Empresas dedicadas ao fornecimento de matérias-primas como soja, borracha ou gado podem perder 53 mil milhões de dólares graças à desflorestação, a menos que contribuam para o combate a este problema ambiental. A conclusão é de um inquérito realizado pela CDP junto de mais de 500 negócios a nível global, que resultou na identificação de vários riscos.
Condições climatéricas adversas, alterações nas preferências dos consumidores e impactos reputacionais são algumas das ameaças que estas empresas enfrentam. O estudo, reportado pela Bloomberg, indica ainda que seria preciso um investimento de 6,6 mil milhões de dólares ao longo dos próximos anos para resolver estes problemas e minimizar os riscos associados a empresas cujos negócios estão de alguma forma ligados ao setor agrícola e às florestas.
«A destruição das florestas vitais do mundo representa riscos enormes para o clima, para a natureza, para a economia e também aumenta o risco de futuras pandemias», alerta Sareh Forouzesh, associate director da organização sem fins lucrativos londrina. De acordo com a responsável da CDP, há, no entanto, provas que mostram que é possível fornecer matérias-primas de forma mais sustentável.
Segundo a Bloomberg, há cada vez mais empresas a divulgar a sua pegada de carbono e a implementar medidas para reduzir a emissão de gases, mas a preocupação com a deflorestação tem ficado para segundo (ou último) plano.
Entre as 553 empresas inquiridas pela CDP, apenas 1% apresenta aquilo que a organização considera serem as melhores práticas para lidar com a desflorestação, embora seja claro algum progresso.














