A NASA emitiu um alerta após a ocorrência de uma forte explosão solar, ocorrida ao final do dia do último domingo. Segundo a agência espacial norte-americana, são expectáveis problemas de funcionamento nas comunicações via rádio, nas redes elétricas e nos sistemas de navegação que “são um risco para astronautas e naves” no espaço.
Uma explosão solar consiste numa projeção de energia proveniente da atmosfera volátil do Sol. Esta última erupção para qual a NASA alerta foi classificada como uma explosão X1: o ‘X’ representa que é o tipo mais forte de explosão, o número ‘1’ indica o menor número possível de explosões a chegar ao nível X de intensidade.
O alerta da NASA foi partilhado pelo administrador-sénior da agência, Thomas Zurguchen, que mostrou também uma imagem do fenómeno, captada pelo Observatório de Dinâmicas Solares da NASA.
The Sun emitted a strong solar flare that peaked on Oct. 2, 2022, at 4:25pm ET. @NASASun’s Solar Dynamics Observatory, captured an image of this event which was classified as an X1 flare—one of the most intense solar flares. More: https://t.co/hinBSRZCHM pic.twitter.com/pbEDm7E9Mt
— Thomas Zurbuchen (@Dr_ThomasZ) October 3, 2022
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Segundo as informações reveladas pelos responsáveis que observam todos os fenómenos ocorridos na superfície solar, a explosão ocorreu pelas 21h25 de domingo. Causou ‘apagões’ nas comunicações rádio e resultou na emissão de ventos solares, que podem afetar satélites.
A erupção ocorre numa altura em que os serviços de emergência dos EUA tentam responder aos pedidos de auxílio no seguimento da devastação deixada no país pelo Furacão ‘Ian’, tendo causado problemas nas comunicações via rádio, utilizadas por bombeiros e polícia quando há problemas com as linhas telefónicas, bem como nos sinais de navegação GPS.
A NASA avisa que a explosão pode ser apenas uma num conjunto eruptivo, podendo ocorrer “ejeções de massa” da superfície solar nos próximos dias, já que o planeta Terra está perante “uma região complexa de grandes dimensões” do Sol.
Os especialistas adiantam que os efeitos devem fazer-se sentir nos próximos dias, e há possibilidade de as condições meteorológicas no espaço continuarem a ser fortemente afetadas durante pelo menos uma semana.




