A sede da NATO, em Bruxelas, recebe esta manhã uma reunião dos ministros da Defesa dos aliados, que se reúnem sob a presidência do secretário-geral da aliança atlântica, Mark Rutte: Portugal está representado pelo embaixador de Portugal na NATO, Paulo Vizeu Pinheiro.
Esta terça-feira, o secretário-geral da NATO defendeu que os países europeus da organização devem gastar “muito mais” na sua defesa, fazendo eco das exigências urgentes nesse sentido do presidente americano, Donald Trump.
“Precisamos de fazer muito mais para ter o que precisamos para a dissuasão e defesa para que o fardo seja partilhado de forma mais justa”, disse Rutte, antes de uma reunião na NATO com o novo secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que realizou a sua primeira visita à sede da Aliança e que já tinha defendido a mesma ideia.
“Estamos confiantes agora. A nossa dissuasão e defesa são fortes agora, mas não daqui a quatro ou cinco anos, se não tomarmos algumas decisões difíceis este ano. Os [aliados] que ainda não estão nos 2%, por favor, cheguem a esse valor antes do verão”, pediu o secretário-geral da NATO.
Numa recente declaração no Fórum Económico Mundial em Davos, Trump voltou a pedir aos aliados europeus para que elevem as suas despesas militares para 5% do Produto Interno Bruto (PIB), mais do dobro do atual objetivo de 2%.
Esta nova meta proposta por Trump representa um aumento significativo em relação ao compromisso atual.
Atualmente, apenas 23 dos 32 membros da NATO aceitaram cumprir o objetivo de 2% em 2024, com a Polónia a liderar os gastos em termos de percentagem do PIB, com 4,12%58.
A exigência de Trump surge num momento de crescente tensão geopolítica, com a guerra na Ucrânia a sublinhar a importância da segurança europeia.
Anteriormente, Mark Rutte, embora não apoie explicitamente a proposta de Trump, já tinha dado sinais de que o objetivo de 2% poderá não ser suficiente para enfrentar os desafios de segurança atuais.






