“Não fizemos nada de errado.” Líder da oposição britânica recusa pedir desculpa por beber cerveja com colegas durante o confinamento

Imprensa britânica publica uma fotografia de dir Keir Starmer, líder trabalhista com três colegas de partido em abril de 2021, quando as reuniões internas foram proibidas

Francisco Laranjeira

Sir Keir Starmer, principal líder da oposição ao Governo britânico, reagiu às fotografias publicadas pela imprensa inglesa a beber uma cerveja com vários colegas do partido em abril de 2021, durante os confinamentos à pandemia da Covid-19. “Não me vou desculpar porque não estava a fazer nada errado”, garantiu o líder do partido trabalhista inglês.

A fotografia, tirada a 30 de abril através de uma janela de escritório em Durham, Inglaterra, mostra Starmer de pé com uma cerveja na mão e pelo menos três pessoas ao seu redor. Uma cena que o próprio líder trabalhista não demorou a justificar, já que naquela época era proibido socializar dentro de casa, exceto por motivos de trabalho. “Vamos ser bem claros: faltavam três ou quatro dias para as eleições locais, estávamos no escritório. Naquela época estávamos a trabalhar muito. Pedimos comida de fora, trouxeram e comemos, nada mais”, explicou, em entrevista à ‘LBC’.

No entanto, dentro das fileiras conservadoras de Boris Johnson, que se viu envolvido no ‘partygate’, há quem peça a renúncia. Nadhim Zahawi, secretário de Cultura, exigiu um pedido de desculpas a Boris Johnson por fazer a mesma coisa pela qual o criticava, algo que não caiu muito bem junto de Keir Starmer

O líder do partido trabalhista acredita que “nenhuma lei foi quebrada” naquela noite porque eles não tiveram escolha a não ser pedir comida, já que o hotel onde ele e seus companheiros de partido estavam hospedados não tinha serviço de alimentação aberto. “Não vou me desculpar porque não fizemos nada de errado”, diz o líder trabalhista. “Não tem ponto de comparação, vamos falar a sério: eles fizeram duas festas na noite anterior ao funeral do príncipe Philip e até encheram malas com garrafas de vinho.”

Para Starmer, tudo obedece, sem dúvida, a uma estratégia do Partido Conservador de tentar manchar a imagem da oposição justamente no momento em que um substituto em Downing Street parece mais próximo: “Entendo perfeitamente o que está a acontecer. Mas não vai ser o caso, não fizemos nada de errado.”

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