Um grupo de cientistas chineses, de Wuhan, publicou um estudo de alerta sobre uma nova variante chamada NeoCoV, que aparenta ser mais contagiosa e possivelmente mais mortal.
“O estudo levanta uma potencial ameaça à segurança humana, com uma elevada taxa de mortalidade e de transmissão”, revelam os autores.
Os cientistas esclareceram que a NeoCov está relacionada com a síndrome respiratória do Médio Oriente ou MERS-coronavírus. “O vírus foi descoberto em morcegos na África do Sul e atualmente está a espalhar-se apenas entre os animais”, revelam.
No entanto, o estudo – publicado no site bioRxiv e que ainda não foi revisto por pares – descobriu que o NeoCoV e o seu familiar próximo, PDF-2180-CoV, podem usar alguns tipos de enzimas conversoras para entrar no organismo humano.
De acordo com os investigadores, “apenas uma simples mutação é suficiente para que o vírus seja capaz de se infiltrar nas células humanas”, apesar de isso ainda não ter acontecido, até à data.
A equipa de investigação descobriu ainda que a NeoCoV carrega uma combinação da taxa de mortalidade potencialmente alta do CoV e do MERS (em que um em cada três infetados morre) com a alta taxa de transmissão do atual coronavírus SARS-CoV-2.
O que diz a OMS?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que esta nova variante ainda precisa de ser estudada, de forma a avaliar se representa uma ameaça para os seres humanos.
Em declarações à agência de notícias russa, Tass, fonte do organismo esclareceu que para saber “se o vírus detetado no estudo representa ou não um risco para os humanos, são necessários mais estudos”.
“Os animais, particularmente os selvagens, são a fonte de mais de 75% de todas as doenças infeciosas emergentes em humanos, muitas das quais são causadas por novos vírus”, sublinhou.
O organismo disse ainda que “os coronavírus são frequentemente encontrados em animais, inclusive em morcegos que foram identificados como um reservatório natural de muitos desses vírus”.
A OMS está ciente da nova descoberta dos cientistas de Wuhan e está em contacto com a Organização Mundial de Saúde Animal, a Organização para Alimentação e Agricultura para monitorizar a situação.




