“Não continuem a testar a nossa paciência.” Moscovo ameaça oficiais do Ocidente que vão a Kiev

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, ameaçou esta quinta-feira os oficiais do Ocidente, sublinhando que não os ia poupar, se continuassem a “testar a paciência” da Rússia.

Simone Silva

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, ameaçou esta quinta-feira os oficiais do Ocidente, sublinhando que não os ia poupar, se continuassem a “testar a paciência” da Rússia.

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Em conferência de imprensa, no Kremlin, divulgada pela tutela no Twitter, a responsável acusou Zelensky de estar a ser “usado pelo Ocidente” e ameaçou mesmo com ataques a oficiais do Ocidente que se desloquem em visita a Kiev. 

“Esta agressão à Rússia não pode continuar sem uma resposta. Gostaríamos que Kiev e as capitais do Ocidente levassem a sério o aviso do ministro russo da Defesa de que novas provocações incentivando a Ucrânia a disparar contra infra-estruturas russas terão uma forte resposta da Rússia”, sublinhou.

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A porta-voz russa continuou a ameaça: “Conselheiros de países ocidentais que fiquem nos centros de tomada de decisão da Ucrânia não serão necessariamente um problema para as medidas de resposta da Rússia. Não aconselhamos a que continuem a testar a nossa paciência”, retorquiu. 

Na mesma ocasião, a responsável disparou críticas à “propaganda” anti-russa e insistiu na determinação do país em “atingir os seus objetivos, incluindo desnazificar a Ucrânia”.

Falou ainda da abertura de “corredores humanitários em Azovstal para os combatentes poderem sair”, acrescentando que “esta oportunidade deve ser usada”, mas alertou também para a “escalada de tensão” na região moldava da Transnístria que a Rússia considera independente.

A Rússia, recorde-se, invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, desencadeando uma guerra que provocou um número de baixas civis e militares ainda por determinar.

A ONU confirmou na quarta-feira que pelo menos 2.787 civis morreram e 3.152 ficaram feridos, mas manteve o alerta para a probabilidade de os números serem consideravelmente superiores.

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O conflito levou mais de 5,3 milhões de pessoas a fugir da Ucrânia, na pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia, segundo a ONU.

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