A NATO deve preparar-se para uma possível mudança, rápida e importante, no cenário político da Rússia, alertou esta terça-feira o presidente da Estónia, Alar Karis, enquanto a guerra de Vladimir Putin contra a Ucrânia dá sinais de vacilar dia após dias.
Qualquer indício da morte de Putin, alertou o presidente, pode criar um perigoso vácuo de poder na Rússia e pôr em perigo o maior arsenal nuclear do mundo. Karis alertou a NATO que a ameaça russa vai durar mais do que o fim da guerra na Ucrânia, exigindo uma resposta “permanente” da aliança no leste e norte da Rússia, embora tenha garantido que não é viável para o Ocidente isolar completamente a Rússia e, mesmo que leve décadas, que continua a ser importante trabalhar com Moscovo.
Em declarações à ‘Newsweek’, à margem da conferência Lennart Meri, em Tallinn, na Estónia, Karis referiu que a UE e a NATO devem entender que não pode haver regresso aos “negócios como de costume” com a Rússia, independentemente do resultado da invasão da Ucrânia.
“Não é apenas uma guerra na Ucrânia, é a nossa guerra também. E nós temos de pará-la lá”, disse Karis. “A lição mais importante, provavelmente, é que não podemos continuar depois da guerra como continuámos após a anexação da Crimeia, como se fosse continuar como sempre.”
“É claro que não podemos isolar completamente a Rússia”, apontou Karis. “Temos de encontrar formas de nos comunicar com a Rússia de maneiras diferentes e fazer alguns negócios com a Rússia. Mas leva tempo, pode até levar décadas.”













