A Nestlé, proprietária das marcas ‘Nescafé’ e da ‘Nespresso’, anunciou que o seu café vai ficar mais caro em 2022, de forma a reagir às crises nas cadeias de abastecimento e ao aumento de custos na aquisição de matérias-primas. Antes do café foi a vez do leite da maior marca alimentar do mundo ver o seu preço subir em vários mercados.
“Em 2021 fomos obrigados a aumentar os preços dos lacticínios e dos produtos parra animais de estimação, para o ano é de esperar um aumento no preço do café”, avisou o CFO da empresa François Xavier Roger, durante uma apresentação, para vários analistas.
“Este aumento dos preços está relacionado com produtos específicos que foram atingidos pela inflação e que aumentaram os custos operacionais”, justificou François Xavier Roger.
Um relatório da Fitch Solutions já tinha avisado que os preços do café podem permanecer “relativamente altos” até 2022 devido à limitação da oferta e impacto da pandemia nos principais produtores mundiais, Brasil, Vietnam e Colômbia.
Ondas de geada e seca na América do Sul e um enorme surto de Covid-19 no Vietnam estão a afetar o preço do café. De acordo com a ‘CNBC’, o Vienam é atualmente o segundo maior exportador de café do mundo, e está a lutar contra o pior surto de Covid-19 desde o início da pandemia.
O confinamento e as limitações impostas no país estão a afetar as exportações de café e outros produtos.
“Em agosto, as exportações de café vietnamita caíram 8,7% em relação a julho, para 111.697 toneladas, informou a Reuters, citando dados alfandegários. Entre janeiro e agosto, o Vietnam exportou 1,1 milhão de toneladas de café – 6,4% a menos que no ano anterior, mas a receita das exportações de café cresceu 2%, para cerca de dois mil milhões de dólares, disse a agência de notícias”, pode ler-se na ‘CNBC’.
Já no Brasil e na Colômbia, foi o mau tempo que afetou as colheiras e, com o aparecimento da variante Mu do vírus, pode ser possível a imposição de restrições prolongadas, levando a que a escassez de mão de obra piore a produção, revela a Fitch Solutions.
No entanto, o mesmo relatório revela que é possível que a procura aumente na Europa e Estados Unidos aumente nos próximos meses, já que o levantamento das restrições da Covid-19 deve permitir a reabertura das empresas produtoras de café.













