O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse esta quarta-feira que a aliança deverá reforçar as tropas ao longo do seu flanco leste, com quatro novos grupos de batalha na Bulgária, Hungria, Roménia e Eslováquia, avança a ‘CNBC’.
“Espero que os líderes europeus concordem (no Conselho que arranca amanhã) em fortalecer a postura da NATO em todos os domínios, com grandes aumentos na parte oriental da aliança em terra, no ar e no mar”, disse Stoltenberg em conferência de imprensa.
Desde a invasão da Ucrânia pelo Kremlin em 24 de fevereiro, a NATO preparou 140 mil soldados na região e mobilizou um arsenal de equipamentos militares avançados.
Os membros do serviço dos EUA e as tropas da NATO estão atualmente implementados em países membros da aliança e não estão a lutar diretamente com as forças russas dentro da Ucrânia, como acontece com as tropas portuguesas enviadas para a Roménia.
A aliança, que tem mais de 140 navios de guerra prontos e 130 aeronaves em alerta máximo, já tinha alertado Putin que um ataque a um estado membro da OTAN seria visto como um ataque a todos, desencadeando o artigo 5º do grupo, que chama os países membros para uma resposta militar.
A Ucrânia, que procura a adesão à NATO desde 2002, faz fronteira com quatro aliados: Polónia, Eslováquia, Hungria e Roménia. Atualmente, a Polónia abriga a maioria das tropas da aliança e recebeu a maior parte dos refugiados que fogem da guerra de Putin.
Stoltenberg disse ainda que o uso de armas químicas por parte da Rússia mudaria a natureza do conflito em curso na Ucrânia. “Será uma violação flagrante do direito internacional e com consequências de longo alcance”, afirmou, acrescentando que o uso de tais armas pode afetar os países da NATO.
Nesse sentido, segundo o responsável, a NATO vai fornecer em breve à Ucrânia equipamentos para proteção contra armas químicas, biológicas, radiológicas e nucleares, disse sem adiantar mais detalhes.




