Certificado Energético: Quando é obrigatório? Quanto custa? Como pedir? Eis tudo o que precisa de saber

O Certificado Energético tornou-se obrigatório desde 2013 para qualquer imóvel colocado à venda ou para arrendamento. Apesar disso, continuam a existir dúvidas sobre quando pedir, quanto custa, qual a validade e o que acontece se não estiver atualizado.

Executive Digest com ComparaJá.pt
Junho 26, 2025
8:15

O Certificado Energético tornou-se obrigatório desde 2013 para qualquer imóvel colocado à venda ou para arrendamento. Apesar disso, continuam a existir dúvidas sobre quando pedir, quanto custa, qual a validade e o que acontece se não estiver atualizado.

O ComparaJá reuniu as principais informações para ajudar consumidores, senhorios e futuros compradores a evitar erros — e a poupar.



 

O que é o Certificado Energético?

É um documento que avalia a eficiência energética de um imóvel numa escala de A+ (mais eficiente) a F (menos eficiente). Inclui estimativas de consumo, sugestões de melhorias e informações sobre os sistemas de climatização e águas quentes.

A emissão é feita por técnicos qualificados e credenciados pela ADENE — a Agência para a Energia responsável pelo Sistema de Certificação Energética de Edifícios (SCE).

 

Quando é obrigatório?

O certificado é exigido em sete situações específicas:

  • Imóveis novos
  • Grandes renovações (com impacto em pelo menos 25% do valor do imóvel)
  • Edifícios comerciais com área útil superior a 1.000 m²
  • Centros comerciais, supermercados ou piscinas abertas com mais de 500 m²
  • Imóveis do Estado abertos ao público com mais de 500 m²
  • Venda ou arrendamento de qualquer imóvel
  • Casos de permuta, trespasse ou contrato de pessoa a nomear

A falta do certificado pode levar a multas entre 250€ e 3.740€ no caso de particulares — e até 44.890€ no caso de empresas.

 

Quanto custa?

O preço base depende do tipo e dimensão do imóvel:

Além do custo da emissão, é necessário pagar os honorários do perito qualificado, que variam conforme a zona do país e a complexidade da avaliação. O ComparaJá recomenda pedir vários orçamentos antes de escolher.

Como pedir?

 

O processo inclui:

  1. Encontrar um perito qualificado (através da Bolsa de Peritos da ADENE ou plataformas online)
  2. Reunir documentação, como planta do imóvel, caderneta predial e certidão de registo
  3. Agendar a visita técnica

  4. Receber o certificado, geralmente num prazo de 2 a 3 dias

Quanto tempo é válido?

  • 10 anos para habitação e pequenos comércios
  • 8 anos para grandes edifícios de comércio e serviços

Se estiver prestes a expirar e houver intenção de vender ou arrendar, o certificado deve ser renovado.

 

Há isenção?

Sim, em situações específicas:

  • O certificado atual está dentro da validade
  • Foram implementadas melhorias recomendadas
  • O imóvel atingiu, no mínimo, a classe B-

Vale a pena investir em eficiência energética?

Sim. Imóveis com classificação A ou A+ podem valorizar-se até 10% no mercado e permitir poupanças significativas na fatura energética.

Medidas como janelas com vidros duplos, isolamento térmico e instalação de painéis solares são alguns dos exemplos mais comuns recomendados no certificado.

Para quem está a comprar casa, este documento permite antecipar custos e perceber o real desempenho energético do imóvel. Já para quem vai vender ou arrendar, ter um bom certificado pode ser um argumento de valorização.

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