O presidente do BCP disse hoje, em conferência de imprensa, que o banco não tem lucros excessivos ou inesperados pois resultam do capital investido e do trabalho que vem sendo feito.
“No BCP não há lucros excessivos nem inesperados. Nem excessivos para o enorme capital investido pelos acionistas, nem inesperados pois todos estes lucros foram resultado dos trabalhadores do banco e da estratégia”, disse Miguel Maya aos jornalistas.
O BCP divulgou hoje lucros de 305,8 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 25,6% do que nos primeiros três meses de 2025.
Sobre um possível imposto sobre a banca (após o adicional de solidariedade ter sido anulado pelo Tribunal Constitucional e ter sido devolvido aos bancos pelo Estado) – que o Governo disse há meses que está a estudar mas sem novidades entretanto -, o presidente executivo do BCP afirmou não conhecer o que se passará nessa matéria mas advertiu que é importante que não venha distorcer a concorrência.
Quanto à Fosun poder deixar de ser acionista do BCP, respondeu Miguel Maya que vem ouvindo recorrentemente essa possibilidade e que “até hoje os acionistas estão cá”, acrescentando que ainda hoje ouviu palavras de apreço desses acionistas à evolução do banco.
“Sobre estratégias acionistas respondem os acionistas. Se estou preocpuado com o tema? Não”, declarou.
Miguel Maya falou ainda do contexto “desafiante” da economia (decorrente da situação internacional), mas disse acreditar que o BCP irá cumprir o plano estratégico.
“Estamos confiantes na capacidade de gerar negócios e resultados”, disse.
Miguel Maya é presidente do BCP desde 2018. Na quinta-feira realiza-se a assembleia-geral anual de acionistas na qual o gestor deverá ser reconduzido no cargo mais quatro anos (até 2029).
O BCP tem como principais acionistas o grupo chinês Fosun, com 20,03%, e a petrolífera Sonangol, com 19,49%.
O banco tem uma grande dispersão de ações. Hoje, na bolsa de Lisboa, as ações do BCP subiram 3,49% para 92 cêntimos.




