Cabaz de alimentos volta a descer e já custa menos 8 euros do que no início do ano. Mas há produtos que ‘ainda’ sobem mais de 10%

O cabaz de 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROTESTE voltou às descidas na última semana, depois de uma ligeira subida na semana passada, e custava esta quarta-feira 228,11 euros, menos 0,36 euros do que há uma semana (-0,16%) – isto depois de, a 26 de junho, ter atingido o valor mais baixo desde início do ano (227,73).

Comparando com o início de 2024, o cabaz está 7,93 euros mais barato. Mas, se olharmos ao período homólogo do ano anterior, verifica-se uma subida de preço em 15,34 euros, e ainda maior, de 44,48 euros, se compararmos com o preço do cabaz antes do início da guerra na Ucrânia.

Brócolos e curgete foram as maiores ‘vítimas’ dos aumentos desta semana

Observando apenas a última semana, de 3 a 7 de julho, os produtos que mais tinham subido de preço foram os seguintes: brócolos (15%), curgete (13%), laranja (11%), feijão manteiga (9%), cereais integrais (7%), douradinhos de peixe (7%), arroz carolino (6%), peixe-espada preto (5%), batata vermelha (5%), salmão (5%).

Olhando a categorias de produtos, os maiores aumentos percentuais, desde o início da guerra, foram registados no peixe (29%,24 mais 17,63 euros) e na mercearia (28,40%, mais 11,97 euros).

Pescada fresca aumenta mais de 70%, azeite virgem extra mais de 30%

Comparando os preços do cabaz da última semana com o mesmo conjunto de produtos adquiridos há um ano, verifica-se que foram os seguintes produtos os que registaram maior incremento de preço: pescada fresca (71%), azeite virgem extra (31%), atum posta em azeite (23%) dourada (20%), iogurte líquido 819%), alho seco (16%), laranja (15%), maçã gala (14%), atum posta em óleo vegetal (14%), perna de peru (14%.

Pescada fresca teve o maior aumento desde o começo da guerra na Ucrânia: 100%

Já olhando aos preços do cabaz da última semana e comparando-os com o mesmo conjunto de produtos adquiridos a 23 de fevereiro de 2022, antes do conflito na Ucrânia, verificam-se que os seguintes produtos registaram os maiores aumentos de preço: pescada fresca (100%), azeite virgem extra (89%), arroz carolino (66%), açúcar branco (63%), batata vermelha (62%), laranja (54%) flocos de cereais (43%), bolacha maria (43%), cebola (41%).

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