Navios russos estavam próximos do local quando, no ano passado, ocorreram explosões nos gasodutos Nordstream no Mar Báltico, revela um novo documentário dinamarquês, norueguês, sueco e finlandês.
Os dois gasodutos, que levam gás da Rússia para a Europa, foram atingido por explosões subaquáticas e seriamente danificados em setembro do ano passado.
Surgiram várias teorias, umas alegando autossabotagem da Rússia, para fazer subir os preços do gás, e outros apontando para que as explosões tivessem sido causadas pela Ucrânia ou pelos seus aliados ocidentais.
O que realmente aconteceu permanece um mistério, mas o último episódio da série documental ‘Putin’s Shadow War’ (A Guerra das Sombras de Putin), é alegado que houve movimentos suspeitos de navios russos antes das explosões.
O trabalho televisivo, produzido pelos emissores nórdicos, não sustenta que Moscovo esteve por de trás das explosões, mas questiona a atividade questionável da frota russa.
è alegado que “navios-fantasma’ russos, incluindo uma embarcação de investigação, um rebocador e um terceiro navio estiveram perto da zona da explosão durante várias horas e, no caso de uma das embarcações, até mesmo um dia inteiro.
De acordo com o relatado, todos os barcos tinham os sistemas de comunicações e transmissão de informações desligados, ainda que os seus movimentos possam ser rastreados com comunicações de rádio que foram intercetadas.
É um ex-oficial da Marinha inglesa que conseguiu identificar o paradeiro dos três barcos, na altura das explosões, que ocorreram em zona económica sueca e dinamarquesa, através de informações de código aberto intercetadas e comunicações de rádio feitas pelas embarcações.
A fonte explica que o navio de investigação, o Sibiryakov, é capaz de fazer vigilância subaquática e mapeamento, pelo que teria também capacidade para lançar um pequeno veículo no mar, que poderia ter carga explosiva.
“Usámos imagens de satélite e outras fontes para verificar as posições apuradas através de mensagens via rádio. Estamos confiantes de que esses navios estavam na área [no momento da explosão] e as horas em que lá estavam”, assegura Håvard Gulldahl, repórter de investigação que trabalhou no documentário, em declarações à Euronews.
O jornalista assinala que “não foi possível concluir se estiveram ou não relacionados com as explosões”, indicando que “futuros relatórios poderão trazer mais respostas”.
Tanto a Suécia como a Dinamarca, após investigação preliminar, afirmam que as explosões foram deliberadamente causadas, não tendo ainda identificado o responsável. As investigações ao caso continua, também por parte da Alemanha.
As explosões causaram uma enorme fuga de gás, que emitiu gases de efeitos de estuda, estimadas em 500 toneladas de metano por hora, substância que está na origem das mudanças climáticas.



