DBRS mantém ‘ratings’ do BCP e revê tendência para positiva

A DBRS Morningstar manteve os ‘ratings’ do BCP, incluindo os de longo prazo (‘Long-Term Issuer Rating’) e de curto prazo (‘Short-Term Issuer Rating’), e reviu em alta a tendência do banco português de estável para positiva.

Num comunicado divulgado hoje, a agência de notação financeira diz ter mantido os ‘ratings’ de longo prazo (‘Long-Term Issuer Rating’) e de curto prazo (‘Short-Term Issuer Rating’) do BCP respetivamente em BBB (baixo) e R-2 (médio).

Na mesma linha, manteve os ‘ratings’ de depósitos do banco português em BBB/R-2 (alto), um nível acima da avaliação intrínseca (‘Intrinsic Assessment’ – IA), “refletindo o enquadramento legal em vigor em Portugal, que garante os depositantes em casos de insolvência e de resolução bancária”.

Por sua vez, a tendência dos ‘ratings’ foi revista em alta, de estável para positiva, com exceção do ‘rating’ de Obrigações Críticas de Curto Prazo, que permanece estável, enquanto a avaliação intrínseca e a avaliação de suporte se mantêm, respetivamente, em BBB (baixo) e SA3.

De acordo com a DBRS, a confirmação dos ‘ratings’ do banco e a mudança da tendência para positiva “refletem os progressos que o BCP tem feito na melhoria da sua rentabilidade, redução dos ativos improdutivos e reforço dos seus ‘buffers’ de capital”.

“No segundo semestre de 2022 e no primeiro trimestre de 2023, a rentabilidade do banco beneficiou de receitas mais altas, principalmente devido à reavaliação da sua carteira de empréstimos, devido ao aumento das taxas de juro”, refere, acrescentando que estes resultados “também confirmaram as melhorias na qualidade dos ativos em Portugal e os bons níveis de eficiência”.

A agência de notação diz ainda que “os ‘ratings’ e a tendência positiva têm em consideração o fortalecimento dos índices de capital, suportados pela melhoria da geração interna de capital, bem como a redução dos RWA [ativos ponderados pelo risco, do inglês ‘Risk-Weighted Assets’], devido à exclusão do risco de mercado de certas posições cambiais estruturais, na sequência de aprovação regulatória”.

Ainda assim, a DBRS nota que as classificações atribuídas ao BCP “continuam a refletir os desafios que o banco enfrenta devido aos riscos legais e financeiros decorrentes da sua exposição a créditos hipotecários denominados em CHF [francos suíços] da sua subsidiária polaca [Bank Millennium]”.

“A DBRS Morningstar entende que ainda há incerteza relativamente a esta questão e ao seu impacto final na rentabilidade e no capital. Por isso, esperamos que as provisões para empréstimos em CHF permaneçam elevadas no curto prazo”, sustenta.

“Adicionalmente, perspetivamos que a pressão inflacionista persistente e novos aumentos nas taxas de juro representarão, provavelmente, riscos ao nível da qualidade dos ativos e do balanço patrimonial no médio prazo”, acrescenta.

Segundo a agência de notação, uma eventual revisão em alta do ‘rating’ do BCP “exigiria uma redução adicional nas exposições não produtivas (NPE, do inglês ‘Non-Performing Exposures’) e melhorias sustentadas na rentabilidade, mantendo uma posição de capital adequada”.

Já uma revisão em baixa “seria provavelmente motivada por uma deterioração significativa no perfil de risco e na posição de liquidez do banco” ou por “riscos e impacto financeiro relacionados com os empréstimos hipotecários em CHF piores do que o esperado”.

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