Elon Musk, que anunciou em abril ter feito uma oferta para comprar a rede social Twitter por 54,2 dólares por ação, apresentou na segunda-feira um documento formal para por um ponto final a esse acordo, depois de quatro meses de desentendimentos.
Segundo um documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) a que o ‘Daily Mail’ teve acesso, os conselheiros de Musk submeteram uma carta ao Twitter, em nome deste, informando, de forma oficial, a rescisão do acordo.
A publicação dá ainda conta de outra carta enviada pela equipa de Musk, que foi endereçada ao Director Jurídico do Twitter, onde é dito que “certos factos não revelados às Partes Musk fornecem bases adicionais e distintas para rescindir o Acordo de Fusão”.
Este documento é submetido dias depois de se saber que o ex-chefe de segurança do Twitter acusou a rede social de ter dissimulado as vulnerabilidades de seu sistema de proteção de dados e de mentir sobre a sua luta contra as contas falsas.
No mês passado, Peiter Zatko entregou um documento à SEC, ao Departamento de Justiça e à Federal Trade Commission (FTC) onde apontava “erros graves”, um “desconhecimento deliberado e ameaças à segurança nacional e à democracia”.
Apesar de o Twitter ter negado estas acusações, a equipa jurídica de Musk está a pedir ao ex-chefe de segurança para comparecer em tribunal e ajudar no objetivo do multimilionário de recuar na decisão de adquirir a rede social.
Elon Musk vai enfrentar em tribunal os executivos do Twitter em outubro, defendendo há semanas que foi enganado sobre o número de contas falsas da plataforma, que, na altura, teve em conta para decidir proceder à aquisição da rede social.














