O ministro da Economia e da Transição Digital concedeu uma entrevista ao Jornal de Negócios onde esclareceu que “não há nenhuma contradição”, no casa da Dielmar.
“Agradeço a oportunidade de falar sobre o caso da Dielmar, porque não há nenhuma contradição entre tentar manter o estabelecimento na sua integralidade para poder ser alienado e dizer que não vale a pena tentar, antes da insolvência, salvar uma empresa que já estava inviável por si”, explica Pedro Siza Vieira.
“A Dielmar, com o peso de dívida que tinha atrás, nunca conseguiria gerar os recursos necessários para pagar aquela dívida. Estamos apenas a recorrer a mecanismos que existem, como o apoio à retoma progressiva, que muitas empresas usam, para manter a integralidade do estabelecimento”, acrescenta o ministro.
O Estado já injetou, desde o início de agosto, 320 mil euros na Dielmar. Parte do envelope financeiro foi atribuído, através da Segurança Social, via apoio à retoma (140 mil euros) e através de empréstimos do Banco de Fomento, de acordo com a informação avançada pelo jornal ‘Público’.
É de referir, como aliás recorda a publicação, que no dia 2 de agosto, Pedro Siza Vieira, ministro da Economia e da Transição Digital, anunciou que não valia a pena “meter dinheiro fresco em cima de uma empresa que neste momento não tem salvação”. “Durante esse tempo, a fábrica de alfaiataria de Alcains, no concelho de Castelo Branco, não produziu uma única peça”, sublinha o mesmo jornal.
Fundada em 1965, em Alcains, por quatro alfaiates que uniram os seus conhecimentos, a Dielmar, que empregava atualmente mais de 300 trabalhadores, pediu a insolvência ao fim de 56 anos de atividade, uma decisão que a administração atribuiu aos efeitos da pandemia de covid-19.














