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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Sócrates diz que perdeu 300 mil euros por ano após detenção na Operação Marquês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 07:35:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A alegação fez parte da ação que o antigo primeiro-ministro moveu contra o Estado português por violação do segredo de justiça.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">José Sócrates afirmou em tribunal que perdeu 300 mil euros por ano em rendimentos desde que foi detido, em novembro de 2014, no âmbito da Operação Marquês. A alegação fez parte da ação que o antigo primeiro-ministro moveu contra o Estado português por violação do segredo de justiça.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/socrates-diz-que-perdeu-300-mil-euros-por-ano-com-prisao" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, em causa estava uma avença mensal de 12.500 euros paga por uma farmacêutica ligada a Paulo Lalanda e Castro. No processo Marquês, as escutas indicam, no entanto, que um dos contratos seria fictício, uma vez que a empresa receberia fundos de Carlos Santos Silva.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estado condenado a pagar 15 mil euros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Treze anos depois do início do inquérito, Sócrates obteve uma vitória parcial na ação contra o Estado. O antigo primeiro-ministro pedia uma indemnização de 205 mil euros, mas o Tribunal Administrativo de Lisboa condenou o Estado português a pagar-lhe 15 mil euros por violação do segredo de justiça.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Correio da Manhã, a sentença não deu razão a José Sócrates na parte em que este atribuía ao Estado a responsabilidade pelo atraso do processo Marquês.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério Público confirmou esta terça-feira que vai recorrer da decisão.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ex-primeiro-ministro fala em decisão “histórica”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">José Sócrates considerou “histórica” a condenação do Estado português. A decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa concluiu que o antigo governante sofreu danos não patrimoniais devido à divulgação de informações sujeitas a segredo de justiça por órgãos do Estado durante a investigação.</p>
<p class="isSelectedEnd">“É a primeira vez que o Estado é condenado por violação do segredo de justiça. É, portanto, uma sentença histórica”, afirmou Sócrates aos jornalistas, na Ericeira, onde reside.</p>
<p>A condenação representa, assim, uma vitória parcial para o antigo primeiro-ministro, embora o valor atribuído pelo tribunal fique muito abaixo da indemnização inicialmente reclamada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783971]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Onda de calor pode pressionar rede elétrica e causar apagões localizados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 07:33:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As temperaturas elevadas podem afetar transformadores, ao mesmo tempo que aumentam o consumo associado ao arrefecimento de casas, serviços e equipamentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A nova onda de calor que chega hoje a Portugal continental vai prolongar-se durante vários dias e poderá criar pressão adicional sobre a rede elétrica, com risco de falhas em algumas regiões. As temperaturas elevadas podem afetar transformadores, ao mesmo tempo que aumentam o consumo associado ao arrefecimento de casas, serviços e equipamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.jn.pt/" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>, o episódio que agora começa distingue-se sobretudo pela duração. Jorge Ponte, chefe da divisão de previsão meteorológica e vigilância do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, explica que a excecionalidade da situação não está tanto nos recordes de temperatura, mas na persistência do calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os distritos de Beja, Évora, Portalegre e Castelo Branco estão sob aviso laranja devido ao calor. O IPMA indicou que a situação deverá estender-se às restantes regiões.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Calor pode manter-se até 6 e 7 de julho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário de temperaturas elevadas deverá manter-se, pelo menos, até aos dias 6 e 7 de julho. Só a partir do dia 8 poderá ocorrer uma descida da temperatura no litoral.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jorge Ponte sublinha que o comportamento do calor nas zonas costeiras é um dos aspetos incomuns deste episódio. Habitualmente, a brisa marítima ajuda a aliviar as temperaturas no litoral, mas desta vez esse efeito não deverá impor-se em algumas regiões.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O que está previsto não é ultrapassar máximos históricos, mas a duração ser muito significativa. A excecionalidade está na duração”, afirmou o meteorologista.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Massa de ar quente chega do Norte de África</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O calor que vai afetar Portugal resulta do transporte de uma massa de ar quente com origem no Norte de África sobre a Península Ibérica. O anticiclone deverá estar centrado nas ilhas britânicas, favorecendo esta circulação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Jorge Ponte, este episódio é diferente daquele que atingiu recentemente o centro da Europa. Nesse caso, tratou-se de uma massa de ar quente que se deslocou para o interior do continente. Em Portugal, o país será afetado por outra massa de ar quente, também de origem africana.</p>
<p class="isSelectedEnd">A combinação entre temperaturas máximas e mínimas elevadas torna o episódio mais exigente para a população, em particular para pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças, doentes crónicos e trabalhadores expostos ao calor.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hospitais ativam planos de contingência</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Jornal de Notícias, todos os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência para responder aos efeitos da onda de calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, garantiu que o sistema está preparado, embora tenha reconhecido dificuldades acrescidas devido ao período de férias dos profissionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Nós estamos preparados, ou seja, nós temos os planos todos desenhados, como temos nas ondas de frio. É verdade que temos dificuldades porque, como sabem, o período do verão é um período em que temos muita falta de recursos humanos devido às merecidas férias dos profissionais”, afirmou a governante.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>DGS e INEM apresentam plano para ondas de calor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os principais organismos do setor da saúde, incluindo a Direção-Geral da Saúde e o INEM, apresentam hoje o plano de saúde para as ondas de calor, numa conferência de imprensa que contará com a presença da ministra da Saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta deverá passar pela articulação entre diferentes entidades, numa altura em que se espera um agravamento do calor em várias regiões do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Conselho Português para a Saúde e Ambiente alertou também para o impacto das ondas de calor na saúde e defendeu uma resposta coordenada.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Municípios chamados a criar centros de arrefecimento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as medidas defendidas pelo Conselho Português para a Saúde e Ambiente está a criação, pelos municípios, de centros de arrefecimento. Estes espaços públicos devem ser frescos, acessíveis e preparados para acolher pessoas durante períodos de calor extremo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O organismo defende ainda que o sistema de saúde reforce a vigilância, os planos de contingência e o acompanhamento ativo das pessoas em maior risco.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com a duração do episódio a ser apontada como o principal fator de excecionalidade, a prevenção ganha maior importância, tanto na saúde como na proteção das infraestruturas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Transformadores podem ser afetados pelo calor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As temperaturas elevadas podem afetar transformadores e outras infraestruturas da rede elétrica, aumentando o risco de apagões localizados em algumas regiões do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">A pressão poderá ser agravada pelo aumento do consumo de eletricidade, associado ao uso de ar condicionado e outros sistemas de arrefecimento.</p>
<p>Com vários distritos sob aviso laranja, hospitais em contingência e o calor previsto para se manter durante vários dias, Portugal entra num período de maior risco, em que as autoridades apelam à prevenção e à proteção das pessoas mais vulneráveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783967]]></sapo:autor>
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		<title>Viajar para o Japão fica mais caro: vistos de turista sobem cinco vezes a partir de hoje</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 07:30:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Japão vai aumentar de forma significativa as taxas dos vistos de turista a partir de hoje, naquela que será a primeira revisão destes valores em quase meio século.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Japão vai aumentar de forma significativa as taxas dos vistos de turista a partir de hoje, naquela que será a primeira revisão destes valores em quase meio século. A medida, aprovada em Conselho de Ministros a 19 de junho de 2026, torna os vistos de turismo cinco vezes mais caros para a maioria dos visitantes estrangeiros que precisam de visto para entrar no país.</p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão deverá ter impacto sobretudo em turistas e viajantes de negócios provenientes de países que não beneficiam de isenção de visto. Com a nova estrutura de preços, a taxa para vistos de entrada única passa de 3.000 ienes para 15.000 ienes, cerca de 87 euros. Já o visto de entradas múltiplas sobe de 6.000 ienes para 30.000 ienes, o equivalente a cerca de 175 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Primeira revisão desde 1978</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Esta é a primeira alteração às taxas de vistos do Japão desde 1978. O Governo japonês justifica o aumento com quase cinco décadas de inflação, alterações nas taxas de câmbio e a necessidade de aproximar os valores cobrados dos custos administrativos associados à emissão de vistos e à gestão dos procedimentos de imigração.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ministro dos Negócios Estrangeiros, Toshimitsu Motegi, afirmou que o sistema atual já não refletia o verdadeiro custo administrativo destes processos, razão pela qual o Executivo decidiu avançar com a revisão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da subida expressiva, Tóquio defende que as novas taxas continuam, em termos gerais, alinhadas com as cobradas em vários países ocidentais. Responsáveis japoneses apontam como exemplo sistemas de vistos e imigração de países como os Estados Unidos e a Alemanha, onde os valores cobrados são historicamente superiores aos praticados pelo Japão.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo não espera travão no turismo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo japonês não antecipa um impacto significativo no turismo recetivo, apesar do aumento dos custos para os visitantes que precisam de visto. O país tem registado um crescimento recorde de turistas internacionais nos últimos anos, impulsionado pela fraqueza do iene e pela forte procura global por destinos como Tóquio, Quioto e Osaka.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades acreditam que o interesse pelo Japão continuará elevado, mesmo com taxas de visto mais altas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A medida surge, contudo, integrada num pacote mais amplo de reforma da imigração. Em 29 de maio, a câmara alta do parlamento japonês aprovou revisões à Lei de Controlo da Imigração e Reconhecimento de Refugiados, dando ao Governo autoridade para aumentar várias taxas ligadas à imigração, para além dos vistos de turismo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Residência e renovações também podem ficar mais caras</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A nova legislação eleva o limite legal para alterações do estatuto de residência e renovações de vistos de 10.000 ienes, cerca de 58 euros, para 100.000 ienes, cerca de 583 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a taxa máxima permitida para pedidos de residência permanente aumenta de 10.000 ienes para 300.000 ienes, o equivalente a cerca de 1.750 euros. Os valores efetivos serão definidos posteriormente por despachos do Conselho de Ministros e através de procedimentos de consulta pública.</p>
<p class="isSelectedEnd">As propostas do Governo indicam que residentes de longa duração poderão vir a pagar entre 10.000 ienes e 70.000 ienes, ou seja, entre cerca de 58 euros e 408 euros, consoante a duração da renovação do estatuto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já quem pedir residência permanente poderá enfrentar uma taxa de 200.000 ienes, cerca de 1.167 euros, um aumento expressivo face aos atuais 10.000 ienes. Estas alterações deverão ser aplicadas até ao final do ano fiscal de 2026, em 31 de março de 2027.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Japão quer financiar gestão da população estrangeira</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades japonesas afirmam que as receitas adicionais vão ajudar a financiar a gestão da crescente população estrangeira no país. O número de residentes estrangeiros atingiu um recorde de 4,13 milhões no final de 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Governo, os serviços de imigração precisam de mais pessoal, tecnologia e infraestruturas para responder ao aumento da procura. Parte do novo financiamento deverá também apoiar programas de ensino da língua japonesa para residentes estrangeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Executivo pretende ainda reforçar as medidas contra a permanência ilegal e melhorar os sistemas utilizados para acompanhar o estatuto de imigração e tratar dos pedidos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Novo sistema eletrónico para viajantes isentos de visto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A reforma inclui ainda a criação de um novo programa de autorização de viagem em linha, designado Sistema Eletrónico de Autorização de Viagem do Japão, ou JESTA.</p>
<p class="isSelectedEnd">Semelhante a sistemas já utilizados em países como os Estados Unidos e o Reino Unido, o JESTA exigirá que viajantes provenientes de países isentos de visto forneçam informações antes da partida. O lançamento está previsto para o ano fiscal de 2028.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao abrigo deste sistema, viajantes de 74 países e territórios com isenção de visto terão de indicar, antes do embarque, dados como identidade, motivo da viagem e destino.</p>
<p>As autoridades japonesas irão cruzar essas informações com bases de dados de imigração e registos criminais. Viajantes considerados de alto risco de permanência ilegal poderão ver recusada a autorização para embarcar em aviões ou navios com destino ao Japão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783126]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>UE aperta regras às importações de aço: quotas mais baixas e tarifa de 50% entram em vigor esta quarta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 07:20:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[aço]]></category>
		<category><![CDATA[União europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[Medida substitui o mecanismo de salvaguarda do aço da União Europeia e cria um novo sistema de quotas tarifárias, com limites mais reduzidos à importação sem tarifas e uma taxa mais elevada para produtos que excedam esses contingentes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As novas regras europeias para proteger o setor do aço entram esta quarta-feira em aplicação, num momento em que Bruxelas procura responder aos efeitos da sobrecapacidade global e garantir a viabilidade de uma indústria considerada estratégica para a economia europeia.</p>
<p>A medida substitui o mecanismo de salvaguarda do aço da União Europeia e cria um novo sistema de quotas tarifárias, com limites mais reduzidos à importação sem tarifas e uma taxa mais elevada para produtos que excedam esses contingentes.</p>
<p>Segundo a Comissão Europeia, o objetivo é proteger a indústria siderúrgica europeia de distorções no mercado internacional, provocadas pelo excesso de produção a nível global, sem cortar de forma abrupta o acesso de fornecedores externos ao mercado europeu.</p>
<p>No âmbito das novas regras, Bruxelas publicou o regulamento de execução que define a distribuição das quotas tarifárias pelos parceiros comerciais da União Europeia. A metodologia, segundo a Comissão, assenta em critérios claros e pretende garantir previsibilidade aos exportadores de países terceiros, ao mesmo tempo que preserva alguma diversidade de fornecimento para as empresas europeias que utilizam aço nos seus processos produtivos.</p>
<p>O novo regime fixa a quota anual de importações isentas de tarifa em 18,3 milhões de toneladas. Acima desse limite, será aplicada uma tarifa de 50% a 26 categorias de produtos de aço importados para a União Europeia.</p>
<p>Metade da quota anual fica reservada exclusivamente a parceiros comerciais com acordos de comércio livre com a UE. A outra metade ficará disponível para todos os parceiros comerciais, sem discriminação, incluindo também países com acordos preferenciais.</p>
<p>A Comissão Europeia sublinha que procurou minimizar o impacto das novas regras sobre os parceiros com acordos de comércio livre, sem comprometer a eficácia da medida. Estes parceiros representam cerca de 80% das importações de aço da União Europeia.</p>
<p>Com esta distribuição, os países com acordos comerciais preferenciais deverão manter uma fatia de acesso ao mercado europeu superior à redução média de 47% prevista pelo novo regulamento do aço.</p>
<p>Bruxelas afirma ter procurado responder às preocupações levantadas pelos parceiros comerciais através de contactos no quadro da Organização Mundial do Comércio, ao abrigo das negociações previstas no artigo XXVIII do GATT. Segundo a Comissão, um número significativo de parceiros aceitou provisoriamente as quotas atribuídas.</p>
<p>As novas regras entram em vigor através de um procedimento de urgência, devido à necessidade de distribuir quotas a partir desta quarta-feira. Os Estados-membros terão agora 14 dias para votar o regulamento de execução adotado pelo Colégio de Comissários.</p>
<p>Este regulamento ficará em vigor por um período máximo de seis meses. Antes do final do ano, será novamente submetido ao comité competente dos Estados-membros, seguindo o procedimento normal de comitologia.</p>
<p>A Comissão Europeia continuará também a negociar com parceiros comerciais na Organização Mundial do Comércio, no âmbito do processo em curso ao abrigo do artigo XXVIII do GATT.</p>
<p>Além das quotas e da tarifa fora do contingente, o novo regime introduz uma obrigação de rastreabilidade na cadeia de abastecimento do aço. As empresas terão de indicar onde ocorreu a fase de “melt &#038; pour”, ou seja, o momento em que o aço é fundido e vertido durante o processo de produção.</p>
<p>Bruxelas considera que esta exigência permitirá aumentar a transparência sobre a origem real do aço importado e dificultar práticas destinadas a contornar as regras comerciais europeias.</p>
<p>A Comissão defende que a medida permitirá restaurar condições de concorrência mais justas num mercado afetado por distorções associadas ao excesso de capacidade global. O objetivo passa também por defender empregos na produção europeia de aço e dar às siderúrgicas margem económica para investir em processos mais limpos e inovadores.</p>
<p>O setor do aço tem sido identificado por Bruxelas como uma área central para a competitividade industrial europeia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou esta indústria como um motor essencial da prosperidade europeia.</p>
<p>O tema foi também incluído no Competitiveness Compass da União Europeia, adotado em janeiro de 2025, que identificou o aço e os metais como áreas prioritárias de ação. Em março de 2025, o Plano de Ação para o Aço e os Metais já previa uma nova medida comercial para substituir a salvaguarda existente.</p>
<p>A salvaguarda europeia sobre determinados produtos de aço tinha sido introduzida em julho de 2018, numa altura em que a UE procurava evitar danos económicos para os produtores europeus causados pelo desvio de comércio e pelo aumento das importações.</p>
<p>Com o novo regime, Bruxelas tenta equilibrar vários interesses: proteger produtores europeus, garantir matéria-prima às indústrias que usam aço, manter relações comerciais com parceiros externos e cumprir as obrigações internacionais da União Europeia.</p>
<p>A aplicação das novas regras abre uma fase decisiva para a indústria siderúrgica europeia, num contexto de forte pressão competitiva, custos elevados de energia, necessidade de descarbonização e concorrência global marcada por excesso de produção.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783733]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A partir de hoje, as regras mudam para as frotas de transporte: o que está em causa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 07:15:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mudança resulta do Pacote da Mobilidade I da União Europeia e obriga estes operadores a utilizarem tacógrafos inteligentes de segunda geração.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-vzmvzk" class="brxe-block"></div>
<div id="brxe-ueiyjj" class="brxe-block">
<div id="brxe-titetb" class="brxe-post-content">
<p>As empresas de transporte que operam veículos entre 2,5 e 3,5 toneladas em rotas transfronteiriças vão passar a estar sujeitas a novas obrigações europeias a partir de hoje, dia 1 de julho de 2026. A mudança resulta do Pacote da Mobilidade I da União Europeia e obriga estes operadores a utilizarem tacógrafos inteligentes de segunda geração, aproximando parte das regras aplicadas aos veículos comerciais ligeiros das exigências já conhecidas no transporte pesado.</p>
<p>A alteração, enquadrada pelo Regulamento (UE) 2020/1054, não se limita à instalação do equipamento. Os motoristas destes veículos terão também de cumprir as regras relativas aos tempos de condução, pausas e períodos de descanso, de acordo com o Regulamento n.º 561/2006. Além disso, deverão utilizar cartão digital de motorista e estar preparados para apresentar os registos da sua atividade em caso de inspeção rodoviária.</p>
<p>As autoridades poderão verificar os registos referentes aos últimos 56 dias. Do lado das empresas, passa a ser necessário descarregar regularmente os dados dos tacógrafos, armazená-los de forma segura, analisar os registos e acompanhar o desempenho dos motoristas, num contexto em que a gestão da conformidade legal ganha peso nas operações diárias.</p>
<p><strong>Tacógrafo deixa de ser apenas uma obrigação legal</strong></p>
<p>A Eurowag defende que esta nova geração de tacógrafos inteligentes está a transformar a forma como os operadores de transporte gerem dados, inspeções e operações diárias. O dispositivo deixa de funcionar apenas como ferramenta de registo e passa a assumir um papel mais relevante na gestão de rotas, controlo dos tempos de trabalho, planeamento operacional e administração salarial.</p>
<p>A empresa disponibiliza uma solução que permite descarregar, analisar e utilizar automaticamente os dados dos tacógrafos, ajudando os transportadores a cumprir as obrigações legais e, ao mesmo tempo, a tornar a gestão de frotas mais eficiente. O objetivo é reduzir encargos administrativos e transformar uma exigência regulamentar numa ferramenta prática de otimização do negócio.</p>
<p>“Os dados são descarregados automaticamente e à distância, sem necessidade de ligação manual em depósito. Os dados do tacógrafo ajudam a garantir o cumprimento dos horários de trabalho, eliminam a incerteza relativamente ao tempo de condução disponível e facilitam a execução das operações de acordo com o planeado”, afirma Łukasz Maśka, Product Manager da Eurowag.</p>
<p><strong>Gestão integrada para reduzir custos e ganhar eficiência</strong></p>
<p>Os tacógrafos digitais fazem parte da Eurowag Office, solução que cria um ecossistema integrado onde os dados operacionais ficam reunidos num único local. A informação proveniente do tacógrafo é integrada num sistema de análise do tempo de trabalho, permitindo apoiar o planeamento, verificar o cumprimento dos horários, preparar operações futuras e prever a utilização da frota.</p>
<p>Segundo a Eurowag, esta abordagem permite aos transportadores assegurar o cumprimento integral da regulamentação e, ao mesmo tempo, ganhar margem de eficiência operacional. A empresa aponta como vantagens a redução do tempo de resposta a mudanças, a otimização de custos e o aumento da rentabilidade das operações de transporte.</p>
<p>A partir de hoje, a conformidade passa assim a ser uma exigência mais ampla para operadores que até agora estavam fora de algumas destas obrigações. Para muitas empresas com veículos comerciais ligeiros em transporte internacional, o tacógrafo inteligente de segunda geração deixa de ser uma opção tecnológica e passa a ser uma peça central da gestão diária da frota.</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783135]]></sapo:autor>
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		<title>Postos de Emergência Médica: apoio aos bombeiros sobe 23% a partir de hoje</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 07:10:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Entra esta quarta-feira em vigor a atualização do subsídio mensal fixo atribuído aos corpos de bombeiros por cada Posto de Emergência Médica ao serviço do Sistema Integrado de Emergência Médica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Entra esta quarta-feira em vigor a atualização do subsídio mensal fixo atribuído aos corpos de bombeiros por cada Posto de Emergência Médica ao serviço do Sistema Integrado de Emergência Médica.</p>
<p class="isSelectedEnd">A partir de hoje, o valor pago por cada Posto de Emergência Médica passa dos atuais 8.760 euros para 10.800 euros, o que representa um aumento de 23%. Na prática, trata-se de um reforço de 2.040 euros por mês por cada posto em funcionamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os restantes subsídios previstos nos protocolos estabelecidos com o Instituto Nacional de Emergência Médica serão atualizados de acordo com a inflação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Bombeiros asseguram cerca de 90% da resposta operacional</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os corpos de bombeiros desempenham um papel central no Sistema Integrado de Emergência Médica, assegurando cerca de 90% da resposta operacional em emergência médica pré-hospitalar e no socorro às populações.</p>
<p class="isSelectedEnd">A articulação entre o INEM e os bombeiros é considerada essencial para garantir uma cobertura nacional eficaz, assente na proximidade territorial e numa capacidade de resposta permanente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, o INEM conta com 520 Postos de Emergência Médica em funcionamento. Estes postos estão integrados em corpos de bombeiros e também em estruturas da Cruz Vermelha Portuguesa, garantindo resposta de proximidade às populações em todo o território nacional.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Reforço acompanha aumento da pressão sobre os meios de socorro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O aumento da procura dos serviços de emergência médica e a pressão crescente sobre os meios de socorro justificam, segundo a informação divulgada, um reforço continuado do financiamento atribuído aos bombeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd">O subsídio mensal fixo por cada Posto de Emergência Médica tinha sido atualizado em 2025 para 8.760 euros, depois de em 2024 se situar nos 6.690 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa primeira atualização representou um aumento superior a 31%. Com a subida agora aplicada para 10.800 euros mensais, o reforço acumulado nos últimos dois anos ultrapassa os 54%.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo sublinha que esta atualização faz parte de uma valorização progressiva dos apoios aos corpos de bombeiros, num contexto em que estes continuam a ser uma peça essencial da resposta nacional em emergência médica pré-hospitalar.</p>
<p>Com a entrada em vigor da nova atualização, cada Posto de Emergência Médica passa a receber mais 2.040 euros por mês, reforçando o financiamento das estruturas que garantem grande parte da resposta operacional do sistema.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783753]]></sapo:autor>
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		<title>CTT alertam consumidores: Encomendas internacionais podem ficar mais difíceis de levantar com novas regras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 07:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os CTT alertam para “uma maior complexidade no processo de desalfandegamento” a partir de hoje.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-vzmvzk" class="brxe-block">
<div id="brxe-okauic" class="brxe-post-excerpt">
<p>Os CTT alertam hoje para “uma maior complexidade no processo de desalfandegamento” devido ao facto de a partir de hoje também as encomendas até 150 euros que entrem na União Europeia passarem a pagar direitos aduaneiros.</p>
</div>
</div>
<div id="brxe-ueiyjj" class="brxe-block">
<div id="brxe-titetb" class="brxe-post-content">
<p>A União Europeia (UE) aplicou um direito aduaneiro fixo de três euros, e os CTT recomendam que se verifique, em encomendas feitas fora do bloco comunitário, se o valor dos direitos aduaneiros e o IVA estão incluídos no valor.</p>
<p>“Se não estiverem incluídos, ao custo dos direitos aduaneiros e do IVA acresce, em Portugal, o custo dos serviços de desalfandegamento dos CTT”, lê-se em comunicado.</p>
<p>“Os envios entre particulares de caráter não comercial (ofertas) mantêm a isenção, de pagamento de IVA e direitos aduaneiros, até 45 euros”, lê-se na mesma nota.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782273]]></sapo:autor>
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		<title>Irlanda assume presidência da UE e está focada em fechar orçamento plurianual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:55:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Presidência do Conselho da União Europeia (UE) é exercida em regime rotativo pelos Estados-Membros por períodos de seis meses. Durante cada semestre, a Presidência dirige as reuniões a todos os níveis do Conselho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<header class="article-head fbg-container">
<div class="article-head-tools">A Irlanda assume hoje presidência semestral do Conselho da UE e pretende concluir, até final de 2026, as negociações para o próximo orçamento plurianual da União Europeia, priorizando ainda avanços no alargamento comunitário.</div>
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<div class="fbg-row">
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<div class="article-body-content">
<p>“O trabalho da União exige uma base financeira sólida. Facilitar um acordo atempado sobre o orçamento da União para 2028-2034, através de um novo Quadro Financeiro Plurianual [QFP] que permita à UE enfrentar os desafios do futuro ao mesmo tempo que apoia políticas fundamentais já existentes — como a Política Agrícola Comum e a política de Coesão —, será uma prioridade transversal da presidência irlandesa”, refere Dublin no seu programa semestral.</p>
<p>Sob o mote “a força está na união”, a Irlanda promete que a sua presidência, que decorre de 1 de julho a 31 de dezembro de 2026, “será marcada pela ação e pela concretização de resultados”, numa altura crucial para as negociações entre países (no Conselho) e eurodeputados (no Parlamento) sobre o próximo orçamento plurianual. “A presidência irlandesa trabalhará de forma intensiva e ambiciosa para que os líderes da União Europeia possam tomar, em 2026, as decisões necessárias relativamente ao QFP para o período de 2028 a 2034”, assegura.</p>
<p>Em julho de 2025, a Comissão Europeia propôs um novo orçamento da UE a longo prazo, para 2028-2034 de dois biliões de euros, acima dos 1,2 biliões do atual quadro, que inclui mais contribuições nacionais e três novos impostos. Contudo, o Parlamento Europeu quer um orçamento mais ambicioso, defendendo contribuições nacionais equivalentes a 1,27% do rendimento nacional bruto (RNB) da UE, face aos 1,15% propostos pela Comissão Europeia, sem incluir os encargos associados ao reembolso da dívida dos Planos de Recuperação e Resiliência (0,11% do RNB). Ao todo, e mesmo sem incluir tais juros, o QFP proposto pelo Parlamento Europeu ronda os 2,014 biliões, o que se compara aos dois biliões propostos pelo executivo comunitário incluindo o reembolso da dívida, estando em causa um aumento de cerca de 10%.</p>
<p>A atual presidência do Conselho da UE, ocupada neste primeiro semestre por Chipre, apresentará nos próximos dias a sua proposta de negociação — um documento preliminar com os principais elementos políticos e financeiros —, que será discutida no Conselho Europeu da próxima semana. Depois, os colegisladores (eurodeputados e países) vão trabalhar nos documentos técnicos e nos processos negociais com vista a um acordo até final do ano.</p>
<p>Nesta que é a oitava vez que a Irlanda assume a presidência rotativa do Conselho, pretende ainda dar “continuidade a uma agenda ambiciosa, centrada nos temas fundamentais da competitividade, dos valores e da segurança”, de acordo com o programa. Face a um “contexto global instável e com desafios profundos”, Dublin quer uma UE “a agir de forma determinada” em questões como o alargamento comunitário.</p>
<p>“O alargamento constitui um investimento geoestratégico na paz, segurança, estabilidade e prosperidade do continente europeu. A presidência irlandesa trabalhará em estreita colaboração com todos os países candidatos e potenciais candidatos, apoiando-os no seu percurso rumo à adesão à União Europeia, em conformidade com o princípio do mérito individual”, refere o programa semestral.</p>
<p>A Irlanda quer, em concreto, impulsionar a adesão de Montenegro, avanço das negociações com a Ucrânia, Moldávia e Albânia, e promover os benefícios do alargamento face à desinformação externa. O alargamento da UE é o processo de entrada de novos países no bloco comunitário, após cumprirem os critérios políticos e económicos exigidos.</p>
<p>Membro da UE desde 1973 e situada no noroeste da Europa, a Irlanda sucede a Chipre (primeiro semestre de 2026) na presidência rotativa do Conselho e será seguida pela Lituânia (primeiro semestre de 2027).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783734]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Brasil e São Tomé e Príncipe concorrem a sítios do Património Mundial &#8211; UNESCO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:52:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Brasil e São Tomé e Príncipe estão entre os países de língua oficial portuguesa que concorrem a sítios do Património Mundial da UNESCO, cujo comité se reunirá para decidir, em Busan, Coreia do Sul, de 20 a 29 de julho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Brasil e São Tomé e Príncipe estão entre os países de língua oficial portuguesa que concorrem a sítios do Património Mundial da UNESCO, cujo comité se reunirá para decidir, em Busan, Coreia do Sul, de 20 a 29 de julho.</P><br />
<P>O Brasil concorre à lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), na categoria Sítios Culturais, com os &#8220;Teatros da Amazónia&#8221;.</P><br />
<P>Na mesma categoria, São Tomé e Príncipe concorre com &#8220;As roças de São Tomé e Príncipe: Sistema colonial agrícola e migração forçada&#8221;. </P><br />
<P>Segundo a UNESCO, na 48.ª sessão do Comité do Património Mundial será examinada, entre outras questões, a inscrição de 30 novos sítios na lista do Património Mundial, assim como propostas relativas a três sítios já inscritos. Além disso, refere a UNESCO, &#8220;será avaliado o estado de conservação de 147 sítios já incluídos nesta lista&#8221;.</P><br />
<P>Na sua candidatura, o Brasil invoca que tanto o teatro Amazonas (teatro do Amazonas) como o teatro da Paz, construídos no final do século XIX e que estão localizados na Amazónia brasileira, nas cidades de Manaus e Belém, respetivamente, &#8220;são monumentos importantes situados nos dois maiores centros urbanos da região, símbolos do &#8216;boom&#8217; económico alcançado&#8221; e representado por um modelo de civilização europeia &#8220;reproduzido nos trópicos devido ao ciclo da borracha na América do Sul&#8221;.</P><br />
<P>Os responsáveis da candidatura brasileira referem que, em termos de autenticidade, &#8220;os teatros da Amazónia preservam, até aos dias de hoje, as suas características tipológicas e morfológicas referentes ao final do século XIX e início do século XX, mantendo ainda a sua posição de destaque na área urbana em que se encontram. Além disso, a profusão de elementos decorativos integrados e sumptuosos contribui para a magnificência de ambos os edifícios, podendo-se perceber o efeito deslumbrante que provocam&#8221;.</P><br />
<P>Por seu turno, São Tomé e Príncipe invoca, na sua candidatura, denominada &#8220;As roças de São Tomé e Príncipe: Sistema colonial agrícola e migração forçada&#8221;, que o período de implantação das roças no país começou com a introdução da monocultura do cacau e do café no século XIX. </P><br />
<P>Segundo a candidatura, esse período surgiu como um centro de produção agrícola histórico colonial, &#8220;semelhante ao sistema feudal, cujo processo de produção se realizava através do trabalho forçado, onde a mão-de-obra provinha de vários países da costa africana, nomeadamente Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, Benim, Congo e Serra Leoa&#8221;.</P><br />
<P>Para os responsáveis da candidatura são-tomense, a &#8220;roça&#8221;, que atingiu o seu auge no final do século XIX e início do século XX, refere-se a um sistema agrário e social de propriedade rural, marcado pela monocultura do cacau e do café. </P><br />
<P>Em termos de autenticidade, &#8220;em Sundy, Monte Café, Agua-lzé, as infraestruturas urbanas, arquitetónicas e sociais têm atributos como hospitais, creches, escolas, igrejas e infraestruturas recreativas que não foram recriadas ou recentemente construídas&#8221;. </P><br />
<P>Na lista das propostas de inscrição que serão analisadas na Coreia do Sul, Portugal concorre na categoria sítio cultural com as &#8220;Fortalezas bastiônicas da Raia&#8221;. </P><br />
<P>Também nessa categoria, concorrem, além de São Tomé e Príncipe, mais dois países africanos: a República Democrática do Congo, com o &#8220;Parque Nacional de Garamba&#8221;, e as Comores, com &#8220;As medinas dos Sultanatos históricos das Comores&#8221;. </P><br />
<P>Na categoria sítios naturais, o Sudão do Sul candidata-se com a &#8220;Paisagem Migratória Boma-Badingilo&#8221;. </P><br />
<P>Até à data, o Comité do Património Mundial inscreveu 1.248 sítios em 170 países na lista do Património Mundial. </P><br />
<P>Segundo a UNESCO, a classificação como Património Mundial permite reconhecer e proteger sítios de valor universal excecional &#8212; sejam eles naturais, culturais ou mistos &#8211; e &#8220;compromete os Estados membros a preservar estes locais emblemáticos&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783956]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Federação apela à dádiva de sangue e lembra que alguns níveis estão abaixo do desejável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:49:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) apelou hoje à dádiva, lembrando que no verão é sempre mais baixa e que os níveis de alguns tipos de sangue já estão "abaixo do desejável".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) apelou hoje à dádiva, lembrando que no verão é sempre mais baixa e que os níveis de alguns tipos de sangue já estão &#8220;abaixo do desejável&#8221;.</P><br />
<P>No comunicado em que lança a campanha de verão, a federação refere que os últimos dados de reservas mostram que as de alguns hospitais estão &#8220;próximo dos limites mínimos de segurança&#8221; e que todos os anos são necessárias entre 1.000 e 1.100 unidades de sangue para responder às necessidades.</P><br />
<P>Os dados divulgados pela FEPODABES indicam que a necessidade de doação imediata para as reservas do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) do tipo de sangue A+ e AB-.</P><br />
<P>Para o sangue B- e O+ o IPST tem reservas para um ou dois dias e para o sangue A-, B+ e O- tem para três a cinco dias.</P><br />
<P>A reserva nacional (nos hospitais) tem níveis normais e, por regiões, apenas no Algarve a reserva de sangue A+ tem margem para três a cinco dias.</P><br />
<P>Em Portugal, as reservas de sangue funcionam através de um sistema centralizado e gerido pelo IPST, que assegura a colheita, processamento e distribuição para os hospitais.</P><br />
<P>O presidente da federação, Alberto Mota, citado no comunicado, recorda que ter as reservas próximas dos limites de segurança pode dificultar a realização de transfusões, cirurgias e tratamentos indispensáveis para milhares de doentes.</P><br />
<P>Adianta que nos últimos anos se tem registado uma diminuição das dádivas de sangue, uma situação que representa &#8220;um desafio crescente&#8221; para os serviços de saúde e lembra que garantir reservas adequadas &#8220;é uma responsabilidade coletiva&#8221; e um gesto que pode salvar vidas.</P><br />
<P>&#8220;A dádiva de sangue é um gesto simples, seguro e solidário&#8221;, sublinha a FEPODABES, apelando a todos que, antes de partirem para férias, ou até mesmo durante o período de descanso, reservem uns minutos para doar sangue.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783955]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Tóquio fecha com Nikkei a ganhar 0,59%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-toquio-fecha-com-nikkei-a-ganhar-059/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:47:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio fechou hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a subir 0,59% para 70.474,96 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio fechou hoje em alta, com o principal índice, o Nikkei, a subir 0,59% para 70.474,96 pontos.</P><br />
<P>O segundo indicador, o Topix, também encerrou a sessão a ganhar 0,42% para 4.011,5 pontos.</P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783954]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>António José Seguro reúne-se esta quarta-feira em Paris com Macron</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República, António José Seguro, reúne-se esta quarta-feira em Paris com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para um almoço de trabalho, no âmbito de uma curta visita à capital francesa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da República, António José Seguro, reúne-se esta quarta-feira em Paris com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para um almoço de trabalho, no âmbito de uma curta visita à capital francesa.</p>
<p>O encontro entre António José Seguro e Emmanuel Macron está agendado para as 13:15 locais (12:15 de Lisboa) no Palácio do Eliseu, a residência oficial do Presidente da República francês, em Paris.</p>
<p>Este encontro com Emmanuel Macron esteve previsto para o início de maio &#8212; e seria a segunda deslocação de António José Seguro ao estrangeiro &#8211;, mas foi adiado por impossibilidade de conciliar a agenda dos dois presidentes, informou na altura fonte oficial da Presidência da República.</p>
<p>Após este almoço de trabalho, no qual não estão previstas declarações à imprensa, Seguro irá encontrar-se às 16:00 (15:00 de Lisboa) com cerca de duas dezenas de empresários portugueses na residência da embaixada de Portugal em Paris.</p>
<p>Esta será a sétima visita ao estrangeiro de António José Seguro enquanto chefe de Estado.</p>
<p>Cerca de mês e meio depois de ter tomado posse como Presidente da República, em 09 de março, António José Seguro deslocou-se a Madrid, onde foi recebido pelo Rei de Espanha, Felipe VI, e pelo chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez.</p>
<p>Depois, no início de maio, esteve em Itália, para uma cerimónia comemorativa do 50.º aniversário do Instituto Universitário Europeu, em Florença, e reuniu-se em Roma com o Presidente Sergio Mattarella.</p>
<p>No início de junho, esteve no Luxemburgo, numa visita oficial para comemorar o Dia de Portugal, com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante a qual foi recebido pelos grão-duques Guilherme V e Stéphanie.</p>
<p>A meio de junho, António José Seguro voltou a Itália, para participar no 19.º Encontro da Cotec Europa, em Veneza, onde esteve novamente com o Presidente italiano e com o Rei de Espanha.</p>
<p>Na semana passada esteve em Miami, nos Estados Unidos, onde assistiu ao jogo da seleção portuguesa de futebol contra a Colômbia, e entre hoje e quarta-feira está em Barcelona, onde irá marcar presença na cerimónia de entrega da Medalha de Ouro da União Internacional dos Arquitetos 2026 ao arquiteto Eduardo Souto Moura.</p>
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		<title>Conflito em Myanmar fez mais de 100 mil mortos desde golpe de Estado há cinco anos &#8211; ONG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:37:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais de 100 mil pessoas foram mortas desde o início da guerra civil em Myanmar (antiga Birmânia), na sequência de um golpe de Estado militar em 2021, informou hoje uma organização especializada no acompanhamento de conflitos armados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de 100 mil pessoas foram mortas desde o início da guerra civil em Myanmar (antiga Birmânia), na sequência de um golpe de Estado militar em 2021, informou hoje uma organização especializada no acompanhamento de conflitos armados.</P><br />
<P>Há cinco anos, o exército pôs fim a uma década de experiência democrática neste país do Sudeste Asiático, derrubando o Governo eleito de Aung San Suu Kyi e detendo a vencedora do Prémio Nobel da Paz.</P><br />
<P>As manifestações contra o golpe foram então reprimidas pelas forças de segurança, mas os ativistas pró-democracia abandonaram as cidades para combater a junta militar ao lado de movimentos armados de minorias étnicas há muito hostis ao poder central.</P><br />
<P>De acordo com os dados mais recentes da ONG norte-americana Acled (Armed Conflict Location and Event Data), que regista os incidentes relatados pelos meios de comunicação social, os confrontos causaram um total de 100.114 mortos em todos os lados envolvidos no conflito.</P><br />
<P>Não existe um balanço oficial e as estimativas variam consideravelmente, mas os analistas consideram este o conflito mais mortífero atualmente em curso na Ásia.</P><br />
<P>O líder dos militares golpistas, general Min Aung Hlaing, assumiu recentemente a Presidência do país na sequência de um processo eleitoral que foi qualificado no estrangeiro como uma manobra para prolongar o regime militar sob uma aparência de poder civil.</P><br />
<P>Segundo a ONU, mais de 3,7 milhões de pessoas estão deslocadas no interior do país e mais de uma em cada cinco pessoas encontra-se em situação de insegurança alimentar.</P><br />
<P>A maior cidade birmanesa, Rangum, vive uma relativa normalidade, mas a violência pode manifestar-se sob a forma de assassinatos esporádicos. Outras regiões são bombardeadas diariamente por ataques aéreos levados a cabo por aviões militares fornecidos pela Rússia e pela China.</P><br />
<P>A ACLED identificou mais de 1.200 grupos armados distintos nesta guerra civil, classificando-a como &#8220;o conflito mais fragmentado do mundo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O conflito espalhou-se por todo o país&#8221;, comentou Sun Mon Thant, analista da ACLED. &#8220;Estamos a assistir a mais massacres. O exército tem como alvo escolas, clínicas, prisões&#8230;&#8221;, continuou.</P><br />
<P>A dinâmica geográfica do conflito oscilou ao longo dos últimos cinco anos. Uma ofensiva conjunta de vários grupos rebeldes permitiu-lhes alcançar avanços espetaculares no final de 2023, aproximando-se de Mandalay, a segunda maior cidade do país.</P><br />
<P>Mas a situação voltou a inclinar-se a favor do exército no ano passado, segundo os analistas, depois de a China ter dado o apoio à liderança militar em Rangum e promovido a assinatura de tréguas com dois dos mais poderosos grupos armados étnicos.</P><br />
<P>O Estado-Maior birmanês instituiu, em fevereiro de 2024, o serviço militar obrigatório para reforçar as suas fileiras, recrutando à força cerca de 50 mil civis.</P><br />
<P>A guerra afetou indiretamente os países vizinhos, para onde fugiram muitos refugiados, acolhidos em campos na Tailândia e no Bangladesh.</P><br />
<P>Segundo observadores, grupos armados de todos os quadrantes financiam os esforços de guerra graças aos lucros do tráfico de drogas, como a heroína e a metanfetamina.</P><br />
<P>As zonas fronteiriças, com controlo reduzido, tornaram-se, além disso, um foco de centros de burlas online, que operam frequentemente a partir de complexos fortificados guardados por milícias.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783953]]></sapo:autor>
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		<title>Amália chega esta quarta-feira: Governo apresenta modelo português de inteligência artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:30:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O modelo, anunciado por Luís Montenegro durante a Web Summit, em novembro de 2024, era aguardado há vários meses.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A versão final do Amália, o modelo português de inteligência artificial, será apresentada esta quarta-feira e depois disponibilizada a várias entidades da Administração Pública. O lançamento foi confirmado pelo gabinete do primeiro-ministro, em nota enviada às redações.</p>
<p>O modelo, anunciado por Luís Montenegro durante a Web Summit, em novembro de 2024, era aguardado há vários meses. A apresentação chegou a estar prevista para junho, depois de o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, ter afirmado que o projeto tinha alcançado “resultados muito positivos”, mas acabou por passar para o primeiro dia de julho.</p>
<p>O Amália, sigla de Assistente Multimodal Automático de Linguagem com Inteligência Artificial, é um modelo de linguagem em grande escala, ou LLM, capaz de processar, compreender e gerar texto em linguagem natural a partir de grandes volumes de dados. Segundo o Governo, trata-se do primeiro modelo deste tipo desenvolvido especificamente para o português de Portugal.</p>
<p>A ambição declarada pelo Executivo é criar uma tecnologia com maior rigor na língua e na cultura portuguesas, reduzindo a dependência de modelos estrangeiros e abrindo caminho à sua utilização por todos os países da lusofonia.</p>
<p>Após o lançamento, o Amália ficará disponível em regime de código aberto. Segundo o gabinete do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, todos os modelos, dados e código produzidos serão disponibilizados em open source, permitindo que pessoas, empresas, universidades, centros de investigação e entidades públicas possam reutilizar, melhorar e desenvolver novas aplicações a partir desta infraestrutura.</p>
<p>Apesar de ser apresentado muitas vezes como uma espécie de “ChatGPT português”, o Amália não deverá funcionar como uma aplicação pública de conversa semelhante às plataformas comerciais já existentes. O projeto não prevê, nesta fase, uma aplicação “tipo chatbot” aberta ao público em geral.</p>
<p>Em vez disso, o modelo será disponibilizado como uma base tecnológica aberta, destinada a ser integrada em soluções desenvolvidas por entidades públicas, empresas, universidades ou investigadores.</p>
<p>Numa primeira fase, o Amália será disponibilizado a várias áreas da Administração Pública, incluindo educação, defesa, cultura, saúde e atendimento ao cidadão. Entre os projetos já identificados estão um assistente para visitas virtuais a museus e monumentos portugueses, uma ferramenta de apoio ao planeamento de aulas para professores, um assistente digital de atendimento ao cidadão e uma solução de apoio a operações e decisões críticas na Marinha.</p>
<p>A versão de testes do primeiro modelo de linguagem português de código aberto foi concluída em setembro de 2025, com entrega à Fundação para a Ciência e a Tecnologia. O modelo foi também apresentado no Brasil, no início de abril, durante o congresso PROPOR, dedicado ao processamento computacional da língua portuguesa. Segundo o Ministério da Reforma do Estado, a apresentação foi bem recebida pela comunidade científica lusófona e internacional.</p>
<p>O projeto representa um investimento inicial de 5,5 milhões de euros, financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência. Deste valor, 2,475 milhões de euros foram atribuídos à Universidade Nova de Lisboa e 1 milhão de euros ao Instituto Superior Técnico.</p>
<p>As universidades do Porto, Minho e Coimbra recebem 375 mil euros cada, enquanto 900 mil euros serão executados diretamente pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. A estes montantes juntam-se sinergias com investimentos já feitos em Portugal, nomeadamente nos supercomputadores Deucalion e Mare Nostrum 5.</p>
<p>Embora seja apresentado como um modelo português de inteligência artificial, o Amália não foi desenvolvido integralmente de raiz. O projeto partiu de uma base tecnológica europeia já existente, o EuroLLM-9B, que foi depois reforçada pelas equipas portuguesas.</p>
<p>Segundo o Governo, o trabalho incluiu o reforço do pré-treino com mais dados em português europeu, o aumento da capacidade e do contexto do modelo, o afinamento com novos conjuntos de dados em português e o desenvolvimento de mecanismos de segurança, avaliação e otimização de desempenho. O modelo foi ainda adaptado para suportar texto e imagem, assumindo uma dimensão multimodal.</p>
<p>O consórcio responsável pelo desenvolvimento junta investigadores da Nova FCT, do Instituto Superior Técnico, da Universidade de Coimbra, da Universidade do Minho, da Universidade do Porto e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, envolvendo mais de 60 investigadores e alunos.</p>
<p>O financiamento da fase seguinte está assegurado até ao final de 2027, através da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado e de fundos do PRR.</p>
<p>Com o lançamento oficial, o Governo quer transformar o Amália numa infraestrutura de inteligência artificial ao serviço do Estado, da academia, das empresas e da sociedade civil, com foco no português europeu, mas com potencial de utilização e melhoria em toda a lusofonia.</p>
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		<title>Iene acentua queda face ao dólar sem intervenção das autoridades japonesas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:18:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A moeda japonesa, o iene, acentuou hoje a queda face ao dólar, sendo negociada na faixa das 162 unidades por dólar, o nível mais baixo em quatro décadas, reforçando as análises de que Tóquio tenciona tolerar a desvalorização.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A moeda japonesa, o iene, acentuou hoje a queda face ao dólar, sendo negociada na faixa das 162 unidades por dólar, o nível mais baixo em quatro décadas, reforçando as análises de que Tóquio tenciona tolerar a desvalorização.</P><br />
<P>Às 13:00, hora local (05:00 em Lisboa), o iene situava-se em 162,79 unidades por dólar, o nível mais baixo desde dezembro de 1986, continuando a queda durante as negociações na bolsa de Tóquio.</P><br />
<P>Um dos fatores que explicam a queda contínua da moeda nipónica são as expectativas de que a Reserva Federal (Fed) dos EUA opte por aumentar as taxas de juro na reunião de julho, reforçadas pela publicação, na terça-feira, de dados sobre as vagas de emprego disponíveis (inquérito Jolts) melhores do que o previsto.</P><br />
<P>As autoridades japonesas têm vindo a salientar nos últimos dias a intenção de tomar medidas &#8220;adequadas, a qualquer momento, e conforme necessário&#8221;, tal como reiterou ontem o principal porta-voz do Governo do Japão, Minoru Kihara. </P><br />
<P>Por seu lado, a ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katayama, sublinhou, depois de se ter reunido na semana passada com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que Tóquio tomará medidas no mercado cambial &#8220;sempre que for necessário&#8221;.</P><br />
<P>A ausência de medidas efetivas tem, no entanto, sido interpretada por alguns analistas como um indício de que as autoridades japonesas estão dispostas a aceitar uma maior desvalorização do iene face ao dólar.</P><br />
<P>&#8220;As autoridades japonesas reiteraram a disponibilidade para agir, caso fosse necessário, mas, uma vez que não foi tomada qualquer medida, só podemos concluir que não consideraram isso necessário», afirmou, numa análise, o diretor de estratégia de mercado da Bannockburn Capital Markets, Marc Chandler.</P><br />
<P>O Governo da primeira-ministra, Sanae Takaichi, e o Banco do Japão (BoJ) realizaram intervenções no mercado cambial entre abril e maio passados, o que provocou uma valorização da moeda japonesa de 160 unidades por dólar para 155 durante os primeiros dias de maio.</P><br />
<P>O efeito destas operações de estabilização, cujo montante ascendeu a 11,73 biliões de ienes (cerca de 63.000 milhões de euros), segundo o Ministério das Finanças japonês, foi, no entanto, reduzido, apesar de o BoJ ter aumentado, em meados de junho, as taxas de juro de referência de curto prazo para 1%, o nível mais elevado em mais de três décadas.</P></p>
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		<title>Corretora de criptoativos Binance suspende serviços na UE a partir de hoje</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:15:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 300 milhões de utilizadores vão ser afetados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<header class="entry__header">
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<div class="meta__block"></div>
</div>
</div>
<div class="social__follow">A Binance, a maior plataforma mundial de negociação de criptoativos, vai suspender parte dos serviços em vários países europeus a partir de hoje, dia 1 de julho, devido à impossibilidade de obter a tempo a autorização para operar na UE.</div>
</header>
<div class="entry__content">
<p>Segundo a agência AFP, a empresa disse que “já não está em condições de aceitar novos utilizadores e, a partir de 1 de julho de 2026, deixará de disponibilizar serviços relacionados com criptoativos em França”, de acordo com um <em>email </em>enviado aos clientes.</p>
<p>A partir dessa data, “as operações disponíveis ficarão limitadas às que permitam reduzir posições e levantar ativos”, esclarece a Binance France, acrescentando que nem ela nem “qualquer outra entidade do grupo” obterão a autorização necessária para prosseguir as suas atividades antes do prazo limite de 30 de junho.</p>
<p>“Isto não se limita à França; foram enviadas comunicações semelhantes aos utilizadores afetados noutros mercados da União Europeia”, precisou a Binance à AFP, afirmando ter fornecido aos clientes “as informações relevantes sobre a sua situação, incluindo os próximos passos e as opções disponíveis”.</p>
<p>Em vigor desde o final de 2024, o MiCA – Regulamento Europeu sobre o Mercado de Criptoativos estabelece um quadro harmonizado e impõe obrigações em matéria de proteção dos investidores, bem como de combate ao branqueamento de capitais, às entidades que exercem atividades relacionadas com criptoativos na União Europeia.</p>
<p>As empresas abrangidas são obrigadas a obter uma licença junto da autoridade reguladora de um Estado-membro até 30 de junho, sob pena de terem de organizar a cessação das suas atividades na União Europeia. Contudo, a maioria não conseguirá cumprir esse prazo ou nem sequer solicitou a respetiva autorização.</p>
<p>“A Binance retirou o seu pedido de licença MiCA na Grécia e solicitará autorização noutro Estado-membro da União Europeia”, anunciou a plataforma num comunicado divulgado na quarta-feira, sem especificar qual o país escolhido. O grupo afirmou ter tomado esta “decisão prudente” devido à “ausência de uma decisão formal” por parte das autoridades, numa altura em que o prazo limite se aproxima rapidamente.</p>
<p>Em França, continua em curso uma investigação à Binance, suspeita de não ter cumprido as suas obrigações de controlo da origem dos fundos dos clientes. O antigo presidente executivo da Binance, Changpeng Zhao, que foi condenado nos Estados Unidos em abril de 2024 por violação da legislação de combate ao branqueamento de capitais, foi amnistiado em outubro pelo Presidente norte-americano Donald Trump.</p>
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		<title>Elétrica moçambicana aponta manifestações e ciclones como fatores de pressão em 2025</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:12:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Eletricidade de Moçambique (EDM) admite que as manifestações pós-eleitorais impactaram receitas da empresa em 2025, pela destruição de infraestruturas produtivas, o mesmo acontecendo pelas consequências dos ciclones e outras intempéries na rede elétrica nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Eletricidade de Moçambique (EDM) admite que as manifestações pós-eleitorais impactaram receitas da empresa em 2025, pela destruição de infraestruturas produtivas, o mesmo acontecendo pelas consequências dos ciclones e outras intempéries na rede elétrica nacional.</P><br />
<P>No relatório e contas de 2025, consultado hoje pela Lusa, a empresa pública reconhece que o contexto que se seguiu às eleições gerais de outubro de 2024 &#8212; nomeadamente mais de cinco meses de violência, com 400 mortos e destruição de património público e privado &#8211; teve reflexos diretos na atividade, referindo que &#8220;impactaram receitas, causaram destruição de infraestruturas produtivas, cancelamento de clientes, redução de potências contratadas&#8221;.</P><br />
<P>A EDM acrescenta que as manifestações &#8212; que só cessaram após março de 2025 &#8211; e os atos de vandalismo tiveram &#8220;impacto direto na receita e atividade industrial&#8221;, incluindo &#8220;cancelamento&#8221; por clientes e &#8220;redução&#8221; do consumo de média tensão, segmento normalmente associado às empresas e ao setor produtivo.</P><br />
<P>Estes constrangimentos ocorreram num ano em que as receitas de vendas e prestação de serviços diminuíram para 58.730 milhões de meticais (775,3 milhões de euros), face aos 59.610 milhões de meticais (786,9 milhões de euros) registados em 2024. As vendas de energia recuaram para 52.820 milhões de meticais (697,3 milhões de euros), contra 53.240 milhões de meticais (702,8 milhões de euros) no exercício anterior.</P><br />
<P>As receitas provenientes de consumidores de alta e média tensão caíram para 7.710 milhões de meticais (101,8 milhões de euros), abaixo dos 8.120 milhões de meticais (107,2 milhões de euros) em 2024, tendência que a empresa associa à retração da atividade económica e industrial.</P><br />
<P>Paralelamente, a EDM reporta &#8220;intervenções de emergência para reposição de sistemas elétricos danificados por ciclones e outras intempéries&#8221;, realizadas em diferentes pontos da rede nacional.</P><br />
<P>A empresa refere igualmente a necessidade de reposição de infraestruturas e equipamentos, destacando a aquisição de materiais destinados à reparação de avarias, restabelecimento do fornecimento de energia e expansão das redes de distribuição. </P><br />
<P>Segundo o relatório, os fornecimentos e serviços de terceiros foram pressionados por despesas ligadas a intervenções de emergência, transporte de materiais, reforço de atividades de segurança e vigilância e ações associadas à recuperação da rede elétrica.</P><br />
<P>Além dos efeitos das manifestações e das intempéries, a EDM enfrentou limitações adicionais resultantes do défice hidrológico. A empresa assinala que as exportações de energia diminuíram porque &#8220;fatores hidrológicos limitaram geração interna&#8221; e reduziram a disponibilidade de eletricidade para venda aos mercados da África Austral.</P><br />
<P>As exportações de energia totalizaram 13.490 milhões de meticais (178 milhões de euros) em 2025, abaixo dos 15.300 milhões de meticais (202 milhões de euros) registados em 2024, uma queda de 11,8%.</P><br />
<P>O relatório refere ainda que a receita de vendas e exportações foi &#8220;impactada por retração industrial, eventos pós-eleitorais e abrandamento económico&#8221;, ao mesmo tempo que a indisponibilidade da Central Térmica de Maputo condicionou parte da produção própria baseada em gás natural.</P></p>
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		<title>Xi apresenta China como &#8220;construtora da paz&#8221; e defensora da ordem internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:12:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Presidente chinês e secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCC), Xi Jinping, afirmou hoje que a China é "construtora da paz mundial", "contribuinte para o desenvolvimento global" e "defensora da ordem internacional".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente chinês e secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCC), Xi Jinping, afirmou hoje que a China é &#8220;construtora da paz mundial&#8221;, &#8220;contribuinte para o desenvolvimento global&#8221; e &#8220;defensora da ordem internacional&#8221;.</P><br />
<P>No discurso que assinalou o 105.º aniversário do Partido Comunista Chinês, no Grande Palácio do Povo, em Pequim, Xi afirmou que o PCC &#8220;esteve sempre do lado certo da História e do progresso da civilização humana&#8221; e sustentou que a &#8220;modernização chinesa&#8221; ampliou as vias de desenvolvimento para os países do Sul Global.</P><br />
<P>A declaração foi feita durante uma cerimónia marcada pela centralização do poder em torno de Xi, pela campanha de disciplina interna e pelas tensões entre Pequim, o Ocidente e Taiwan, território autogovernado cuja &#8220;reunificação&#8221; a China define como prioridade, sem excluir o recurso à força.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783950]]></sapo:autor>
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		<title>Lucros da elétrica moçambicana caíram 16% para 95,4 ME em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:10:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Os lucros da Eletricidade de Moçambique (EDM) caíram 16% em 2025, para 7.230 milhões de meticais (95,4 milhões de euros), influenciado pela quebra nas exportações de energia, segundo o relatório e contas, consultado hoje pela Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os lucros da Eletricidade de Moçambique (EDM) caíram 16% em 2025, para 7.230 milhões de meticais (95,4 milhões de euros), influenciado pela quebra nas exportações de energia, segundo o relatório e contas, consultado hoje pela Lusa.</P><br />
<P>De acordo com o documento, esse resultado líquido compara com os 8.619 milhões de meticais (113,8 milhões de euros) registados em 2024, enquanto as receitas de vendas e prestação de serviços totalizaram 58.726 milhões de meticais (775,3 milhões de euros), uma redução de 1,5% face ao exercício anterior.</P><br />
<P>&#8220;Os resultados de 2025 demonstram a resiliência da EDM perante um ambiente adverso. Apesar da redução dos lucros, conseguimos manter uma forte geração de caixa, avançar com projetos estruturantes para o setor elétrico e assegurar a continuidade do fornecimento de energia em todo o país&#8221;, afirma a administração da empresa pública, citada no relatório e contas.</P><br />
<P>As vendas de energia continuaram a representar a principal fonte de rendimento, ascendendo a 52.819 milhões de meticais (697,3 milhões de euros) em 2025.</P><br />
<P>A empresa atribui parte da pressão sobre os resultados à redução de 11,8% das exportações de energia, que totalizaram 13.485 milhões de meticais (178 milhões de euros), influenciadas pelo défice de energia disponível para venda ao exterior, num contexto de seca no país.</P><br />
<P>O ativo total da EDM situou-se em 289.806 milhões de meticais (3,83 mil milhões de euros) em 2025, enquanto o capital próprio recuou para 124.304 milhões de meticais (1,64 mil milhões de euros) e o passivo total aumentou para 165.502 milhões de meticais (2,18 mil milhões de euros).</P><br />
<P>A carteira de clientes líquidos aumentou para 7.665 milhões de meticais (101,2 milhões de euros), ao mesmo tempo que a imparidade acumulada sobre créditos caiu para 2.786 milhões de meticais (36,8 milhões de euros), contra 4.543 milhões de meticais (60 milhões de euros) em 2024.</P><br />
<P>A empresa mantinha em 2025 investimentos em curso avaliados em 69.587 milhões de meticais (918,6 milhões de euros), destacando-se os projetos da interligação Moçambique-Maláui e da linha de transporte Chimuara-Nacala, ambos superiores a 12.659 milhões de meticais (167 milhões de euros).</P><br />
<P>A EDM terminou 2025 com 4.350 trabalhadores, mais 277 do que no ano anterior, e responsabilidades com o fundo de pensões avaliadas em 6.657 milhões de meticais (87,9 milhões de euros).</P><br />
<P>Nas contas, os auditores assinalam, contudo, que continua pendente a formalização legal do aumento de capital de 45.525 milhões de meticais (600,9 milhões de euros) da EDM, autorizado pelo Estado em 2021.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783949]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Chuva dá esperança a socorristas mexicanos depois das 72 horas &#8216;críticas&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:10:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** André Campos Ferrão, jornalista em serviço para a Lusa***</P><br />
<P> </P><br />
<P>Catia La Mar, Venezuela, 01 jul 2026 (Lusa) &#8212; A chuva na madrugada de terça-feira deu alento aos socorristas que seis dias após os sismos que devastaram Catia La Mar procuram sobreviventes, já que a desidratação é o principal problema depois das 72 horas &#8216;críticas&#8217;.</P><br />
<P>Alejandro Méndez tem 45 anos, é natural da Cidade do México, e nos últimos 22 trabalhou como socorrista. A vocação e &#8220;o exemplo&#8221; vêm da família: &#8220;o meu tio é o &#8216;El Chino&#8217; e desde criança que ouvia as suas histórias, considero que isto é uma herança de família.&#8221;</P><br />
<P>Hector Méndez, conhecido como &#8220;El Chino&#8221; ou o &#8220;Topo Mayor&#8221;, é o socorrista mais famoso do México e foi o criador da brigada dos Topos Aztecas, uma equipa de voluntários especializados em resgates de vítimas de terramotos. O grupo foi criado depois do sismo de 1985 que dizimou a Cidade do México e, desde então, os Topos participaram em todas as operações depois dos sismos mais devastadores, incluindo na Turquia e na Síria, em 2023.</P><br />
<P>Falar dos Topos em Catia La Mar dá esperança à população. A Lusa ouviu de vários moradores que os Topos &#8220;são os melhores&#8221; nestas operações e &#8220;conseguem tudo a partir do bolso deles&#8221;, uma vez que as viagens e o equipamento são comprados com donativos e o próprio dinheiro dos elementos da brigada.</P><br />
<P>Seguindo o caminho trilhado pelo tio, Alejandro Méndez, que conversou com a Lusa sentado à sombra de uma tenda, para descansar &#8220;uns minutos&#8221;, seguiu com mais seis socorristas mexicanos para La Guaira um dia depois dos sismos de 24 de junho.</P><br />
<P>&#8220;Sabíamos que aqui era onde tínhamos de estar&#8221;, disse Alejandro, considerando que a situação é dramática, mas há semelhanças com outras catástrofes: &#8220;Nestas circunstâncias, há sempre muita desorganização, é inevitável.&#8221;</P><br />
<P>Mas o socorrista acrescentou que é preciso compreender as pessoas e ser paciente: &#8220;Não podemos esquecer que estas pessoas perderam familiares, não têm cabeça para pensar em mais nada, só os querem encontrar. E a parte mais importante da nossa ajuda é tentar chegar a todos os lados.&#8221;</P><br />
<P>Sobre as operações de resgate em La Guaira, o &#8216;chilango&#8217; (expressão utilizada para descrever os cidadãos da Cidade do México) considerou que &#8220;o pior é o calor, dificulta muito as operações&#8221;.</P><br />
<P>Passaram seis dias desde que a Venezuela foi sacudida por dois terramotos em menos de dois minutos: o primeiro com uma magnitude de 7,2 na escala de Richter, o segundo de 7,5, de acordo com a informação agregada de vários serviços de monitorização geológica.</P><br />
<P>Depois das 72 horas iniciais, o chamado &#8216;período crítico&#8217;, a probabilidade de encontrar pessoas com vida diminui drasticamente. </P><br />
<P>Mas a experiência dá lugar à esperança, segundo Alejandro Méndez.</P><br />
<P>&#8220;De acordo com a minha experiência, acho que ainda há possibilidades de encontrar pessoas. Ontem à noite [madrugada de terça-feira] houve uma tempestade e choveu muito. Isso é bom porque refresca as pessoas que podem estar soterradas, muitas pessoas morrem de desidratação e isto pode ajudar&#8221;, explicou o socorrista, enquanto vai limpando o suor no rosto que se mistura com o pó que impregna o ar.</P><br />
<P>Infelizmente, em Catia La Mar este grupo de socorristas ainda não encontrou pessoas com vida. O terreno é de difícil acesso, parte dos edifícios que ruíram estão construídos no areal, pelo que uma réplica ou até um movimento em falso pode piorar uma missão de resgate.</P><br />
<P>O tempo urge, mas é preciso saber que &#8216;chão se vai pisar&#8217;.</P><br />
<P>&#8220;Precisamos de controlar as emoções, não deixámos de ser humanos, mas aqui temos de ser o mais profissionais possível, a vida das pessoas depende disso&#8221;, advogou Alejandro.</P><br />
<P>Não têm data de regresso ao México, vão ficar em Catia La Mar &#8220;até que já não haja mais por onde ajudar&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Viemos pelos nossos próprios meios, conseguimos comprar um &#8216;drone&#8217; com câmaras térmicas e isso está a ajudar também&#8221;, revelou.</P><br />
<P>Alejandro Méndez diz que ninguém estorva: &#8220;Quantos mais vierem, melhor, há sempre coisas para fazer, aqui todas as mãos contam.&#8221;</P><br />
<P>A pausa foi curta, Alejandro e a equipa apressaram-se. &#8220;Vamos começar a cobrir aquela área, ali ainda não foi nenhuma equipa, oxalá tenhamos sorte&#8221;, disse, apontando para o que outrora foi uma área residencial.</P><br />
<P>A equipa recolhe o equipamento, tomam um último gole de água, guardam as garrafas, pegam em tudo e seguem, entre os escombros rumo a mais uma missão, esperando que desta vez o resultado seja razão para sorrir. </P></p>
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