‘NeoCov’: Há uma nova variante da Covid-19 com alta taxa de mortalidade, alertam cientistas chineses

A nova variante aparenta ser mais contagiosa e possivelmente mais mortal, ainda que sejam necessários mais estudos.

Simone Silva

Um grupo de cientistas chineses, de Wuhan, publicou um estudo de alerta sobre uma nova variante chamada NeoCoV, que aparenta ser mais contagiosa e possivelmente mais mortal.

“O estudo levanta uma potencial ameaça à segurança humana, com uma elevada taxa de mortalidade e de transmissão”, revelam os autores.

Os cientistas esclareceram que a NeoCov está relacionada com a síndrome respiratória do Médio Oriente ou MERS-coronavírus. “O vírus foi descoberto em morcegos na África do Sul e atualmente está a espalhar-se apenas entre os animais”, revelam.

No entanto, o estudo – publicado no site bioRxiv e que ainda não foi revisto por pares  – descobriu que o NeoCoV e o seu familiar próximo, PDF-2180-CoV, podem usar alguns tipos de enzimas conversoras para entrar no organismo humano.

De acordo com os investigadores, “apenas uma simples mutação é suficiente para que o vírus seja capaz de se infiltrar nas células humanas”, apesar de isso ainda não ter acontecido, até à data.

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A equipa de investigação descobriu ainda que a NeoCoV carrega uma combinação da taxa de mortalidade potencialmente alta do CoV e do MERS (em que um em cada três infetados morre) com a alta taxa de transmissão do atual coronavírus SARS-CoV-2.

O que diz a OMS?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que esta nova variante ainda precisa de ser estudada, de forma a avaliar se representa uma ameaça para os seres humanos.

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Em declarações à agência de notícias russa, Tass, fonte do organismo esclareceu que para saber “se o vírus detetado no estudo representa ou não um risco para os humanos, são necessários mais estudos”.

“Os animais, particularmente os selvagens, são a fonte de mais de 75% de todas as doenças infeciosas emergentes em humanos, muitas das quais são causadas por novos vírus”, sublinhou.

O organismo disse ainda que “os coronavírus são frequentemente encontrados em animais, inclusive em morcegos que foram identificados como um reservatório natural de muitos desses vírus”.

A OMS está ciente da nova descoberta dos cientistas de Wuhan e está em contacto com a Organização Mundial de Saúde Animal, a Organização para Alimentação e Agricultura para monitorizar a situação.

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