Não é só em Portugal: Onda de incêndios devastadores no sul da Europa deixa rasto de morte e milhares de desalojados

Os incêndios florestais continuam a devastar o sul da Europa, incluindo Portugal, onde uma nova vaga de calor e condições meteorológicas extremas têm dificultado o trabalho das equipas de emergência.

Pedro Gonçalves
Agosto 13, 2025
17:33

Os incêndios florestais continuam a devastar o sul da Europa, incluindo Portugal, onde uma nova vaga de calor e condições meteorológicas extremas têm dificultado o trabalho das equipas de emergência. A situação, que atinge também a Grécia, Albânia, Espanha e Itália, já provocou a morte de pelo menos duas pessoas e obrigou à evacuação de milhares de habitantes.

Em Portugal, as autoridades prolongaram até sexta-feira o alerta meteorológico extremo em Portugal continental, na sequência de temperaturas elevadas e baixa humidade. Os serviços de emergência estão mobilizados para combater vários incêndios ativos, com destaque para três grandes focos que permanecem como os mais preocupantes desde o fim de semana. Cerca de 2.000 bombeiros encontram-se no terreno, dos quais mais de 700 empenhados no combate a um incêndio de grandes dimensões em Trancoso.

Já em Espanha, a vaga de calor, que poderá atingir os 44.º em algumas regiões, está a agravar o avanço imparável das chamas. Em Madrid, no incêndio de Tres Cantos, um homem de 50 anos morreu quando tentava ajudar uma mulher a salvar os seus cavalos de um centro hípico. Cerca de vinte animais não resistiram. Em Ávila, um trabalhador de 58 anos perdeu a vida num acidente de viação quando se deslocava para integrar as operações de combate ao fogo na zona de El Hornillo. As autoridades espanholas confirmaram ainda a detenção de quatro pessoas em Ávila, La Coruña, Orense e Cádiz, suspeitas de ligação a vários incêndios registados na Península Ibérica nos últimos meses.

Por seu lado, na Grécia, os bombeiros lutam sem parar para tentar travar sete grandes incêndios nos arredores de Patras, a terceira maior cidade do país, e noutras zonas do continente e ilhas. O serviço de proteção civil já emitiu mais de 20 alertas de telemóvel para ordenar evacuações. Casas, empresas e áreas agrícolas foram destruídas, enquanto ventos fortes ameaçam as estâncias turísticas das ilhas próximas. Na ilha de Chios e na parte ocidental do território grego, outros focos continuam ativos.

A Albânia enfrenta também uma situação grave, com cerca de três dezenas de incêndios ativos a ameaçarem aldeias e zonas florestais. As autoridades confirmaram já a morte de um homem de 80 anos no distrito de Gramsh, a cerca de 80 quilómetros da capital, Tirana. Mais de mil elementos, entre bombeiros, militares e funcionários locais, foram mobilizados para travar as chamas.

Em Itália, as chamas chegaram ao monte Vesúvio, ativo desde sexta-feira. Centenas de descargas de água foram efetuadas por aviões para controlar o fogo. Após cinco dias de combate, os bombeiros italianos anunciaram esta quarta-feira que o incêndio está finalmente controlado.

De acordo com o Instituto Copernicus da União Europeia, a Europa está a aquecer mais depressa do que qualquer outro continente, um fenómeno que está a potenciar a frequência e a gravidade dos incêndios florestais. Este verão, os impactos têm sido particularmente severos, deixando um rasto de destruição e desalojados em vários países mediterrânicos.

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