A capital belga prepara-se para receber a partir desta quinta-feira três cimeiras, em simultâneo com regras de segurança reforçadas, exigidas pelos EUA, dada a presença do Presidente Joe Biden na NATO e, como convidado, no Conselho Europeu.
A cimeira da NATO e a do G7 estão agendadas para hoje, sendo que o Conselho Europeu só termina amanhã, mas, junto à embaixada dos Estados Unidos, o perímetro de segurança está montado desde quarta-feira, com ruas cortadas ao tráfego, passeios interditos a peões e mesmo parte de um parque fechada.
A agenda dos trabalhos das três cimeiras é dominada pela invasão da Ucrânia pela Rússia.
Esta quinta e sexta-feira, a vida dos residentes dentro do perímetro de segurança em Schuman – onde está sediado o Conselho – complica-se ao ponto de nem os sacos do lixo poderem ser depositados nos passeios e as janelas das casas terem de estar fechadas.
Não pode ainda haver carros, bicicletas ou trotinetas estacionadas em superfície dentro do perímetro em redor da sede do Conselho da União Europeia (UE).
Habitualmente, no trajeto da caravana que transporta o Presidente dos EUA, as pessoas têm de ir saindo dos passeios e recolhendo-se no interior de edifícios, havendo batedores da polícia belga a dar instruções nesse sentido minutos antes de os carros passarem.
Em redor do perímetro de segurança de Schuman – onde se situa também a sede da Comissão Europeia, entre outros edifícios das instituições da UE – há ainda uma zona de circulação restrita, por onde só se pode passar com uma acreditação especial.
O primeiro-ministro, António Costa, representa Portugal nas cimeiras da NATO e europeia.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou centenas de mortos e milhares de feridos entre a população civil, provocando a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,6 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.













