“Não tive dúvidas de que ninguém poria em causa eleições”: Marcelo apoia protesto “justo” dos polícias mas deixa aviso

Marcelo Rebelo de Sousa salientou que o novo Governo que resultar das eleições de 10 de março devem ter “como preocupação prioritária”, “no espaço de daqui a 2, 3 ou 4 meses corresponder ao que é a legítima aspiração das forças de segurança e a correção de uma desigualdade”

Francisco Laranjeira
Fevereiro 7, 2024
16:54

Marcelo Rebelo de Sousa indicou, esta quarta-feira, que o novo Governo que resultar das eleições de 10 de março devem ter “como preocupação prioritária”, “no espaço de daqui a 2, 3 ou 4 meses corresponder ao que é a legítima aspiração das forças de segurança e a correção de uma desigualdade”.

Os protestos das forças de segurança, “totalmente justos”, têm sido intensos, frisou o Presidente da República, em visita à Cordoaria Nacional, em Lisboa. “É um desafio para o próximo Governo e é importante que as forças políticas tomem uma posição sobre esta matérias. Penso que houve um acordo entre GNR e PSP com as forças políticas, não digo ao pormenor, no sentido que é legítimo o protesto e é urgente resolver o problema”. “Todas as forças políticas foram expressamente a favor do protesto dos polícias”, indicou.

No entanto, Marcelo Rebelo de Sousa deixou o alerta. “O apoio perde-se com o cansaço”, frisou. “O objetivo principal da plataforma de associações e sindicatos tem sido atingido: sensibilizar o apoio dos portugueses, dos partidos políticos e a aceitação das suas reivindicações em termos gerais. No entanto, é importante que neste período eleitoral, um período sempre mais ‘animado’ e controverso, as forças de segurança continuem a ter o apoio dos portugueses na base da confiança e segurança. Significa que em cada momento as forças de segurança, naquilo que é a sua contestação, têm de encontrar formas de protesto que corresponda a este sentimento dos portugueses.”

A ameaça da não realização das eleições legislativas foi “imediatamente esclarecido”. “Não há maior insegurança do que dizer que não vai haver eleições. Também penso que é importante que em cada passo desta luta justa seja dado tendo presente o apoio que não poderá perder dos portugueses, que têm acompanhado com atenção e solidariedade. Porém, o apoio perde-se com o cansaço”, referiu, reforçando: “Não tive dúvidas de que ninguém poria em causa eleições”.

André Ventura, líder do Chega, acusou esta quarta-feira o Governo de tomar medidas de represália para com as forças de segurança. Marcelo tem uma visão diferente dos protestos. “Tenho visto isto a ser apresentado como um braço de ferro com o Governo. Importa é o futuro, não o presente ou passado. Interessa olhar para os protagonistas do futuro, que debatem todos os dias na televisão, e ter a certeza de que estão disponíveis para corresponder às reivindicações”, concluiu.

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