Andreia Leite, especialista da Escola Nacional de Saúde Pública, revela, com base em estudos sobre o assunto, que os portugueses preferiram adotar medidas de proteção alternativas ao uso de máscara, durante as épocas festivas do Natal e Ano Novo.
Quase todos os inquiridos, cerca de 96%, garantiram que iam adotar medidas específicas durante a época festiva, contudo, o uso de máscara decaiu durante as festas, disse durante a reunião do Infarmed, que decorre em Lisboa.
Ainda assim, segundo a especialista, as pessoas têm tido preocupação em adotar outras medidas. A mais comum foi a realização de testes, opção de 71% dos portugueses, seguindo-se o arejamento dos espaços, a redução do grupo de pessoas e a garantia de participação apenas de vacinados.
“Tem havido uma evolução da perceção de risco e dos comportamentos de proteção”, conclui a especialista, sublinhando que esta evolução coincide com a maior incidência da doença.
Andreia Leite deixa ainda uma recomendação sobre a comunicação pública: “Isto demonstra a necessidade de mensagens sobre os comportamentos em adotar, sobretudo sobre o que fazer caso os testes sejam positivos”, alertou.





