Um jovem italiano deixou uma mensagem no Twitter sobre a situação do coronavírus vivida em Itália, nomeando todas fases pelas quais o país passou durante a disseminação do vírus. A publicação é também um alerta para que os cidadãos valorizem a situação, consciencializando-se de que o que se passa é mais grave do que imaginam.
«Penso que todos sabem que a Itália se encontra em quarentena devido à Covid-19. A situação é má, mas o pior é ver o resto do mundo a agir como se isto não fosse acontecer com eles. Sabemos que pensam assim, porque nós também pensámos» pode ler-se no inicio da publicação.
Na mensagem é sublinhada a eventualidade da restante população mundial poder vir a estar na mesma situação de Itália, que é actualmente o segundo país do mundo com mais doentes infectados por Covid-19 e é mesmo o mais afectado da Europa, com mais de 31 mil casos de contágio.
O testemunho do jovem é dado na primeira pessoa, já que também desvalorizou a epidemia quando começou em Itália e em apenas duas semanas teve a noção de que estava enganado, como o próprio indica.
https://twitter.com/JasonYanowitz/status/1238977743653687296
E enumera da seguinte forma as várias fases vividas pelo país. Numa primeira fase, refere que «sabemos que o coronavírus existe e começam a surgir os primeiros casos no nosso país». Contudo, «não há nada com que nos preocuparmos, porque é apenas uma gripe má», escreve o jovem.
Na segunda fase da propagação, ainda que o número de casos aumente e algumas regiões entrem em isolamento social, acredita-se que a comunicação social exagera nas notícias sobre o caso. «A situação é triste mas estão a ser tomadas medidas por isso nada temos com que nos preocupar».
Na terceira fase, o jovem indica que a visão das pessoas se vai alterando: «o número de casos começa a aumentar de forma vertiginosa. Surgem as primeiras mortes, 25% do país entra em quarentena, começam a fechar-se escolas e universidades».
Na quarta fase, refere que os países declaram o estado de emergência nacional. Os médicos e enfermeiros começam a faltar, recorrendo aos profissionais reformados para ajudar a combater o problema nos hospitais. «Os profissionais de saúde começam a ser infetados e a infetar os seus familiares. Atingimos um ponto em que perante a falta de recursos é preciso decidir quem queremos salvar», afirma.
Na quinta fase, o país inteiro entra em quarentena, mas as pessoas continuam a poder ir trabalhar, ao supermercados e às farmácias, pois, caso contrário, «a economia corre o risco de colapsar», afirma Jason Yanowitz, referindo que já se vê «muitas pessoas de máscara mas há ainda aqueles que se julgam invencíveis».
Na sexta e última fase, todos os estabelecimentos e sectores fecham e a circulação nas ruas é totalmente proibida, autorizada apenas a quem tenha um certificado para o efeito. Quem não tiver e romper com as medidas, pode ser multado.
Na conclusão do alerta, o jovem italiano refere que «este problema não se vai resolver sozinho», dizendo que lhe custa que outros países adiem a tomada de decisões «essenciais para salvar os seus», numa situação em que urje tomar medidas necessárias para que a situação não atinja proporções mais drásticas.
A publicação contou com centenas de partilhas, considerada por muitos como um «abre olhos».








