militar, à frente dos destinos do Brasil.

Por isso, coronéis e generais brasileiros temem que haja uma desestruturação no seio das Forças Armadas do Brasil, através de intervenção nas escolas de formação e na promoção de oficiais. Ainda está fresca a memória das duras medidas do governo de Dilma Rousseff que afetaram os militares, como a criação da Comissão Nacional da Verdade.

Mas para já, está afastado qualquer sinal de insatisfação que aponte para um golpe militar, ainda que se admita alguma tensão até à tomada de posse de Lula da Silva, que acontecerá no dia 1 de janeiro de 2023.

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