Neste país não há PIB. O índice que mede a riqueza é a…felicidade

Felicidade Interna Bruta (FIB). Esta expressão foi usada, pela primeira vez, pelo rei do Butão, Jigme Singye Wangchuck, no seu discurso de coroação em 1972. Anos em tarde, em 2005, o Governo deste pequeno país no meio dos Himalaias, com um saldo de carbono negativo, instituiu-o como indicador para medir a prosperidade através dos valores que considera essenciais: o bem-estar e a felicidade.

O FIB, explica o primeiro-ministro do Butão, Lotay Tshering, à “CNN”, significa que «não colocamos o interesse pessoal à frente do interesse nacional». «Traduz apenas a felicidade, diz-nos o quanto controlamos das nossas vidas e desejos, para não termos ciúmes dos outros e sermos felizes com o que temos, a ser empáticos e uma sociedade onde as pessoas são mais felizes a partilhar». «Nós, no Butão, somos únicos; a nossa democracia é muito, muito única, no sentido em que todos estamos fortemente alicerçados nos nossos valores nacionais», salienta.

O Centro de Estudos do Butão é responsável pela administração das pesquisas de FIB do país, onde são avaliadas nove áreas-chave: bem-estar psicológico, saúde, uso do tempo, educação, cultura, governança, ecologia, vitalidade das comunidades e condições de vida.

Num estudo realizado em 2015, junto de sete mil butaneses, concluiu-se que o bem-estar psicológico da população regista um dos piores desempenhos na percepção da população. Isso mesmo. O Butão não é o país mais feliz do mundo. Na verdade, ocupa o 95.º lugar no Relatório Mundial da Felicidade de 2019, que avalia 156 países. E muito disso tem a ver com o facto de ser um país onde os seus habitantes trabalham na sua grande maioria na agricultura.

Com uma das democracias mais jovens do mundo, o Butão parou no tempo. A televisão só foi introduzida em 1999 e o único semáforo do país fica em Thimphu, capital do Butão.

Médico urologista, Tshering chegou ao poder com maioria absoluta no ano passado, com um discurso centrado nas questões sociais de resolução imediata. «Não creio que sejamos o país mais feliz», prossegue, sublinhando que pretende «estabelecer um estado onde as sociedades tenham todas as condições necessárias. Ou seja, não apenas os aspectos económicos, como também o meio ambiente intacto, o acesso à saúde e à educação, gratuitos no país, e assim por diante».

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