Museu do Louvre reabre hoje galeria assaltada em 2025 (mas há novo plano de segurança)

A Galeria Apollo, uma das salas mais emblemáticas do Museu do Louvre, em Paris, reabre ao público esta quarta-feira, vários meses depois de ter sido encerrada na sequência do ousado roubo de joias ocorrido em outubro de 2025.

Pedro Zagacho Gonçalves

A Galeria Apollo, uma das salas mais emblemáticas do Museu do Louvre, em Paris, reabre ao público esta quarta-feira, vários meses depois de ter sido encerrada na sequência do ousado roubo de joias ocorrido em outubro de 2025. No entanto, o espaço voltará a receber visitantes com uma diferença significativa: deixará de exibir joias e outros objetos de elevado valor, numa decisão tomada após o assalto que expôs fragilidades no sistema de segurança do museu mais visitado do mundo.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

A reabertura contará com a presença da ministra francesa da Cultura, Catherine Pégard, informou o Ministério da Cultura francês à AFP. A decisão de reabrir a galeria foi também confirmada pelo presidente do Louvre, Christophe Leribault, numa entrevista ao jornal Le Parisien, na qual revelou que todas as coleções e peças preciosas anteriormente expostas naquele espaço foram retiradas.

Joias serão guardadas em novo espaço de alta segurança
Segundo Christophe Leribault, as joias que integravam a exposição permanente da Galeria Apollo passarão a ser guardadas numa nova área especialmente concebida para esse efeito. O plano prevê a criação de uma sala de alta segurança e de um cofre sem janelas, localizados noutra zona do museu, destinada exclusivamente à conservação destas peças.

O responsável explicou, contudo, que o projeto ainda se encontra em fase de preparação. “É um empreendimento muito grande, mas precisamos encontrar o local ideal. E a fonte de financiamento”, afirmou Leribault ao Le Parisien, referindo-se ao investimento necessário para concretizar a nova infraestrutura de segurança.

Christophe Leribault assumiu a presidência do Louvre após a demissão da anterior responsável, Laurence des Cars, que abandonou o cargo na sequência do impacto provocado pelo assalto à Galeria Apollo.

Continue a ler após a publicidade

Roubo expôs falhas de segurança no museu mais visitado do mundo
O assalto ocorreu em 19 de outubro de 2025 e teve repercussão internacional, tornando-se um dos episódios mais marcantes da história recente do Louvre. O crime gerou uma forte onda de preocupação relativamente aos sistemas de proteção do museu parisiense, que recebe cerca de nove milhões de visitantes por ano.

Na sequência do roubo, foi criada em França uma comissão parlamentar para analisar as condições de segurança dos museus nacionais. Após a investigação, a comissão concluiu que as questões relacionadas com a segurança no Louvre tinham sido “relegadas para segundo plano” nos últimos anos, apontando fragilidades que terão contribuído para a concretização do assalto.

A reabertura da Galeria Apollo marca assim o regresso de um dos espaços históricos mais importantes do Louvre ao circuito de visitação, mas inaugura também uma nova fase na gestão do património do museu, com medidas de proteção mais rigorosas e a retirada definitiva das joias e restantes objetos de maior valor do local onde ocorreu o roubo.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.