Economista Ana Margarida Almeida nomeada mediadora do crédito

A economista do Banco de Portugal Ana Margarida Almeida foi nomeada pelo Governo mediadora do crédito, segundo a resolução do Conselho de Ministros hoje publicada em Diário da República.

A função do Mediador de Crédito foi criado em 2009 e tem por missão ajudar os cidadãos ou empresas nas suas relações com instituições financeiras. Os clientes bancários podem recorrer à intervenção do mediador do crédito em diferendos com bancos, caso do crédito à habitação.

O Mediador do Crédito funciona junto do Banco de Portugal mas é uma função independente. Até agora, e desde 2012, era liderado por Clara Machado.

Segundo a informação hoje divulgada, a nova mediadora do crédito, Ana Margarida Machado de Almeida, é economista e faz parte do quadro do Banco de Portugal, onde entrou em 1988, tendo coordenado aí diferentes unidades. A sua nota curricular diz que, entre outros, tem experiência relevante em estatística e na análise económica e financeira de empresas e que lecionou várias disciplinas em licenciaturas em economia, gestão de Empresas e estatística.

Em 2023, o Mediador do Crédito abriu 505 novos processos, menos 2% face a 2022, sendo a maioria para renegociação de créditos e mantendo-se a taxa de sucesso das mediações nos 65%, segundo o relatório de atividades divulgado a semana passada.

No que se refere aos assuntos tratados no âmbito dos processos de mediação, a “renegociação de créditos” de particulares representou 65% do total de processos abertos em 2023, enquanto os processos relativos à mediação de “outros assuntos”, requerida por particulares, tiveram um peso de 29%, englobando pedidos enviados a instituições de crédito para resolução e esclarecimento de questões diversas no âmbito da relação creditícia.

Já os processos relativos à mediação de créditos concedidos a empresas representaram 6% do total de processos de mediação.

A nível dos resultados das mediações, verifica-se que, para o período 2009-2023, a taxa de sucesso global das mediações foi de 65%, mantendo-se face ao final de 2022.

“Ou seja, num número significativo de casos foi possível alcançar o resultado visado pela mediação, isto é, o acordo entre o cliente bancário e a instituição de crédito”, lê-se no relatório.

Quanto à proveniência dos processos, 68% dos pedidos apresentados ao Mediador do Crédito vieram diretamente dos requerentes, enquanto 30% foram encaminhados pelo Banco de Portugal e 1% pelo Ministério das Finanças.

No final de 2023, o Mediador do Crédito tinha cinco trabalhadores permanentes afetos a esta função.

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