Nível do mar vai subir até 2050 mais do que nos últimos 100 anos, alerta NASA

Previsão de um estudo de organizações americanas aponta para uma subida de 30 centímetros nos próximos 30 anos

Francisco Laranjeira

A NASA e outras agências governamentais americanas deixaram o aviso: o nível do mar vai subir até 30 centímetros até 2050 – tanto quanto nos últimos 100 anos, segundo previsões da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), num relatório apresentado na última terça-feira. O estudo prevê um aumento “profundo” na frequência de inundações costeiras, mesmo na ausência de tempestades ou chuvas fortes, à medida que o nível do mar vá subindo até aos 30 centímetros, em média, nos próximos 30 anos.

Em Portugal, se quiser compreender os impactos de uma subida do nível do oceano em 30 centímetros, pode experimentar este site.

Este novo relatório inclui “as projeções de aumento do nível do mar mais atualizadas e de longo prazo para todos os Estados Unidos e territórios”, segundo apontou o administrador da NOAA Rich Spinrad, acrescentando que “o que estamos a relatar é histórico.”

“A ciência é muito clara”, garantiu o administrador da NASA, Bill Nelson, “e isso significa que já passou da hora de agir para enfrentar essa crise climática”. “A ciência dos últimos 20 anos resolveu a questão do comportamento humano que está a impulsionar essa mudança climática”, apontou. “É importante ressalvar que este relatório apoia estudos anteriores e confirmou o que já sabíamos desde o início. O nível do mar continua a subir a um ritmo muito alarmante e está a pôr em perigo comunidades em todo o mundo”, frisou.

“As mudanças climáticas estão a causar o aumento do nível do mar, o aquecimento da temperatura da superfície do oceano e o aumento da humidade na atmosfera. E todos estes fatores estão a levar a tempestades mais intensas e destrutivas”, acrescentou Nelson.

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“Ao longo da próxima década, a NASA vai montar cinco grandes observatórios, para nos dar precisão do que está a acontecer com a atmosfera, com o gelo, com as massas de terra e com as águas”, reforçou Nelson.

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