“Ninguém tem ideia do que vai acontecer a seguir”: funcionários do Credit Suisse temem pelos empregos

Com sede em Zurique, o Credit Suisse tem grande presença na Europa. De acordo com o ‘Financial Times’, o banco tem cerca de 16 mil funcionários na Suíça e mais de 5 mil funcionários em Londres. Como resultado, o acordo de domingo abalou o setor bancário na Europa e os funcionários estão agora a lutar por respostas

Francisco Laranjeira

Ao fim de 167 anos, o futuro do Credit Suisse está agora nas mãos do seu rival suíço, o UBS. Este domingo, o UBS concordou em comprar o banco por mais de 3 mil milhões de euros, num acordo intermediado por reguladores suíços.

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Colm Kelleher, presidente do UBS, chamou a aquisição de “um resgate de emergência”. Num período turbulento para o sector bancário global, a aquisição do banco suíço, que opera em cerca de 50 países e emprga mais de 45 mil pessoas, vai afetar funcionários em todo o mundo e criar pânico no setor bancário.

Com sede em Zurique, o Credit Suisse tem grande presença na Europa. De acordo com o ‘Financial Times’, o banco tem cerca de 16 mil funcionários na Suíça e mais de 5 mil funcionários em Londres. Como resultado, o acordo de domingo abalou o setor bancário na Europa e os funcionários estão agora a lutar por respostas.

Um headhunter baseado na Europa garantiu, em declarações ao ‘Insider0, que “ouviu que houve algumas lágrimas” de veteranos do Credit Suisse sobre a perspetiva de aquisição do banco. Parece que os funcionários comuns não foram os únicos que ficaram chateados.

Os membros do conselho de administração do Credit Suisse pareciam “absolutamente destruídos” numa videochamada realizada esta segunda-feira, na qual tentaram tranquilizar a equipa sobre o acordo de aquisição do banco.

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O CEO do Credit Suisse, Ulrich Korner, garantiu que o conselho do banco trabalhou “dia e noite” no fim de semana no negócio: no entanto, fontes contactadas pelo jornal garantiram que Korner estava “muito pessimista e parecia exausto”. “A vibração era muito ‘isso é muito apressado, ninguém tem ideia do que acontece a seguir, basicamente depende do UBS’.”

Na videochamada, os funcionários foram solicitados a manter o foco nos clientes, apoiar uns aos outros, o que provavelmente seria “difícil” nos próximos seis meses, e conduzir os negócios normalmente enquanto era implementado um plano de transição.

Os funcionários também foram informados de que não havia ameaça imediata aos empregos mas o plano de transição incluiria mudanças nos recursos: as contratações seriam interrompidas, exceto em funções críticas de substituição.

O UBS deixou claro que não queria realmente adquirir o Credit Suisse, com o presidente do UBS, Colm Kelleher, a frisar aos analistas, este domingo, que “é um dia histórico na Suíça e, francamente, esperávamos que não viesse”.

Banco UBS compra Credit Suisse

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