Vai decorrer, esta quarta e quinta-feira, em Bruxelas, uma reunião de dois dias dos ministros da Defesa da NATO, que vai contar com a presença de Helena Carreiras, em representação de Portugal, e o secretário-geral da aliança atlântica, Jens Stoltenberg.
O responsável norueguês, em conferência de imprensa esta 3ª feira, já levantou o véu sobre a possibilidade de serem enviados mais sistemas de defesa aérea para a Ucrânia. Apesar de “a NATO não ser parte do conflito”, tem estado a prestar apoio “com um papel fundamental” para defesa da soberania da Ucrânia, assegurando que tal suporte se vai manter “durante o tempo que for necessário”.
“Estamos em conjunto com os aliados NATO a ponderar o envio de sistemas de defesa mais sofisticados de modo a melhorar a defesa aérea da Ucrânia”, disse o secretário-geral. “Temos de estar preparados para qualquer eventualidade e é esse um dos temas que vamos discutir na reunião com os ministros da defesa dos aliados NATO”, acrescentou.
Em cima da mesa também estarão os exercícios militares previstos para a próxima semana, “Steadfast Noon”, que poderão incluir armas nucleares. “Este é um exercício de rotina que acontece todos os anos”, reconheceu Stoltenberg, reforçando que a NATO vai defender todos os aliados e que a dissuasão nuclear “é segura e eficaz”.
“O presidente Putin está a falhar na Ucrânia e a sua tentativa de anexação [das regiões separatistas], a mobilização parcial [de reservistas] e a retórica nuclear imprudente representam a escalada mais significativa desde o início da guerra e revelam que ele sabe que esta guerra não está a decorrer como planeado”, disse o responsável da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).








