Atenção passageiros: Se vai andar de autocarro na margem sul, a TST vai estar em greve

Os trabalhadores dos TST -Transportes Sul do Tejo cumprem esta terça-feira um dia de greve, que arranca a partir da meia-noite.

Convocada pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), pela melhoria dos salários e valorização das profissões, o protesto foi agendado no passado dia 27, após a reunião com a empresa que opera no distrito de Setúbal, após reunião mantida a 20 de maio.

Sara Gligó, dirigente da Fectrans, explicou em declarações à agência Lusa que a empresa apresentou algumas alterações à proposta inicial, deixando cair por exemplo a obrigatoriedade de o subsídio de refeição ser pago em cartão, uma das reivindicações dos trabalhadores, aumentando o valor para 7,3 euros a partir de 1 de junho.

Por outro lado, adiantou, a empresa manifestou também disponibilidade para aplicar 5,89% de aumento em 2024, com um mínimo de aumento de 60 euros.

Além disso, a empresa está também disponível para igualar em 31 de dezembro os salários dos trabalhadores da TST aos ordenados praticados pela empresa Alsa Todi (que opera nos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal), para que os trabalhadores da península de Setúbal fiquem com os salários nivelados.

Contudo, explicou a sindicalista, os trabalhadores entendem que os valores propostos pela empresa ainda não chegam aos 80 euros de aumento e aos 9,6 euros de subsídio de refeição que reivindicam, pelo que avançam para o protesto.

Recorde-se que os trabalhadores da TST já cumpriram greve a 9 de maio, assim como no passado dia 5.

A TST serve os concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra e, segundo a dirigente sindical, tem um total de 900 trabalhadores.

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