Covid longa: cientistas revelam a prevalência e os fatores que influenciam o tempo de recuperação

Especialistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, alertaram para a prevalência da Covid longa e os fatores que influenciam o tempo de recuperação: de acordo com o estudo, um em cada cinco adultos apresenta sintomas durante mais de três meses após a infeção pelo SARS-CoV-2, o vírus responsável pela Covid-19.

Segundo os cientistas, as pessoas vacinadas contra a Covid-19 ou infetadas pela variante Ómicron tinham maior probabilidade de recuperar rapidamente quando comparadas com aquelas que não foram vacinadas ou infetadas com variantes anteriores. “O nosso estudo ressalta o importante papel que a vacinação contra a Covid-19 tem desempenhado, não apenas na redução da gravidade de uma infeção, mas também na redução do risco da Covid longa”, salienta a autora principal do estudo, Elizabeth C. Oelsner.

O estudo também identificou várias condições de saúde associadas a tempos de recuperação mais longos, incluindo doenças cardiovasculares, doença renal crónica, diabetes, asma, doença pulmonar crónica e histórico de tabagismo. As mulheres também tiveram menos probabilidade de se recuperar dentro de três meses em comparação aos homens.

Surpreendentemente, os investigadores não encontraram uma ligação forte entre problemas mentais pré-existentes ao risco prolongado do Covid longo. “Embora estudos tenham sugerido que muitos pacientes com Covid longa enfrentam desafios de saúde mental, não descobrimos que os sintomas depressivos anteriores à infeção por SARS-CoV-2 fossem um fator de risco importante”, salienta Oelsner.

O estudo envolveu mais de 4.700 participantes que foram solicitados a relatar o tempo de recuperação após a infeção pela Covid-19: o tempo médio de recuperação foi de 20 dias, com mais de 20% dos participantes a apresentar sintomas por mais de três meses. Houve certos grupos demográficos que foram desproporcionalmente afetados pela Covid longa, incluindo participantes indígenas americanos e nativos do Alasca que, em média, sofreram infeções mais graves e tempos de recuperação mais longos.

“O nosso estudo estabelece claramente que a Covid longa representou um fardo pessoal e social substancial”, diz Oelsner. “Ao identificar quem provavelmente teve uma recuperação prolongada, temos uma melhor compreensão de quem deveria estar envolvido em estudos em andamento sobre como diminuir ou prevenir os efeitos a longo prazo da infeção por SARS-CoV-2.”

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