O Ministério Público da Suécia revelou, esta quinta-feira, que ainda não está claro quem é o responsável pela sabotagem do gasoduto Nord Stream no Mar Báltico, em setembro de 2022, mas reconheceu que o “cenário principal” será o patrocínio de um estado.
“Trata-se de um crime cujas circunstâncias são difíceis de investigar. As detonações aconteceram a 80 metros de profundidade, no fundo do mar, no Mar Báltico”, assumiu o promotor público Mats Ljungqvist, que lidera a investigação na Suécia.
Ljungqvist sublinhou que “não há dúvida de que se trata de uma sabotagem grosseira em águas internacionais direcionada à infraestrutura, cujo proprietário não está ligado à Suécia”. “Estamos a trabalhar incondicionalmente, a revirar cada pedra e não deixando nada ao acaso”, garantiu, em comunicado.
“A nossa esperança é poder confirmar quem cometeu este crime mas deve-se notar que provavelmente será difícil dadas as circunstâncias”, anotou Ljungqvist, acrescentando que as evidências atuais provavelmente apontam para criminosos que agiram em nome de um Governo.
O gasoduto Nord Stream 2 ficou inutilizado depois de uma série de explosões, em setembro último, terem danificado a estrutura russa.
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