A procuradoria dos Estados Unidos defende que Bernard Madoff não deve ser libertado mais cedo da sua pena de 150 anos de prisão, mesmo com a alegada doença renal terminal.
Madoff com 81 anos, impulsionador do esquema de pirâmide mais fraudulento de sempre, conhecido por ‘Ponzi’, avançou com um pedido de libertação de prisão por compaixão, no mês passado, alegando uma doença renal terminal que lhe dá apenas 18 meses de vida, como a Executive Digest avançou na altura.
Contudo, o escritório da Procuradoria-Geral americana não se deixou sensibilizar pelo estado de saúde de Madoff, defendendo que os crimes que cometeu são «de uma magnitude sem precedentes, motivo suficiente» para que o seu pedido seja recusado.
«Desde a sua sentença, Madoff demonstrou uma total falta de compreensão da gravidade dos seus crimes e uma falta de compaixão pelas suas vítimas», sublinhando por isso que «(Madoff) não merece ser libertado!», escreveu o escritório do procurador dos Estados Unidos.
Madoff foi detido em 2008, devido a alegações de que a sua prestigiada empresa ‘Bernard L. Madoff Investment Securities’, utilizou um esquema de ‘pirâmide’, roubando milhares de milhões de dólares a muitas pessoas. Em 2009 declarou-se culpado por 11 crimes relacionados com fraude fiscal, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos financeiros, estando preso desde Julho desse ano.
Mais de 500 vítimas dos esquemas de Madoff escreveram ao tribunal sobre o seu pedido de libertação antecipada, a maioria delas contra. A instituição revelou que as cartas mostram «como os crimes de Madoff continuam a afectar profundamente as suas vítimas, muitas das quais, como alguém disse em carta ao tribunal, ainda hoje ‘cumprem uma espécie de prisão perpétua’».













