O ministro da administração interna, Eduardo Cabrita, anunciou esta quinta-feira que na semana da Páscoa «não haverá viagens turísticas», apenas «deslocações essenciais». As declarações surgiram no debate da renovação do estado de emergência, na Assembleia da República.
Dirigindo-se aos deputados, o governante afirmou que o Governo continua «preocupado» com as novas variantes do vírus, razão pela qual os voos do Reino Unido e do Brasil se mantém «suspensos» e existe um controlo das viagens que chegam «por via indireta dessas origens».
Também por esse motivo, «na próxima semana (que antecede a Páscoa e onde já se verifica proibição de circulação entre concelhos) não haverá viagens turísticas e só serão admitidos aqueles que se deslocam em deslocações essenciais», anuncia Cabrita.
O seu discurso ficou também marcado pelo «apelo à convergência e resiliência em torno de medidas que estão a provar que têm sentido e dão resultado», bem como à «convergência estratégica», numa altura em que «é provável» que o estado de emergência se prolongue até maio, acontecendo simultaneamente o desconfinamento.
«Só esta convergência estratégica e cooperação entre Presidente da República, mais de 80% da AR e Governo é que nos dá um quadro jurídico e institucional que permite a adoção de medidas que nos levam este resultados», afirma.
«Hoje podemos dizer que pela primeira vez estamos melhores do que no dia homólogo de há um ano», adianta o ministro. «Acho que temos de nos mobilizar para que na próxima quinzena, que é decisiva, possamos provar que temos capacidade de resiliência», acrescenta Cabrita.
O governante sublinha ainda a necessidade de «conseguir alcançar resultados, que nos permitirão, a seguir à Páscoa, retomar as aulas do segundo e terceiro ciclo», bem como «abrir esplanadas e as lojas de bairro», revela.













